segunda-feira, 30 de março de 2026

O tempo, o vento, o aguento ou não aguento

 29mar2026
 Ciclismo

  É aquela altura do ano. Parou de chover, vem um sol, ainda não vem frio. Mas não está quente, está fresquinho.
  Antes de sair de casa é sempre uma indefinição tramada: o que vestir porque roupinha light passo frio, roupa com o casaquito parece que já é demais.
  A velha máxima é "não saias de casa sem frio, senão vais passar calor". Mas se sais com frio e não aquece o dia, também vais passar calor mas ao contrário.
  Lido um pouco melhor com o calor. O frio é-me desconfortável e cansa mais (o corpo mais contraido permanentemente justifica-o obviamente). Mas com o calor vem transpiração e é preciso cuidado para não desidratar.
  Ideal era ter um guarda-fatos bem repleto de tudo e mais alguma coisa e claro está, de qualidade superior. Mas isso sai caro e já se tem tanta coisa cá por casa que até dói haver mais ainda para ali enfiado nas gavetas.
  
   Hoje decido-me por deixar qualquer um dos casacos em casa. Uma pele de foca e um jersey. Calção é o ano inteiro pelo que aí não há dúvidas.
   Mas no saco vai um casaco e um base layer mais leve para trocar ainda antes de colocar o rabo no selim, caso perceba na rua que afinal a manhã de Primavera ainda é de outra prima qualquer.





   E fez-se a primeira hora fresquinha onde o vento não ajudou nada a esse apartado e ao apartado pedalado.
   Fomos 3 a bom ritmo, colocando a conversa em dia primeiro, lutando com o vento segundo e subindo a serra no final terceiro.
   Este vento que às vezes tira do sério, que às vezes quase derruba, que às vezes quase faz não aguentar mas que nos obriga a forçar e a aguentar!
   Noite mal dormida mas não acusei e senti sempre força na pernonga.
   Uma bela volta.

domingo, 15 de março de 2026

tá ventoso

 15mar2026
 ciclismo

  Na tv enche-se a barriguinha de bicicletas todos os dias com o Tirreno e o Paris Nice. É muito giro e tal mas faz a vontade de pedalar aumentar ainda mais e o fim-de-semana cada vez mais longe.
  Mas vai na volta e chega domingo e siga para a estrada.
  Juntaram-se dois grupos interessantes e la foi um grupo interessante pedalar a volta habitual.
  Ventava que se fartava e foi assim a manhã toda. Umas vezes carregou-se forte, outras nem por isso.
  



Apesar de umas dentadas nas pernas, a pergunta que se faz por esta hora é "falta muito para ser domingo?"
Mas o descanso à tarde sabe tão bem...

terça-feira, 3 de março de 2026

Quando os astros se alinham com o choco frito...

 03/02/2026
 Ciclismo

 Mais um domingo vespertino com treino do pedal.
 No dia anterior deu-se uma quase falência física com um cansaço acima do habitual na prática de outra modalidade.
 Mais uma noite mal dormida e tudo prometia ser uma manhã no mínimo sofrida. 
 Mas afinal não.
 Pasmem-se as almas, os registos fisícos, as proteinas, os treinos e tudo mais quanto a ciència vai descobrindo e desmultiplicando em conhecimentos e procedimentos para melhoria de forma.
 Contudo há sempre um quê, um algo qualquer que ressalta para fora da caixa e provoca de quando em vez este fenómeno de que tanto gosto e que nos coloca um registo prezeroso e quantificadamente qualitativo.
  Sim, todos os métodos e todas as técnicas e tudo o que por demais se apregoa hoje ao virar de cada página web, têm a sua validade. E quem não treina não cresce.
  Mas há este factor, que tanto pode dar para o mau como para o bem. Neste dia deu para o bem.
  Cá para mim foi do choco frito que comi na véspera....

 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

GUERRA, nas estradas sim, na UCRâNIA e em LEIRIA, não.

Na estrada, os carros odeiam as motas, as bicicletas, as carroças, os tratores e os piões;

As motas odeiam os carros e os peões;
As bicicletas odeiam os carros e as motas;
Os tratores odeiam as carroças;
Os peões odeiam todos;
As carroças não odeiam ninguém;
.
Paremos por um momento e analisemos as coisas:
Todos eles constam do Código da Estrada, cada um deles com o seu protagonismo, todos em comunhão na mesma estrada.
Então a permissa é que temos que aceitar que a estrada é de todos eles.
Mas há algo que não está no Código e nem dele precisamos. Muito antes dele há um denominador comum em todos eles:
O carro é conduzido por um ser-humano, a mota também, assim como a bicicleta, o tractor e a carroça. E o pião não conduz nada senão os seus sapatos mas também é um ser-humano.
O ser-humano é um conjunto de células que unidas entre si formam vários tecidos conjuntivos e todos juntos formam o corpo humano e isto é assim para todos os seres-humanos, ou seja, somos todos iguais.
Um ser-humano é uma vida. Mas não é só sua. É um pai, uma mãe, um filho ou filha, um avô, uma avó, uma tia, um amigo e por aí fora.
.
Curiosamente, somos pouco humanos com os seres humanos com quem convivemos na estrada. Um ódio mesmo assolapado. Isto não deixa de ser esquisito sobre o pensamento humano pois todos nós temos familiares, amigos, conhecidos em todas as vertentes que partilham a estrada.
Pode por isso ser o automóvel, o filho do meu amigo, pode a mota ser o pai do meu aluno, pode o tractor ser o médico da minha mãe e em diante num sem fim de circunstâncias que realmente podem.
Pode por isso também inclusive eu hoje ser um ciclista e amanhã ser também um automobilista, um condutor de carroça e condutor de mota....Pode! Pode ser alguém que trave e evite uma guerra, salve milhares de vidas. Pode.







Curiosamente somos tão humanos quando toca a sentir a dor e a perda dos outros: somos os primeiros a ser solidários com quem está e vive em guerra lá longe, na Ucrânia, com quem está vitima de uma outra guerra contra as forças da natureza, lá longe em Leiria. Somos tocados por histórias horrorosas de crianças e pessoas que são mutiladas e torturadas ou abusadas, sequestradas, violadas. Somos tão solidários...
Mas odiamos quem nos está perto, na estrada, no clube rival ou mesmo na porta ao lado da nossa.
Em suma, somos humanos mas devemos muito à nossa intelectualidade.
Odiamo-nos na estrada, amamos a quem está em dor lá longe.
Isto é-me tudo tão estranho.
Depois? Depois vem o Natal e desejamos Paz no Mundo.
A moral desta pequena hedionda descrição é que há demasiado ódio. E a frase podia e devia ser somente "a moral desta pequena hedionda descrição é que há ódio".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

We´re back mas....

   Ciclismo
  17/02/2026

   Eram duas semanas, não eram? Pois foram três.
   Choveu e soprou a bom chover e soprar e não houve outro remédio senão resignar.
   Mas passou e as rodas voltaram a rolar.
   Num primiero domingo, com um novo grupo, uma volta com ritmo moderado nem deu para sentir a paragem forçada.
   Neste domingo passado, já com outro grupo mais habitual, a chapa 100 do costume. Numa pedalada vigorosa mas consistente e estável, deu para ser um bom treino. 
   Sem vitimizar ter vindo de uma constipação curta mas que sempre estorva.
    Fome de pedalar e um travão de trás no estaleiro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Pausa nas pedaladas

 22 jan 2026

  No domingo passado por motivos de outra modalidade e ao que parece, no próximo porque vem por aí chuva e vento.
  Dois domingos de seguida não se aguenta :-(
  Sendo quinta-feira, ainda há uma réstia de esperança, mas as previsões não são boas....

domingo, 11 de janeiro de 2026

borrifos do céu não chegam às pernas

 11jan2026
 Ciclismo 

  Ainda é estranho escrever 2026...
  Manhã pouco frequentada, fomos 2 daqui mais 2 de acolá e nada mais.
  A ideia eram 118 km mas desde cedo as pernas mostraram que não "eram".
  Reduzidos a 3 a meio da tirada, sem abusar no ritmo, improvisava-se o caminho pelo caminho.
  O que seria esta falta de energia? 
  Uma semana limpinha de chocolates do Natal, uma semana limpinha de vinhos da passagem de ano.... Se quando os consumi as sensações foram boas, agora na sua falta.... Está visto que é para comer e beber.
  Ou terá sido um longo e árduo final de dia na 4ª feira com 1 hora de pedal + 3 horas de outra modalidade?
  Pois é bem capaz de ter sido esta última.


    O treino de hoje, de 93 km, pouco mais de 600 m de acumulado.
    Quando se fala tanto de Zona 2 e o camandro e já começam a vir ecos que afinal bla bla bla.
    A ciência é uma importante ajuda. A ciência evolui permanentemente. Nós evoluimos com a ciência. Mas às vezes a ciência e a sua evolução são uma névoa turva e opaca que não nos permite descirnir. 
   Por esse motivo cá continuo com o meu método. Sempre atento à ciência e com base no que é evidência (e não no que se fala). 
  

  Resoluções de ano novo? projectos e ambições? apenas seguir firme, forte dentro das possibilidades, saudável!