quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

mais um 2 em 1

Continuam os posts em modo poupança ou se preferirem, em modo pouco tempo.

Se muitos andam com a cabeça metida nas festanças e derivados, outros há que juntam ao natalicio o espírito pedalistico.

 No sabado apareceu o Paulo Gomes. A palavra de ordem era queimar. Como a manhã estava bastante amena (zero vento e um sol agradável), nada melhor que uma ida ao Espichel que é coisa que vai sempre bem, principalmente quando a imaginação não dá para mais.
  Um café, dois dedos de conversa e siga ao objectivo. O homem já trás preparação pelo que foi ir indo, passe a redundância.
  Ainda antes de se ver o fundo ao tacho, entermeamos por um ou dois grupos. Como expectável, os ultimos km puxam sempre a um aumento de cadência e da pica de pedalar.
  Mais um café para o Gomes e vira de regresso. Um punhado pequeno de km antes de chegar a Sesimbra e ei-lo, o primeiro furo das tubulares. Logo no momento apercebo-me que o liquido reparador ficou a dormir em casa. Eu tb devia estar ainda a dormir quando não me lembrei de o trazer...
  Agradecimento especial ao Gomes e seu companheiro que nos veio desenrascar, mesmo depois de uma noite de fados, o desgraçado.
  E foi fazer o resto da viagem na carrinha.

  No domingo, juntou-se a dupla do costume. Com o furo já devidamente rectificado sem dificuldades algumas, lá ficou o btt uma vez mais de lado, pois tinha que pagar a conta do dia anterior.
  Eu e turtle numa volta amena sem grandes esforços, numa toada normal até ao fim.
   Já deu para saciar.




   Na 2ª feira foi dia de dar uma aula no ginásio e na 3ª feira mais duas horas do mesmo terminando assim um ciclo de 4 dias seguidos a pedalar. Um final de ano bem pedalado.
   Cansaço não porque a vontade vai levando a melhor sobre ele, mas alguma fadiga natural. Nada melhor que uma pequena pausa.
 
   Resoluções de novo ano? nada. Aliás, só acaba mesmo o ano de calendário. A época só vê o seu fim em Agosto, se Deus quiser!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

3 em 1

 Não é chamapôo, não é sabonete. É um post que engloba 3. Poupança? nahhhh, apenas agora se deu a oportunidade e assim vai por atacado.

  Sabado, 20\12\2014
  Ciclismo
 
   Uma saida solitária mas logo num dia em que não me apetecia mesmo nada pedalar sozinho. O frio era intenso mas não me demoveu de pedalar. Decidi assim pôr-me cedo em Azeitão para apanhar uma boleia do tgv. Não me faltaria companhia!
   Ao chegar à vila das tortas, poucos ou quase nenhuns se viam. Tanto por culpa da humidade barra nevoeiro, tanto pelo facto de não haver mesmo quase ninguem a pedalar.
  Misteriosamente o comboio também teimava em aparecer. Olhava ao fundo, visibilidade muito reduzida, como quem espera o D. Sebastião que me viesse também salvar do frio que começava a sentir. Efectivamente estar ali quase parado (rolava lentamente entre rotundas) fez-me arrefecer e o frio, mesmo frio, frio mesmo à séria, estava a fazer os seus estragos.
   Já passava das 09:30h quando decidi abandonar. As pernas em calção, a zona mais exposta (fora isso só mesmo o nariz pois lá dei uso à balaclava que comprei anos atrás por alturas de um dia igualmente frio), faziam os outros olharem-me como que um ovni, mas curiosamente era das mãos que se fazia o meu calcanhar de Aquiles (das mãos fazia calcanhar, epah ca lindo).
   Praticamente gelado só me restava pedalar com força para aquecer e o pensamento já só estava num banho de àgua quente ao que me pus imediatamente de regresso.
    Moral da história? nestes dias não se pode parar e deveria-se somente subir!
   
    Ah, e as pernas ficaram queimadas pela humidade. Parece que levei um escaldão...
 


   Domingo, 21\12\2014
   Btt com o gang dos gaitos
   Os suspeitos do costume reuniram-se para mais uma manhã de fun ride. Dois vieram disfarçados de pais natal. Aguarda-se a foto.
   Os trilhos para rasgar com os tractores da malta e as amenas cavaqueiras são sempre du best. Momentos mais adrenalizantes.
   Comparando com o frio do dia anterior, estava uma autentica manhã de Primavera.
    Alguns dos trilhos estão ligeiramente diferentes, sendo a culpa principalmente minha pois não tenho sido presença assidua nestas paragens. Por estes dois motivos, falta alguma confiança. Os pneus também ligeiramente cheios demais redobraram esse sentimento.
   É curioso como nos faz totalmente diferentes. Aqui como em qualquer modalidade, como em qualquer coisa. Tem de se ir pela certa e com convicção.
   No final os fatos dos pais natal estavam desfeitos mas só pela erosão do vento. Zero quedas!!


 

   Quarta-feira, 24\12\2014
   Ciclismo com o turtle
   Ora dia de folga, dia de pedalar. Depois do treino de ontem à du gináse, era importante não esquecer que esta não era uma volta longa pois não é o habitual sábado mas sim 4ª feira.
   Assim lá fomos com alguma tranquilidade, um fresquinho da manhã que quase nos surpreendeu, mas a ver-se o Sol a querer espreitar.
    Conversa aqui e conversa ali, tá a subir um pouco, pouco para não exagerar, apanhar o Sol lá no alto enquanto se come uma sande, e descer pelas praias pois o dia emanava uma luz lindissima de se ver reflectida na areia e no mar.
   Depois rolar um bocadinho até casa e ir ver do Natal.
    Belo treino que deixou no fim aquela maravilhosa sensação que se chama pica, a pica de pedalar mais.
   Os dados no garmin não há porque estava sem bateria, mas há uma foto para registar a pausa que descontrai.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O não ir de Troia-Sagres 2014

 Até à última da hora aguardei esperançado que as coisas mudassem até à hora da partida. Coisas? a metereologia.
  As previsões estavam longe de ser as ideais para os meus ideais. Uma chuva aqui e ali tolera-se. Um dia inteiro com chuvas intensas, vento forte e frio, hmmm, é um tridente atacante dificil de se enfrentar, mais a mais se tiver por vontade de ficar durante as 7 horas do percurso.
 E estas previsões não mudaram.

 Por muita que fosse a vontade, esta é uma obstinação que não tenho. Tem-na o seu fundador. Outros terão outras formas de encarar o desafio em outras tantas intempéries. Muito para além da já referida meteo, são muitas as condicionantes a que cada um se pode impor.
 
  Para mim, este é um dia festivo, é uma celebração mais que o desafio, mais do que o esforço fisico ou psicológico. Acima de tudo é um dia em que o prazer de pedalar por estrada se unifica e personifica num enorme pelotão que é já hoje de milhares, segundo dizem. É a "classica" de Portugal como já lhe vão chamando e se calhar com razão.
 
  Não fui, fiquei. Não ganhei, não perdi. Sou tão bom ou sou tão mau como se tivesse ido. Nada muda.

 

domingo, 14 de dezembro de 2014

140 por Alcacer

   Outro titulo poderia ser volta pelo continente africano. Não, não seria pelo calor esquisito que se fez sentir hoje, algo pelos 10º, nem pelas pingas de chuva que apanhámos inicialmente.
   Basta somente olhar para o desenho:



   Quanto à volta em si, por castigo a não comparecer sobre o Tróia-Sagres (voltarei a este tema em outro post), a volta hoje teria de ser um pouco mais longa.
    Assim sendo saquei um track à pressa na net e foi pô-lo em prática. 140km de volta na companhia de turtle.
    Os primeiros dois terços foram para pôr a conversa em dia, mas depois de descer para Cabrela, chegara hora de acelerar e carregar um pouco mais forte.

   Dia de testes:
   Dois testes efectuados a material.
   - As rodas em piso molhado: necessita-se de habituação à travagem em dias de chuva o que bate certo com o que o me disseram.
   - Novo selim: um Selle Itália igual ao que detinha mas com abertura no meio para ventilação da zona. Dizem os ultimos estudos que a protecção da próstata passa mais pelo arrefecimento da zona do que tão somente pela pressão. Nada de conclusivos estes estudos mas,..

   Os dados no Strava aqui  

   Bela manhã de bicicleta.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Artesão

 Já pensou um dia em ter os raios das suas rodas em forma de pequenas formas fálicas? Pois um dos gaitos tem agora o jeito e engenho para concretizar o seu desejo.
  Onde terá ele ido buscar inspiração?


sábado, 6 de dezembro de 2014

Pa de forno mini TGV

 Bem, a ideia de todos em geral era nao abusar. Tudo ja a controlar os indices para o próximo sábado.
 Mas o não abusar como qualquer outro conceito na vida, é diferente de pessoa para pessoa. O que é salgado para uns pode nao o ser para outros.
  Nisto forma-se um grupo de 6 com o Emidio à cabeça so para um treino leve diz ele.

  E se é certo que em momentos o ritmo foi mesmo descontraido, outros houve que lhe deu bem. E nós na roda.
  Vai daí que acabou-se por abusar um bocadinho mais do que o previsto. Expectável. Agora há que gerir mesmo bem a semana que amanhã começa.

   A coisa foi de tal ordem que até aparece no Strava como o 4º melhor tempo.... da geral no troço final antes do Espichel. Não é que ligue muito a essas coisas mas não posso deixar de estranhar tal acto.
 
  

lifting almost finished

E pronto,

 Acabadinha de sair do up-grade, fica assim. Agora sim, uma bicicleta de gente grande!!!!
 Love? indeed!





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Quase Espichel

 Tanta coisa para escrever... O que vai acontecer é que muitas dessas tantas vão-me escapar.
 Enfim. Primeiro depois da volta de sábado dedicada ao paleio, cento e tal km dele, o domingo trazia factura para pagar e o btt com os gaitos teve que ficar de parte.
  Assim lá foi um ir até ao Espichel até que a hora o permitisse.
  Desta vez sim já a sentir todas as potencialidades das rodas novas. Uma delicia. A bom ritmo fomos indo e fui puxando pelas pernas a ver o que elas davam.
  Boas sensações numa manhã solarenga.

  Já nao se fala de outra coisa senão o troia-sagres. Calma. É só mais um dia a pedalar.

   Decisão de ano novo (e ainda falta um mes). Passar a registar as voltas no Strava.
   Ei-la aqui:

   


  muito melhor assim, não?


   Entretanto, eu nao disse que ficou muita coisa por falar?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

o buraco

 O video com o local do crime andava aqui perdido. Como se houve, nao dá para perceber bem a dimensão da coisa mas a queda que milagrosamente não teve ossos partidos, foi ali.

video

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

gaitos à solta

  Btt arrefinfado para os lados de Azeitão que a coisa a nivel de terreno está agreste nos locais mais habituais.
  Lá pelas 09:30 tudo a postos para subir desde Azeitão até ao topo das pedreiras de Sesimbra. Como o grupo era grande, a animação também, o que sempre ajuda a subir com menor esforço.

   Entre risadas para os mais modestos e gargalhadas para os mais expansivos, iamo-nos apercebendo do estado do terreno com os deslizes que as pedras humidas provocavam.
   À medida que subiamos, pioravam as condições climatéricas de tal modo que no topo (varandas arrábida), fomos embrenhados por uma nebulina branca e fria.
   Nada mais disso importou quando nos lançámos pelo single abaixo.
 
    Depois foi procurar os seguintes. Momentos fortes sempre com grande pica! Havia coisas que filmadas ficavam um mimo.
    Bela manhã! Adrenalina ao rubro!


   

sábado, 22 de novembro de 2014

Regresso ao asfalto

 Depois de uma semana que acabou por sair gorada no que respeita a treino fisico, hoje foi dia de regressar às pedaladas.
  Uma volta com final antecipado na hora pois estava marcado compromisso para uma operação aos pés da Foil.



  A partir deste momento, o primeiro up-grade da máquina que já se queria faz algum tempo. Agora é fazer um teste à séria e disfrutar da máquina que passa a ser uma máquina à séria também.
  Haja ciclista, haja pernas.

  Amanhã btt com o gang dos gaitos.

sábado, 15 de novembro de 2014

Training Camp by campeão do mundo

Semana de estágio.
Assim como o Rui Costa, também a mim calhou a hora de uma semana de fortalecimento muscular integral. Nada mais nada menos que trabalhos no campo (training camp).
Cansativo? sim, sem dúvidas mas também sem dúvidas fortificante. Não que o faça por esse motivo. Não que o faça pela preparaçao fisica mas até nisso tem o seu lado positivo, entre muitos outros.

Dias completos de exercicio, com fortalecimento alimentar robusto, vinho tinto e uma ginja para ajudar. Assim é no trabalho de campo.

É tudo ganho like a bauss, like Rui!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tanta, tanta, tanta qualidade

  Ontem realizou-se a Gala da Confederação do Desporto de Portugal.

Uma vez mais, e pela 3ª vez consecutiva, ganhou Rui Costa. Mas não é sobre o herói nacional do ciclismo (modalidade mais batida por estas paragens) que vou falar. Não.
  É que ao ver-mos, ler-mos os nomes que com ele concorriam, e ao ver-mos, ler-mos os de todas as outras categorias e seus feitos e glórias, é que nos apercebemos de que como um país tão pequenino como o nosso, e sempre com a choramingueira dos parcos recursos humanos, financeiros, técnicos, instalações, etc, tem parido (sim, parido) tanto herói.
  São anos e anos de investimento em talentos jovens que aos poucos emergem e se afirmam. Todos eles mereciam ganhar assim como o Rui, Telma, Ivo, Pedro.
  Todos eles verdadeiros campeões. Todos eles de parabéns.



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Chove na chove

  Sábado, 10 Novembro 2014
  Ciclismo

   Terminando mais uma semana, bem cansativa por sinal, com bons e cansativos treinos de indoor, rejuvenesce-se sempre que chega a hora de ir para a rua.
   Mais uma jornada de estrada com uma volta que desenhei que se queria novamente mais dura, seguindo assim a pedalada do fim-de-semana anterior na senda de fortalecer o grupo muscular dos membros inferiores.
 
   Resumindo a manhã foi mais ou menos assim: chove sobe, na chove desce. Ou quem como diz ora chove ora faz sol, ora sobe ora desce.
   Só a ultima das chuvadas já não secou no corpo. Valeu para o efeito ainda não se fazer sentir aquele sopro do norte...





   Belo exercicio a deixar boas sensações no fim e só não foi uma manhã perfeita porque o turtle resolveu deitar-se no asfalto mesmo à chegada a Setubal (o home não me cai a descer a serra no molhado e depois com publico é que vem dar "xou").
   O resto do dia foi uma correria e ainda deu para ir ao encontro da reunião do Ultra Dura Trail, prova com créditos para o Mont Blanc e que tem por data de realização no próximo domingo.

  No domingo muita vontade de reencontrar os gaitos-bravos mas o cansaço apoderou-se dos lençois que não sairam de cima de mim impossibilitando que me levantasse.

   Os dados de sábado aqui

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

bom dia, dia bom

Bom dia, cumprimento para um post feito logo pela fresquinha, ainda como quem abre uma pestana e esfrega a outra.
  Para um praticante de desportos ao ar livre um dia bom é aquele em que a metereologia permite sair e praticar a modalidade que lhe apraz.
  Para muitos, a saida é permanente quer esteja chuva ou sol. Para mim que não ganho a vida disto e não tenho o melhor dos impermeáveis, uma chuvada é uma grande pedra do sapato. Vá que ainda suporto umas pingas e aqui e ali já levei uns banhos mas chuva por chuva fico-me por casa com o burro amarrado.
  Pior de tudo isto é ir vendo ao longo da semana as previsões para o sábado e para o domingo. Ver que as coisas não estão famosas para o cultivo de sequeiro, deixa-me apreensivo, mais a mais quando hoje está um dia bom, mas é dia de trabalho...
 
    Olha, tenham um bom dia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Report fim-de-semana

 Sábado:
 ciclismo estrada.

 Mantendo a senda de pedalar em grupo que tem-me sabido bem nos últimos tempos, feita convocatória mas apenas comparecemos dois.
 O plano era subir a serra duas vezes e rolar mais um punhado de km pois vai sendo tempo de começar a ganhar força na perna a trepar.
  E assim foi.

   Há manhãs boas, há manhãs más e depois há estas. Simplesmente divinal. Belo clima, bons sentimentos fisicos e animicos no selim. Eu e turtle a rolar com garra após uma primeira meia-hora para pôr a conversa em dia.
   No regresso pernas em condições e a volta superou-se até com mais facilidade do que pensava. É impressionante que quando começamos a sentir a forma a voltar, que o prazer aumenta....tanto!!

  os dados da volta aqui (faltam 15km e uns 200m acumulado por esquecimento de ligar o garmas, para variar)


  domingo
  btt

  Os gaitos seguiam para sesimbra e em virtude de almoçarada cedo o meu regresso antecipava-se ao que fiquei pelo quintal e sai com a Mérida para rolar novamente na companhia de turtle com a sua        29´.
  Fazia tempos que a maratonista Mérida não rolava por estas paragens e foi curioso perceber a diferença que faz em alguns trilhos (como o fio dental por exemplo) desta para a Gt.
  Alombámos umas quantas subidas e tal, rolámos um pouco, e naquilo que parecia uma manhã de sofrimento porque as pernas não queriam acordar, acabou por ser um belo exercicio. Mas o bichinho da adrenalina ficou ali meio cabisbaixo e cheio de vontade de saltar cá para fora.


 

sábado, 1 de novembro de 2014

Kitch do meu Portugal

  Ja fazia muito tempo que não publicava nada para esta rubrica, mas eis que contribuo com esta bela preciosidade.
   Para apreciar até à última gota!


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Primeiras movimentações

 Já só anda tudo com a cabeça no Tróia-Sagres.
 Aqui e ali vão rebentando cogumelos com alusões ao tema. Ele é perguntas se treino para fazer tal tempo, se vou, quem vai, ele é organização de grupos e demais combinações, ele é os mais variados objectivos, ele é o evento do ano para muitos, and so on and so on.
 

  Não deixa de ser um fenómeno surpreendente este do Tróia-Sagres.

 

domingo, 26 de outubro de 2014

IV Passeio BTT Amoreira Obitos

 26\10\29014
 Amoreira - Obitos

 

60 km 

  Um ano e meio depois! Nada mais nada menos do que um ano e seis meses desde a minha última participação em eventos BTT. O que aconteceu pelo meio para não ter participado em mais? sinceramente nem sei. Talvez um misto de coisas: o joelho, uma outra dedicação ao ciclismo...
  Mas o bicho andava cá dentro e a vontade de participar aumentava.
  Inscrevi-me na maratona de Beja mas foi cancelada e à ultima da hora apareceu esta.
  Sai uma madrugada (a mudança da hora ajudou a atenuar) e todos os preparos já me faziam agua na boca.
  Depois de uma volta inteirinha a Lisboa pela CRIL (enganei-me no caminho) cheguei ao destino
  Deixo a ficha da prova com as criticas positivas e negativas sempre, e repito, sempre com o intuito construtivo e obviamente analisada com base no meu ponto de vista, opinião e experiência de participação em eventos do género. Não pretendo de jeito algum denegredir Organizações, Instituições ou outros. Aquilo que para mim pode ser ou parecer mau, pode ser muito bom para uma larga maioria. Exemplo desta prova que teve paredes (subidas) sucessivas com rampas de inclinação elevadas (nunca subimos nada inferior a 10% e vi máximos de 18%???) que eu achei em exagero (uma ou duas é q.b.) e outros poderão ter considerado que assim é que é!


 
FICHA MARATONA
(1 mt mau a 6 excelente)
NOME: IV PASSEIO BTT AMOREIRA OBITOS
LOCALIDADE: AMOREIRA OBITOS
CONTACTO: www.passeiobttamoreira.blogspot.com
DATA 28\10\2014
PRÉ-PROVA
DIVULGAÇÃO INFORMAÇÃO: 2
METODO INSCRIÇÃO: 6
PREÇO: 5
DISPONIBILIDADE ORGANIZAÇÃO: 6
OUTROS:
total: 4,75
PROVA
ESTACIONAMENTO: 6
SECRETARIADO: 5
CUMPRIMENTO HORÁRIOS: 4
DISPONIBILIDADE ORGANIZAÇÃO 6
PERCURSO DIFICULDADE TECNICA R\A 3\3 5
DIFICULDADE FISICA R\A 4\3 3
INTERESSE percurso 2
PC E PA 3
OUTROS
BALNEÁRIOS: CELERIDADE: 4
INSTALAÇÕES: 2
ALMOÇO: VARIEDADE: 4
CELERIDADE: 4
INSTALAÇÕES: 5
INFO LOCALIZAÇÃO ESTRUTURAS: 2
BRINDES OFERTA: 2
total: 3,80
PÓS PROVA
DIVULGAÇÃO INFO: CLASSIFICAÇÕES 6
FOTOGRAFIAS 5
OUTROS
total: 5
AVALIAÇÃO GLOBAL 4,52
BREVE DESCRIÇÃO: 












Muito pouca divulgação de informação antes da prova nos vários pontos onde a divulgação foi feita. Apesar de uma página bem montada, não disponibilizava praticamente qualquer info. Valeu pela inscrição à última da hora em que fui muito bem atendido no telefonema. O pessoal da Organização foi sempre simpático e atencioso, preocupado e disponivel. Muito bom. Estacionamento impecável. Secretariado rápido e eficaz. Ofertas nada de especial para quem lhes dê importância. Partida ligeiramente atrasada mas bom o cuidado de fazer rolar para separar atletas. Postos de abastecimento não parei no 1º e no 2º quando era realmente necessário para quem está nas longas distâncias, apenas me ofereceram àguas e bananas. É pouco. Vale ter havido muita agua ao longo do percurso. A sua localização não foi a melhor. Antes ou depois de uma grande subida não é a melhor escolha. O percurso da maratona não ofereceu grande paisagem, mas a zona não tem muito mais para dar. A fraca marcação do percurso (apesar de muita cal no chão) também não permitiu observar melhor. Notou-se o esforço mas faltaram mais fitas. Perdi-me por duas vezes o que não foi agradável. De resto algumas zonas interessantes pela natureza local e por campos de cultivo. Fogazes passagens necessárias pelo alcatrão nada a apontar a não ser sempre muito bem guardadas por elementos da Organização. A divisão entre ambos percursos estava pouco divulgada e mesmo tendo elementos da org apeados, estavam a controlar o transito e só por sorte vi as placas que se queriam bem maiores. Um percurso marcado por subir váriadas vezes "paredes" com um forte grau de inclinação para de imediato descer estradão de mesma tipologia. É pena e o excesso peca por desapropriado. Poucos singles e caminhos mais técnicos. As "paredes" foram em demasia. Notou-se o esforço da Organização em tudo o que fez e estão de parabéns por isso, mas o traçado quer-se diferenciado e diversificado e isso não aconteceu. Houve tentativa de criatividade mas que não causou grande efeito (exemplo da passagem por um aqueduto apenas para percorrer uns 100 m. Às vezes menos é mais.
  No final atribuiram logo a classificação o que foi bom de ouvir para quem dá importância. Os banhos estavam confinados a dois pequenos cubiculos com chuveiro. À minha hora já não  havia confusão pelo que não tive de esperar, mas se chegassem 4 ou 5 atletas em simultaneo ia ser mau (a nao ser que tenha existido outro local antes).
  O almoço irrepreensivel. Novamente simpatia de toda a gente e muito prestáveis. Comida muito saborosa e em boa dose. Tive de esperar uns minutos pela carne o que gerou uma pequena fila mas não foi nada muito demorado. Instalações com espaço e apropriadas.
  Em suma, apesar de uma avaliação global de 4,5 (meritória pela simpatia e esforço da org) reduzo para 3,5 face ao percurso. Tudo é importante mas é neste que passamos 2, 3 ou 4 horas e podia ter sido melhor.


   Dados do Garmin aqui (faltam alguns km pois esqueci de ligar o bicho)



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

E assim se vai para velho

  Mais uma semana que passa. Mais um passo rumo à velhice. Mas a cada passo, um treino, uma pedalada, um exercício, uma forma de estar no dia-a-dia.
  Com o corpo ainda a acusar qualquer coisa mas suficiente para aguentar treinos produtivos.

   Hoje (sábado) estou de serviço novamente ao II Dura Trail da Arrabida. Uma vez que a Circuitpower é parceira do evento, talvez ainda possa vir a "brincar" com uma das suas camaras de filmar que são um mimo!

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Faça você mesmo

 A fotografia já é antiga e andava por aqui esquecida até que a trago a publico agora.
 Uma empacotadela ao estilo ikeias e quê, monte você mesmo. Terá sido mais barata? É Orbita.

  Ganda nice


 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Estoirado

 Que semana. É assim. O recomeço (já foi à semanas atrás mas agora é que está a chegar a hora de apertar) é sempre custoso.
  A dor faz-se sentir, o cansaço também. A fadiga vai acumulando. Mas o ganho disto tudo há-de vir. Isto tudo sem pressas logo também nenhum dos adjectivos utilizados significa treinos estapafurdios ou desmesurados, porque nisto do desporto o que me move é o prazer de o fazer e daí até os treinos, implicando um minimo de sacrificio, têm de ser por prazer.

  Terça, quarta e quinta. Três dias a moer a braços com uns problemas de saude (finalmente curado da constipação e algo mais que andava pelo corpinho). Quando de repente estamos bem, sentimo-nos tão vivos e vai daí que até apetece treinar ainda mais

  Venha o sábado para uma manhã de pedal e depois quem sabe haja uma recompensa  :-)))

 

domingo, 12 de outubro de 2014

Grupo alargado

 Sabado
 Ciclismo


  Manhã sem chuva mas muito nevoeiro. Não consegui convencer a malta a ir à serra mas no final quase não se notou já que a altimetria acabou por ser porreira.
  Um grupo maior e na companhia de um casal de grandes, grandes atletas. Não é todos os dias que se pedala com gente de 1ª categoria, tanto a nivel desportivo como pessoal.

   Aqui fica um pequeno resumo nos habituais filmecos cá do mangas

   

 
  Domingo
  Chuva copiosa e nada para ninguem.
  Caramba, que vicio para pedalar. Será possivel isto não parar de aumentar?

 

domingo, 5 de outubro de 2014

dia sim, dia não

  Bumba, fechado em casa nesta linda manhã de Outubro. Isto é indecente....
 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

À primeira

 Ainda nem chegou o inverno, isto apesar de ja se terem visto alguns dias bem invernosos, e eu já apanhei a minha carraspana.
  Passei à frente de todos e tratei de conseguir logo uma bela constipação para ficar quase uma semana de molho.
  Procedi deste jeito (sim, agarrei numa moeda de 50 cent, pus no carrinho de compras, fiz-me aos corredores de um hiper e apanhei o pacote embalado da melhor marca de constipações cujo nome não vou dizer para não ferir susceptibilidades. Verifiquei se estava na data de validade. Paguei uma fortuna mas nestas coisas não há como o melhor) para assim ficar já o assunto arrumado.
 
   Agora já pode vir o Inverno com fartura e eu de janelas abertas em tronco nú, ou na rua a pedalar à chuva, ou até ir ao frigorifico e colocar a cabeça lá dentro, hã?? isto sim mesmo à corajoso!!


   Este gaito apanhou uma tão grande que até ficou a parecer um cão!


   Tá despachada!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cambio

 O piso já não anda pelo melhor depois das recentes chuvadas por isso foi ciclismo de estrada mesmo na companhia de mais 3 indigenas.
  Ainda a rolar lento e esforço percebendo-se seriamente que ainda falta aquela forma. Nas subidas então há sempre uma máscara de algum sofrimento que me acompanha.
  No fim ja de regresso deu para fazer uma rasgadinha um pouco inconsciente eu sei, mas não deixou de saber bem.

  Agora a treinos com uma constipação, os habituais revês destas coisas. Espero que venha cedo e feche a loja para passar um inverno na "praia"|

domingo, 28 de setembro de 2014

Manhã solidária

 Manhã dedicada a evento solidário representativo da APACCF, com Organização do Ginásio Proaventuras.
 O objectivo: recolher alimentos para a Associação distribuir pelos mais carenciados e proporcionar um momento de saúde e bem-estar ao ar livre à população incentivando para a práctica desportiva.
 Como eventos dispunham de caminhada ou um trail de 11km.
  Ingressando na equipa montada (tipo cavalos da GNR) eu e o russo que agora parece afinal ter-se descoberto ser kosovar e chamar-se Dmitry, demos a presença dos gaitos bravos.

  A chuva ameaçou mas rapidamente foi embora e deixou um belo aroma espalhado pelo ar. Bela manhã, de trabalho sim, mas igualmente boa.

 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Semear agora

 Puffff, que isto custa.

  Quando em tão boa forma se está, nem nos lembramos o que sofremos para lá chegar.
  O ganho de condição continua com o programa de fortalecimento muscular e pedalada semanais. Tem saido do lombo sim e tem-me feito lembrar principalmente as primeiras semanas dos treinos de futebol em que não se tocava na chicha que é como quem diz bola nem vê-la. Só sovas de preparação.
 
   Amanhã de "castigo" não dá para pedalar pois há que ajudar atletas do trail numa prova. Domingo logo se vê.

sábado, 20 de setembro de 2014

Estágio

20\09\2014

 Não sendo ciclista profissional (nem sei se amador, não me vão lá confundir com os atletas que militam pelas equipas portuguesas e que disputam os nacionais e outros troféus adjacentes ao rectângulo luso), não tenho passaporte biológico nem tão pouco que divulgar onde estou, para onde vou.
 Mas posso e revelo que estou em estágio de pré-época (isto assim já soa a profissional ou até amador).

   Prólogo: Não há nada do que acordar com a Mãe Natureza. Ouvir os passarinhos, sentir o ar do campo que a esta hora só cheira a chá, ultrapassar uma caravana enorme de romeiros nas suas belas fatiotas e carruagens que rumam à cidade para as festas da terra. Vai nisto e o gps acusa falta de carga. Ora pois claro. Se no sábado passado desligara-se por total ausência de carga, ter conseguido ligá-lo foi só por si surpreendente depois de me relembrar que não o colocara a beber da fonte. Teria portanto uns segundos de vida, algo só possivel porque chupou o que pode enquanto o liguei ao pc para upload do track.
  Com isto significava que iria provavelmente andar perdido algures no meio do Alentejo. Resolvi desligá-lo e assim poupar os poucos segundos de bateria para os momentos mais fulcrais.
   E assim foi um liga-desliga, liga-desliga que me safou de andar aos cucos.

   Dia dos esticões*
   Ele há treinos de séries e outros e essas coisas assim. Este foi um dia sem ser progamado mas que me ofereceu uns esticões* para ir desenferrujando as pernas.

   Esticão* 1: O acordar do monstro
   Ora (...) ouvir os passarinhos, sentir o ar do campo, a Mãe Natureza (...) e de repente passa um compadre por mim que parecia eu que estava parado. Agora sim acordei. O ritmo era bastante mais elevado e pensei "Ainda não tenho pernas para isto mas e porque não só um pouco?" Pelo menos por uns minutos. Siga.

   Esticão* 2: A verdadeira utilidade da cauda das vacas
   Virando para uma estrada ainda mais secundária, esta provavelmente da pré-primária ou mesmo ainda do infantário, fina, fina, de um alcatrão clarinho, a fazer lembrar aquelas que sobem Itália adentro, vejo-me rodeado por uma enorme vastidão de terra de gado. Nem vivalma e nem sequer o gado e só eu e a minha estrada a rasgar esta paisagem amarela e castanha pelo meio. Na terra circundante pisada e repisada com pasto rapado, restos da alimentação da ganadaria rominante, jaziam enormes bostas negras e pouco mais.
  De repente a estrada inclina e enquanto vou bebericando do todo deste cenário, a cadência diminui gradualmente sem que me aperceba.
   Vai nisto e sou cercado por um autêntico "rebanho" não do gado ausente mas sim de insectos. Era a única presa num raio largo de km, um autêntico oásis para estes parasitas. A cauda da vaca fazia-me falta e na falta dela não me restou solução senão pedalar por ali acima, fugir quanto antes. Nota: trocar o protector solar por um repelente. ou quem sabe um belo dois em um aqui em potência, não?




  Esticão 3* As metas volantes.
  Aqui e ali apareciam-me pela frente uns pequenos povoados. Nada de mais do que meia dúzia de aglomerado de casas com um largo ou praça no meio e uns bancos de jardim à beira de estrada com os respectivos velhotes, suas boinas e cajados. Para alegrar as suas pacatas manhãs, na vaidozidade do meu ser, brindei-os com umas passagens velozes, tipo meta volante.
  Sei que gostaram!


    E no fim, um ulimo esforço final, aquela subida até ao nó que mal se nota mas que mói. Que o diga uma azia e um joelho à uns meses atrás!

   Isto não vai assim tão mal como pensava mas vamos um passo de cada vez. Maravilhosa manhã de Sol no meu maravilhoso Alentejo.

*esticões: nada de pensar em coisas brutas ou esforços loucos. Apenas um aumentar de força no pedal e pouco mais.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Outra vez azeite??

 Ai ai que esta gente não aprende mesmo mas sinceramente ja falta pachorra para tanta opinião. Atenção: opinião toda a gente tenha a sua, não é isso que está em questão. Agora fazer prevalecer a sua acima da de todos os outros como sendo a unica e a unica verdadeira é que não.

 Mal acaba a Vuelta lá vêm os que gostam do Pistoleiro, os que não gostam, os que gostam de Froome, os que não gostam, os que gostam de.... etc etc.
  O Contador ganhou. "Ah e tal está cheio de doping". E vem logo outro "ahahah doping?? que desculpas esfarrapadas, ele é bom e ponto", etc etc outra vez e que canseira.

  Oh meus amigos: todos se dopam. Uns mais outros menos. Se Contador ganhou porque tinha doping, os outros foram atrás porque tinham doping. Aqui a questão é: pode até conjecturar-se (que é o que eu estou a fazer) que o homem ou os homens tinham doping, mas o que importa agora é que até ser provado (nem que seja daqui a 10 anos) não há discussão. Ou pelo menos discussão que mereça a minha atenção e a de quem veja a realidade como ela é.

   Porque é que não se limitam a disfrutar de um maravilhoso espectáculo e a felicitar o vencedor?? porque é que os apoiantes, fãns ou qualquer mariquisse que lhe queiram chamar têm sempre que puxar a brasa à sua sardinha dizendo que o vencedor é uma merda e só ganhou porque o domping ou o árbitro, o o vento, ou a chuva, ou a mãe, ou o cão....
 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

1, 2, 3... siga!

  Domingo, um pequeno passeio ciclismo vagaroso com o turtle;
  Terça uns ferritos e uma aula de cycling;
  Quarta outros ferritos (ainda poucos) e 30 min de cycling;

   Vamos com calma!

sábado, 13 de setembro de 2014

Nova temporada

Como nas séries de sucesso, as novas temporadas sucedem-se umas às outras aqui para estas bandas.
Depois de um interregno, é tempo agora de voltar novamente à actividade.
Objectivos? nada de especial, nada de novo. Essencialmente fazer as coisas com juizo para evitar lesões.
 E para começar, um regresso com calma e ponderado.
 Vamos lá!

domingo, 24 de agosto de 2014

Dupla jornada

 Mesmo mesmo à hora de fecho e só para aproveitar o bom momento de forma, decidi pedalar hoje também em estrada, para além de ontem te-lo feito igualmente.

  Sábado:
  Reunido um grupo de 7 para uma volta anunciada como que "tranquila". Haviam várias diferenças de andamentos e rapidamente deram-se partituras no mini-pelotão. Alguns km mais adiante os da frente paravam para reunir com os detrás. Assim se foi andando até Alfarim com uns sprints nas subidas para animar, localidade onde fiz o meu ponto de retorno face o já avançar da hora.
  Depois fiz um crono individual até casa, perseguindo à distância uma "lebre" bem veloz. O meu garmin ia desligado mas se fosse ligado provavelmente tinha registado um tempo canhão, acho eu.
  A musica também ia desligada. Durante vários minutos intentei ligá-la mas sem sucesso. Insisti umas quantas vezes e estava quase para parar. A parvoice do costume não me deixava. Qual o problema de se parar 30 segundos e ver o que se passava afinal com o mp3? mas não parar é que não. Até parece que estava numa prova ou isso. Afinal, o garmin não ia a contar e mesmo que fosse podia pará-lo obviamente.
   Já assim para o irritado, saquei o mp3 e num embrulhado de fios percebia que estava ligado. Aumentava o som, diminuia, voltava a aumentar, voltava a diminuir. Não sabia bem que botão fazia qual das funções e desesperadamente alternava nestas soluções. O botão do play\pause também foi premido várias vezes pois poderia estar no pause sem saber. Nada, nem um som.
  Quase quase a desistir, entre o esforço fisico e a insensatez, a teimosia pedia para que continuasse e foi já em desespero de causa que percebi que o problema era.... não ter os phones nos ouvidos!!!

   Domingo:
   Meio moido da véspera, reuniram-se 3 macacos para mais uma tirada. Uma volta meio às sortes e atropelos fazendo-se o percurso à medida que se avançava.
   Numa primeira parte tudo mais calmo, numa toada tranquila e pondo a conversa em dia.
   Momento de sacudidela só numa paragem num semáforo em que desafiei o senhor Monodente tranquilamente montando na sua Vespa para um mano a mano em que só valia meter uma mudança cada um e que simpaticamente acedeu desatando-se a rir. Ele e nós!! E ele ganhou.

  Uma paragem para um reabastecimento, num sitio completamente à sorte (ironia aqui) escolhido pelo João, em que não havia revistas de ciclismo, nem uma miuda muito atenciosa que até agua fresca lhe deu para encher o bidon.
   Entretando e como está tão na moda o crowd fundig, fica aqui uma nova proposta para o cycling funding, não vá a gente querer formar uma equipa um dia destes :-))), ouviu RICARDO J. MOÇO Agente Velcril ahahahhahaha.

 

   Depois a segunda parte conta-se de Aguas de Moura para Setubal. Um foguete foi lançado na nossa frente quando ainda recuperávamos a cadencia depois de ajudarmos a flora local a rejuvenescer do deserto. Metemos pedal à obra e um NJV (uma adaptação das iniciais dos nossos nomes em alusão ao TGV) lançou-se furiosamente a galgar km após km para rapidamente chegarmos ao fim da jornada. O foguete abandonou-nos pouco antes mas ainda assim valeu pela sua companhia.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Fome de pedaling!!!!

 Por esta altura ja deveria sentir cansaço, fadiga, cabeça, corpo e alma sem vontade. Mas não. É precisamente o contrário.
  Apetece-me pedalar. E com força! Muito e à bruta! Não fosse o joelho e não sei onde iria parar.
  Como explicar este facto? No final de temporada, já com o calor a puxar petiscadas, já cansado do trabalho, já com uma tirada grande no bucho.
   Uma das justificações possiveis é quem sabe a falha no Granfondo. Também o joelho (sempre ele) fez-me mudar o plano de treinos para uma gestão mais ponderada com menos treinos semanais, daí poder sentir-me menos cansado fisicamente.
   Também o facto cada vez gostar mais de ciclismo e a sentir um grande entusiasmo por ver as provas actuais e com a presença de portugueses. Nomes como Contador, Froome, Quintana, e muitos muitos outros dão outra adrenalina. E esta adrenalina de sofá puxa-nos para a adrenalina lá fora, na rua!

   Amanhã há pedalanço. No domingo se calhar também!

 

sábado, 16 de agosto de 2014

Comboio novo

 O vento continua por estes dias. Já chateia tanto como falar dele.
 Mas se na véspera abortei a volta por achar que não estavam reunidas condições, hoje estava decidido a sair.
  O plano? apanhar o tgv em Azeitão. Matava assim dois coelhos: matava saudades pois à muito que não o apanhava e sempre ficava mais protegido do vento.
  Dito e feito.
  Quinze minutos depois das nove e lá vinha ele. Depois foi só deixar ir no habitual ritmo inicial.
  Mas algo de inédito estava para acontecer. Quando menos esperava, o tgv não virou para o Pinhal Novo. Também não virou mais à frente para Rio Frio.
  O maquinista enlouquecera ou finalmente enjoara o sempre habitual percurso. No grupo algumas bocas do tipo "mas onde vamos? alguém se esqueceu de algo em casa?" ou " vamos almoçar a casa de quem?" ou "mas que raio é isto hoje?" e por aí fora. As bocas agravaram-se quando o estado do piso piorou lá para os lados de Lagamessas numa pequena passagem.
   Quem se rejubilava com este novo traçado eram os habitantes das pequenas localidades rasgadas por este enxame de pedaleiros. Era ver as cabecinhas nas beiras de estrada a acompanharem-nos até perder de vista, principalmente dos mais pequerruchos aos colos das mamãs apontando e sorrindo, como se de um carrocel se tratasse.
    Alguns populares aplaudiam, outros incentivavam gritando. Os automobilistas que vinham em sentido contrário buzinavam e acenavam. Parecia a Volta a Portugal.
   Três senhoras de idade e peso já avançados terão mesmo ganho o dia ao ouvirem o assobio piropo que se lança às miudas jeitosas e não evitaram a gargalhada, respondendo com acenos veementes.
   Isto hoje era um tgv regional.
   A páginas tantas o ritmo intensificou. Muitos começaram a ficar para trás ou mesmo simplesmente abandonaram. Seguia nos estições que nada me agradam principalmente por causa do joelho.
   Começava a interrogar-me para onde seguia este comboio hoje e até onde aguentariam as minhas forças principalmente por falta de combustivel. Sim, por incrivel que pareça esquecera toda e qualquer alimentação em casa e um bolicao que agora tem um outro qualquer nome foi tudo o que consegui encontrar ainda a caminho de Azeitão. Estava portanto condenado. Restava saber quanta energia produziria esse mini pão de chocolate a boiar num estomago de agua.
   Já meio sem saber onde andava chegamos a um cruzamento: Poceirão para a esquerda, Montijo para a direita. E equanto hesito para perceber as horas e as forças, perco o grupo. O local era a recta que passa por Rio Frio.
    Ainda ferrei punhos e dentes numa tentativa desesperada para os apanhar, rolando a bons 35km\h mas era inutil. Jamais os apanharia novamente.
     Também já iam sendo horas de voltar e as pernas começavam a pagar o preço.

    No final ao chegar, uma invulgar dor nos musculos do tronco superior da perna esquerda. Mas uma dor intensa e que teimosamente não queria passar.

    Que bela manhã. Valeu a pena. Ganhei uma volta nova pois o traçado está interessante, passando por sitios onde habitualmente nao se passa, tem bons pisos na sua maioria e pouco transito.

   Amanhã há mais? duvido. Parece-me que as pernas começaram a perguntar por férias..


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Com todas as forças

 A segunda história do dia (no seguimento do post anterior) vem de uma atleta que ainda está em competição. Não busca nenhuma medalha nem sabe bem ao que pode ir se vencer o que quer que seja. é sem dúvida uma enorme atleta na maior e mais árdua de todas as provas: a da vida.

  A atleta em questão, provavelmente na casa dos trinta e poucos anos talvez estes agravados pelos seus oitenta kilos e imagem descuidada de quem já teve um dia preenchido e sofrego, e que nem de todo reside aí, na imagem, a maior ou menor das preocupações da sua vida.
  A atleta em questão tinha no motivo do dia a esterilização de uma cadelita que lhe aparecera perto de sua casa. Diz que o animal ja perto dos seus dois anos de idade se afeiçoou tão rápida e fortemente de seu lar que lhe abriu também um lugar no coração.
  O também vem pois no motivo da esterilização, motivo do dia. É que no coração desta atleta já lá viviam outros seis canitos e segundo ela, até o seu mais velho começou com ideias de procriação à recém-chegada.
  Lá andam gentes deste mundo fazendo jus ao ditado antigo do "onde comem três, comem quatro, onde comem quatro comem cinco" e por aí em diante.
   Sabemos pois todos nós que na realidade destes tempos que nada têm a ver com os tempos em que tal ditado foi original, mais um a comer é uma despesa que se acentua na carteira. Mais pão menos pão, mais água menos água mas a que preço, perguntamos nós.
   A atleta, que em nenhuma prova outra participa senão a do passar mais um dia, está desempregada. teve propostas para ir para o Brasil ou França juntar-se a familiares. Não foi. Assim como não foi para uma casa na cidade que lhe deixou a mãe, falecida ainda em boa idade vitima de doença grave, pois a que tem, velhinha lá na terra, tem terreno. Recusa ambas por causa dos seus amores. Sem rancores. Sem arrependimentos. Na casa da cidade cuida do irmão, ser humano limitado por deficiencia e que dependerá dela em cada dia a dia.
   A atleta foi ao Banco e levantou os ultimos duzentos e poucos euros que lhe restavam numa conta poupança. Com esse dinheiro vai pagar a esterilização do novo membro da matilha.
   Não lhe cai uma lágrima da cara. Não lhe coram as maçãs do rosto ja de si tipicas rosadas. Não tem pena de si própria. Encolhe os ombros mas com carinho, como quem diz que que outra atitude haveria de ter, que os bichinhos aparecem e ficam, os seis canitos agora sete.... e os nove gatos.
   Pensa na sua vida e nas suas dificuldades. Sabe a sua realidade e a do mundo que a rodeia. Não é louca nem desmesurada. Apenas tem um coração tão maior que o seu próprio corpo, maior que toda a coragem de quem amanhã começará um novo dia, esse sem dinheiro algum sim, mas com a alma tão acalorada por toda a recompensa que a cadelita lhe acalora.
   Uma certeza ela tem: ainda está em competição, mas a maior das medalhas já é sua.
 

Medalha de platina!

 Deixo aqui em pequeno texto e com as devidas omissões por motivos que poderão obviamente compreender, aquilo que não é uma história, mas sim uma situação de vida, um caso como tantos há por aí.
  Porque há dias destes. Porque há pessoas destas que o Mundo brota cá para fora e esbarram comigo para me fazer acreditar que quando menos se espera, ve-se gente humana.

   A primeira imagem que guardo deste dia é do Joao Vieira, atleta português que não completou a sua prova nos Europeus de Zurique. Abordado logo ali por uma equipa de reportagem portuguesa, João Vieira chorou copiosamente. E chorou, chorou e mesmo indo ao fundo do seu ser buscar todas as forças que lhe restavam para responder a uma derradeira tentativa do reporter conseguir sacar-lhe uma palavra que fosse, João não foi capaz.
  Não são precisas mais descrições. Basta parar um minuto e pensar no que este atleta estava a sentir.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

É LIXO

 Farto, fartinho de ver. Ele tanto que anda por aí nas estradas e caminhos, de btt ou de ciclismo. Vejo lixo por toda a parte. A pior parte é que algum desse lixo é feito pelos próprios praticantes de ambas modalidades.
  Posso acreditar que um ou outro embrulho de barra energética ou frasquinho de gel, caia do bolso por ter sido mal acondicionado, mas assim só se veriam uns poucos isolados.
 
   A coisa começa logo mal pelos atletas profissionais. Seja em ciclismo, atletismo ou outras praticadas ao ar livre, o atleta fornece-se de liquido ou alimentação e zás: embalagem a voar pelo ar até cair no chão. Está aqui dado o exemplo que depois vejo em provas como maratonas e afins. É vê-los que nem atletas profissionais. Ah e tal parece que estão a disputar o campeonato do mundo e não dá para guardar um papelinho de merda no bolso. É um espectáculo de garrafas de água pelo chão. As organizações de eventos esforcar-se-ão depois por limpar, mas só para além do gesto ser grotesco, haverão sempre embalagens e recipientes que escaparão.
  Isto não se coaduna com desporto, muito menos ao ar livre.
 
  Cada vez que vejo uma grande volta, ou uma pequena, vejo bidons, vejo papeis, vejos embalagens a voar em todas as direcções.
   Não devia ser permitido e deveriam haver multas pesadissímas para os prevaricadores. E antes que me venham já chamar de "verde" ou "puritano" ou o que quer que seja, apenas posso afirmar taxativamente que nenhum argumento válido poderão dar-me que me convença do contrário.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Ainda o ultimo desafio...



...em duas "aguarelas":






terça-feira, 5 de agosto de 2014

Setúbal - Elvas

Eram 4 da manhã e eu acordado que nem um rouxinol a meio-dia pleno de vitalidade. O despertador só estava para tocar às 5. Forcei durante toda essa hora dormir mas sem sucesso. Nem sequer dormitar ou qualquer sonolência que o valha. Nada.
Queria dormir. Sabia que precisava dormir. Espreitava pelo canto do olho a escuridão que entrava pela janela na esperança que esta inspirasse o sono a cair em mim. Nada. Da escuridão apenas o reflexo dos grandes, brilhantes e enormes números que brotavam do relógio-despertador estacionado na cabeceira ao meu lado.
 Tantos dias, todos os dias este companheiro a espetar-me o seu ferrão agudo nas profundas entranhas do mundo mais profundo do meu ser. Nesta manhã frustrei-lhe esse prazer, ainda que contra a minha vontade, e acabei por perceber afinal, que essa ferroada que tanto magoa, trás afinal consigo o doce gosto de quem está tão bem a dormir.
  Dormir? nada ou muito pouco. Factura que viria a pagar até Pegões.

  Antes disso, pouco ou nada. Rendez Vouz com o turtle na penumbra da madrugada, um esgueirar pelas artérias da cidade ausentes de vida, só aqui e ali salpicadas pelas carrinhas de quem anda a ganhar a vida quando todos os outros dormem, e pelos noctivagos que retornavam a casa depois de festividades copofónicas nos bares e afins.

    Turtle ia confidenciando que não dormira senão a partir das 4. Hmmm, inversão? mau presságio. Que tomou comprimidos, que desesperou por se deixar adormecer e que quando isso aconteceu, o seu despertador desferiu tal estocada que quase o deixou fora deste texto. Mas de peito feito à coragem, conseguiu erguer-se da cama.
   O mesmo peito feito atirava-o agora na dianteira. O vento soprava fraco ou quase nulo. A temperatura estava agradável. Poucas nuvens no céu que clareava a cada km que passava e deixava adivinhar um nascer de um Sol enorme, gigante, bem lá ao fundo na nossa frente, bem a nascer lá para onde seguiamos.
    E assim dormi atrás de turtle até Pegões e foi a sua azia de estomago que me acordou. Isso e um café que bebi no unico estabelecimento aberto àquela hora. A azia do outro foi brindada por um pastel de nata, definitivamente a escolha errada se ali estivesse a proteste.

  Acordado agora a pedalar queria antes adormecer. A pedalada fluia e as pernas começavam finalmente a soltar-se. A cabeça que não é de meias vergonhas também e começou a dar aso à sua imaginação. E tão bem que imagina dúvidas. E por essas dúvidas tão bem que preferia antes dormitar.
 
  Vendas Novas, Montemor. Primeira etapa alcançada. Agora começava o verdadeiro desafio. As localidades, os povoados, as pequenas edificações à beira-estrada plantadas desapareciam. Agora eram rectas infindáveis ladeadas por um oceano de Alentejo.
  Os aromas poisavam no topo do nariz e brincavam com o nosso olfacto. Saltitantes e intrigantes, por vezes tão bem definidos, outras vezes dificeis de destrinçar. Cheiros do campo. Cheiros da manhã que a manhã faz despertar.

  A azia está a corroer o turtle por dentro e nem a toque de comprimidos comprados numa farmácia em Vendas Novas, a coisa lá ia. Em Arraiolos o homem implorava por bananas. Subimos ao centro da tapeçaria nacional e no mercado lá estavam as bananas. Três para ele, uma para mim.
  Adiante, regresso à estrada e não vá saber-se eu mais forte e mais robusto que Arraiolos me dá a dor no joelho.
   Agora sim uma caminhada justa para ambos.
   Os próximos km foram torturantes. O cenário de abandono era uma fantasia que se confundia com a realidade. Quanto mais tempo poderiamos aguentar, cada um transportando o seu pesado fardo.
   Não pedalávamos. Algo pedalava por nós enquanto conjecturávamos sobre o carro de apoio que deveria passar por nós mais coisa menos coisa a esta hora. Nada. Se passasse provavelmente significava o abandono. A tempestade era grande.
   Parámos adiante. Mais uma banana para a azia e o já meu habitual diesel plus + (sandes de presunto com coca-cola).
  Levanta-se vento, a Norte chove. Vem na nossa direcção e ja se sentem uns pingos. Começamos a rir. Rimos soltos como soltas estavam as nuvens. Loucos. Estavamos loucos. Só tudo tinha tendência a piorar. O carro de apoio ligara. O apoio virou-se contra os apoiados e os apoiados apoiavam agora o carro de apoio perdido algures no Alentejo. A modernidade da tecnologia fazia das suas. Gps, telemoveis, tanta coisa e afinal os antigos é que sabiam.
  Por tecnologias, a minha também começava a falhar. O garmin que já vinha bem para lá de uma hora pior de que azia e joelhos, apagou-se. O telemóvel deitou-se ao seu lado. A ligação ao século XXI fazia-se agora exclusivamente pela nave espacial de turtle.
 
   Vimieiro. Grito de ordem, rujido de força. Turle passa ao comando. Uma fúria? um desejo incontornável de terminar o que começáramos? o último suspiro antes de...? Certo é que de uma mancha lenta de lava que se arrasta vagarosamente  passamos ao bravio valente de um riacho que corre nas primeiras águas do Outono. Tão rápido, tão saboroso. Mas tão doloroso ao mesmo tempo e mais não doeu porque naquele momento o apoio apareceu. Passou, continuou, continuámos.
   Foi turtle quem me disse que meus dentes estavam cerrados. Era da dor. Pedalava de dor, pedalava de raiva. Esta tormenta que voltara logo neste dia. Ele já não se sentia.
   O mármore ao fundo. Estremoz. Já cheira ao fim, bradava. Mas a caldeira rebentara e a dor agudizara. Subir agora, não muito inclinada mas longa e pesarosa. Era para nós como para um barco sem motor, sem remos, sem vela nem vento, sem eira nem beira.
   Mais devagar. Mais lentos. A cada pedalada mais um martirio, mais uma chaga cravada. Já não me levantava. Não conseguia. A dor doía. Por esse motivo as pernas e o que lhes segue logo por baixo reclamavam. O turtle já não reclamava.

   Ali, adiante. A estrada vira mais à esquerda. Perde-se de vista no topo da colina por entre oliveiras. Depois acaba. Cheira o azeite. Cheira o sabor da vitória. Cheira este abraço.

   Concluimos, acabámos. Uma jornada de horror. Mal desmontado da bicicleta, a certeza que terei de repetir para fazer tudo isto como tem de ser: sem dor, só prazer.

   170km em algo como 06:30h?? não sei. Ficam para a próxima.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Desafio nº 2

 Depois do insucesso de à 15 dias atrás na Estrela, eis que surge o outro projecto.
 Pelo meio um casamento, muito pouco treino e cansaço ao nivel encefalar (existe esta palavra?).

  A tarefa vai ser árdua e começa pelas 06:00h da manhã. Esperemos concluir esta pois a recompensa na meta é do melhor, ou como se diz agora, é top.

   Boa sorte e principalmente boa condição fisica.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O mau vs O mau

 Em primeiro lugar uma pequena nota:
 O que faz o jornalismo por este mundo fora? A resposta é fácil: desinforma. O jornalismo deveria ser um trabalho de investigação, relato, debate, examinador e questionador. Não o é de todo. Porquê? Porque é comandado e gerido por outros interesses com um unico objectivo de moldar a opinião pública. No que resulta disto? Asneiras.
  Às vezes dou por mim a ouvir as pessoas a falar e é como se estivesse a ouvir as noticias de um qualquer canal (que raramente vejo porque são tão maus os ditos telejornais...).

  Agora está lançado o horripilante carros contra bicicletas. Era mesmo disto que faltava na estrada. Esta pressão nos ombros de cada condutor automóvel ou ciclista vai aumentar a tensão sobre quem é o dono da estrada, quem afinal tem mais direitos que o outro e por aí em diante.
   Os acidentes vão aumentar. Aquelas tipicas arruaceiras de estrada também. A diferença é que os automobilistas agora jogarão do mesmo lado contra os ciclistas e vice-versa.

   Santa ignorância. Era tão fácil pegar neste novo tema que são as bicicletas e fazê-lo intercalar na estrada em sã convivencia com todos os que as utilizam, mas tinham que vir os incendiários provocar o arraial.
 
    E depois como o povão não gosta naaaada de tomar partidos, lá vamos avançar para braços de ferro. As consequências virão do alcatrão. Espero que o menos grave possivel. Tenham juizo.

domingo, 20 de julho de 2014

Desistência

 Assim se sente apenas um pequeno sabor daquilo que é um abandono de uma prova. Imagine-se um Froome, um Contador ou outro que colocam um ano inteiro de preparação em determinado evento e depois numa questão de segundos, ou de detalhe, de uma avaria, de uma lesão, de uma queda, ficam forçados ao abandono da prova. Os momentos seguintes são devastadores.

  Bem não foi concretamente a mesma coisa mas o amargo de boca de não completar um desafio que se quer tanto fazer, de uma preparação mai ou meno que se fez, de uma viagem de 300 km para cima + 300 km para baixo, de uma toda logistica, do até dinheiro que se dispende e no fim, chapéu.

   Acordámos de manhã cedo. Pouco passava das 6h da manhã. Higiene matinal e tudo ali bem ao meu lado no minusculo quarto alugado a poucos km de distância da meta. O dorsal e as burocracias de última hora foram tratadas na véspera logo à chegada a Seia, a roupinha a utilizar, a comida, os apetrechos electronicos, o kit reparações.
   Onde está a serra? Da pequena janela da casa-de-banho apenas se via o seu inicio. Toda a restante paisagem acima estava encoberta por um grande manto cinzento. As condições climatéricas não pareciam assim grande coisa.
   Umas garfadas na massa e siga para o ponto de partida. Grande aglomerado. Pouco mais de 800 participantes ou pouco menos. Muita ansiedade. As dúvidas do momento eram somente sobre a roupinha a usar. Para já calor. Tira o base layer. Vou só de casaco.
  Aparece o rui. Avaria mecânica sem possibilidades de reparação. Um ficava já ali e nem começava a prova.
   Partida. 8:00h em ponto. Começa a chover. Pelotão arranca desalvorado. Antes de sair de Seia já parava para vestir a peça de roupa que tirara.
   Siga para a frente que o carro-vassoura já vem a empurrar. Para Cicloturismo estamos com muita pressa não?? embora compreenda que as estradas estão cortadas para que todos saiam em segurança,não gostei da atitude.
 Aqui e ali mais uns quantos atrasados vão chegando. Rola-se a grande velocidade até começar a primeira das muitas grandes subidas.
   Chove agora copiosamente. À medida que subimos, o corpo vai ensopando. Não há paisagem. Tudo à volta é cinzento.
   A subida continua. A chuva ora abranda ora aperta. As condições são muito más.
  Aos poucos vamos encontrando ciclistas que vêm na direcção contrária. Abandonam logo ali. Dizem que assim não dá.
   Uma hora depois de termos começado a subir e não consigo aquecer. Vai começar a descida. Estou gelado. Sinto aguá por todo o lado do meu corpo mas é no tronco que mais sofro. A descer vai ser horrivel e horas disto até que abra (as previsões indicavam 11:30h da manhã).
   Para mim acabou. Não estou equipado nem preparado nem habituado, nem disponibilizado para este duelo. A tirada só por si já seria um Golias dificil de derrubar. Não necessito do seu exercito a ajudar.
   1 minuto parado e estou enregelado. O turtle vem a sentir efeitos mais tarde ja a meio da descida.
   Não consigo controlar o tremer das pernas. O lábio superior deixa de funcionar e ao falar parecia um "xopinha de maxa". Só 15 km mais abaixo recupero.
    Mais tarde já a almoçar a meio caminho da Torre (que belo almoço) chegaram noticias da "frente". Prova cancelada. Ninguém mais segue. Não há condições.
   Tantos dias com calor, tantos dias assim assim e logo neste tinha que vir esta frente fria..
 
   Hoje saí para uma pequena volta. Foi à bruta. Foi de raiva.
    Novo desafio marcado para dentro de 2 semanas.


   p.s. Não deixa de ser curiosa a cultura ciclistica do norte do país em comparação com o sul. No restaurante após alomoçarmos, ficámos a ver o Tour que estava a dar na Tv. Cá por baixo nunca o vi em qualquer televisão. Pode ter sido somente uma coincidência também.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Estrela

  Quinta-feira.
   Treino na terça e mais um ligeiramente mais suave na quarta-feira de 1 hora ambos e loja fechada. Bem sei que deveria rolar de véspera mas é impossivel.
    Ciclista pronto como está, falta a restante logistica. Aquela preocupação de não esquecer nada nunca falha.
    De resto está aí a foto de família com o aglomerado, ao que falta juntar uma banana e uma bela "sande de parsunte", o meu segredo!



O tempo parece que vai trazer um fresquinho e uns aguaceiros, estes nada recomendáveis para as descidas. Há que redobrar cuidados.

http://freemeteo.com.pt/tempo/serra-da-estrela/previsao-Diaria/dia2/?gid=2739807&language=portuguese&country=portugal



domingo, 13 de julho de 2014

Tudo a postos?

 E pronto.
 Tudo a postos. Tudo tudo?

 A uma semana do maior desafio fisico de sempre a que me destino, caio na real. Será uma tirada sobrenatura para o que estou moldado. Mas o desafio da superação move montanhas. Neste caso terá de me fazer mover pela montanha.

   Hoje foi dia de teste final. Só ontem fui à oficina buscar a bicicleta e por isso não pude comparecer no btt que mais me apetecia. É assim. Obrigações.
   Bicicleta afinada, travões novos, luvas novas (boas por sinal), óculo novo (já testado na semana anterior, bons bons), um novo hidratante para substituir o Isostar que me faz azia de estomago. Só fica a dúvida mesmo sobre o ciclista. Vai aguentar o esforço? o calor? o joelho?
  A cada dia que passa, mais incertezas que se vão aglomerando. Não quero nem penso muito nelas mas de quando em vez lá aparecem a zombar a cabeça.

  Afinal é exactamente na cabeça de onde tem de vir a maior força do atleta. Uma superação que vem numa altura mesmo mesmo... complicada.

  Alez alez.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Back to business

 Ainda a sentir-me um trapo, lá me forcei a subir a uma fixa no ginásio.
 A vontade confesso que não era muita, nenhuma quase, mas retratei-me nas palavras dos ciclistas que tantas vezes oiço, sobre os sacrificios dos treinos, à chuva, ao sol, ao frio, ao calor, doentes!
Malhei e malhei a pensar que nessa dura profissão não há outra forma de estar, de ser.
 Não sabem as pessoas o que sofrem esses profissionais.  Não sabem mesmo.Nem eu sei. Só imagino. Só tenho pequenas amostras de quando em vez.
 O ciclismo profissional é de facto um desporto de exigência atroz. Há outros sim, é óbvio. Mas apenas alguns poucos se lhe equiparam.

   Afinal até me começou a saber bem, mas se muitas vezes se diz que a cabeça é que manda, ontem o corpo não queria mesmo responder.

   Agora é continuar a insistir e as palavras de ordem passam por ter juizo. Preciso ter juizo. Faltam poucos dias. Já nada há a ganhar. Já pouca forma, resistência, potência irei ganhar. Não posso cansar o corpo. Tentar estar activo sem fatiga.
   Não é fácil pois a cabeça está sempre a quebrar essa lógica e a única lógica que me vem à cabeça é que vai ser dificil, vai ser duro, vai doer, vai ser penoso, vai ser feito devagar, mas vai ser feito!

sábado, 28 de junho de 2014

belo timing

 Nunca é boa altura para apanhar uma constipação, mas logo agora??

 Treinos da semana foram 2 e fim-de-semana que prometia longas voltas essenciais pelo cano abaixo. Um belo cano parece o meu nariz.
  k.o.


sábado, 21 de junho de 2014

adivinha quem voltou

   Depois de uma semana com 3 treinos indoor, assim para o puxadote hoje de manhã estava mesmo na dúvida mas como acordei cedo, decidi sair para pedalar.
   Outra dúvida se pôs. Estava tudo molhado e mais para o frequinho. Roupa a usar? a velha questão de sempre. Que se lixe, vou como tenho ido, à Verão portanto.

   Duvida nº 3: para onde ir? rolar assim assim, sigo até ao Espichel. Ligo a música (finalmente!! isto depois de andar só a passear o mp3 nos ultimos meses) e começam as playlists das minhas aulas. Uiii agora. Deixo-me levar por cadências mais firmes. Vou rebentar, pensava, vou pagar a factura à vinda. Que se lixe. O vento estava de frente significava que à vinda levaria-me até casa pelas costas... ou não!

  


   O VENTO VOLTOU, O VENTO VOLTOU, O VENTO VOLTOU (adaptado da versão "o campeão voltou").

   Sim, o vento voltou. Ignorá-lo e seguir.
   Mais adiante começo a ouvir uns crocantes debaixo das rodas. Eram caracóis. Dezanas, centenas deles nas bermas do asfalto procurando provavelmente terrenos mais quentes deixando a erva fresca e humida da chuva da noite\madrugada. Parecia o Dia D com o desembarque das tropas na Normandia.
  Ironia das ironias mais adiante um homem andava à procura deles no meio do campo. Dahhhhh.

   Pouca gente na estrada, tão pouca que nem no Triangulo de Azeitãomudas vislumbrei velocipedes sem motor.

   No Espichel resolvi recorrer ao segredo dos campeões.


  Não sei o que põe nisto mas um gajo entra morto e sai Contador.

   Se algum dia me perguntarem o que é a Liberdade, ei-la aqui em fotografia que tirei.
   Que bela manhã de estrada.

 











 Mesmo com tanto vento, a média a subir sendo este o melhor registo que fiz até ao momento neste percurso.
Os dados da volta aqui  http://connect.garmin.com/activity/525348826

segunda-feira, 16 de junho de 2014

momento LOL

 Falado pelo Joao Pereira enquanto pedalávamos no sábado, e hoje mandou-me link do video.
 Simplesmente LOL, ahahhahaha



sábado, 14 de junho de 2014

Super volta Vendas Novas

 14\06\2014
 Ciclismo


  Um grupo enorme (4 gajos já são o dobro dos 2 do costume) cheio de receios sobre a temperatura que se anunciava abrasadora.
  Num ritmo tranquilo de inicio enquanto se põe a conversa em dia e se dizem umas larachas.
  O programa das festas incluia uma volta minha de 120 km. Parecia-me o indicado depois de um treino semanal com alguns picos para testar as pernas.
  Lá fomos seguindo os 4 rolando sem exageros. Paragem em Vendas Novas para coca-cola fresquinha e afins (houve gajos que foram à casa de banho. Seringas e quê garantidamente...).
  De regresso a casa o calor fazia-se sentir agora mais acentuadamente. Os corpos aqueciam e os liquidos do bidons também mas a caravana avançava.
 
  Durante todo o percurso foi uma constante de quando em vez umas fugas fogazes mas que o grosso do pelotão (3!!??) alcançava pouco tempo depois, até porque os fugitivos só queriam aparecer!
 
  Sem mais nada a salientar de especial a não ser que foi uma bela volta em boa companhia sempre com boa disposição.




  Calor?? Calor é pa meninos!

  Os dados da volta aqui, faltando uns 3 ou 4 km que dou de desconto a clientes habituais ;-)
 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Como é que é???

  Mas afinal o Tour já começou????
  Ahh não, é o Critéruim do Dauphine. É que parecia mesmo.... Com o Froome aos esticões e o Contador em pé sempre a acompanhar, o Nibali na sua cadência a seguir até não dar mais e muitos outros a lutar, lutar ladeira acima. Impressionante.
  Que belo aperitivo.



O pior disto tudo é ao ver estes bichos já nesta forma, surge a pergunta: o que poderá Rui Costa contra eles?

domingo, 8 de junho de 2014

Joao Ferreira´s Party

 A comitiva partiu para terras do fim do mundo e eu fiquei apeado. Quase quase que podia ir mas no fim tudo se gorou.
 Mas ficar parado é que não e a desafio de um Proaventureano, partimos 3 em estrada para 100km e 2.000 acumulado.

  A manhã teve Sol, uns pingos de chuva, um nevoeiro cerrado, frio, calor, Sol outra vez, nevoeiro outra vez.
  Duas voltas à serra e voltas à volta da serra fizeram as delicias do trio. Fantástica a rapidez com que se sobre no nevoeiro. Nem se dá por elas. Já a descer, cuidados redobrados.
  Além do mais travões novos precisam-se com urgência. Há que montá-los que sozinhos não vão lá. Foi a conclusão a que cheguei depois de ter colocado novas pastilhas junto da Foil e uma semana depois ainda nada aconteceu...

   Com o Joao Ferreira a rebocar, deu para acabar ainda com forças e vontade de mais. O desgraçado levou com o vento todo a volta toda.
 
    Que bela manhã.
    Os dados aqui