terça-feira, 28 de abril de 2026

17ª Maratona BTT Almourol

 26 Abril 2026
 BTT

  Dia de prova!
  Depois de falhadas algumas mais perto da porta, já havendo aquela vontade de ir comer pó, Vila Nova da Barquinha apareceu no calendário. Não sendo perto, também não é muito longe.
   Na véspera, um torneio de dia todo que terminou pelas 00h15 e me obrigou a banho, jantar e acalmar sendo só perto das 01h30 quando me deitei.
  Acordar às 05h45 permitiu dormir 4 horinhas. Foi duro quando o despertador tocou.
  Durante a semana foram anunciando uma mudança de metereologia para o domingo. Possivel céu nebulado e temperatura amena, inclusive talvez umas pingas a partir das 12h e trovoada à tarde.
  Pelo sim pelo não, levei um casaquito. Não podia estar mais enganado e 2 minutos antes da partida até tirei o base layer porque frio estava zero.

   Esta era uma prova onde já participara faz muitos anos e boas recordações tinha deixado especialmente pela zona e pelas paisagens com o Castelo de Almourol a ser o ex-libris na parte final e por isso não hesitei agora passado tanto tempo em cá voltar.
  Eu que nem gosto de criar expectativas altas mas aqui deixei-me enganar. Com efeito as coisas não foram o que eu esperava, o que eu tinha vivenciado na outra participação e sobretudo, o que uma prova com 16 anos deveria oferecer.

    Inscrições (a cargo de Trilho Perdido) correram bem e o secretariado ao inicio também. Oferta simpática de um bidon e alguma publicidade.
     Preparos despachados, seguir para o local de partida numa zona bem bonita e funcional. Mas aqui logo os primeiros erros:
    - com uma recta tão grande, não cabiamos todos, gente fora das baias com fartura a acotovelar-se para entrar mas era impossivel cabermos todos. Seria fácil ter resolvido esta situação.
    - e-bikes no fim??? mas porquê? qual a lógica? qual o sentido? passados alguns km era vê-los a passar cheios de pressa por todo o lado, inclusive às vezes por lados onde não são lados sequer para passar e os restantes a reclamar. É mau para as e-bikes e é mau para os restantes. Ou seja, é mau para toda a gente.
   - meia-maratona e maratona partindo tudo junto: quando são provas com poucos participantes, menos mal, mas aqui já se justificavam partidas separadas. Foi muito complicado e nas primeiras dificuldades, meio-maratonistas menos experientes que partem na frente, acabam por atrapalhar e serem atrapalhados. 





  Vamos lá a notas:
  ORGANIZAÇÃO PRÉ-PROVA: 4
  já referi o Trilho Perdido como tutor das inscrições. De resto, informação completa no facebook da organização. Não houve track GPS.

SECRETARIADO: 4
Não havia fila, vontade em ajudar prontamente, bem organizados.

PERCURSO (maratona): 4,5
Uma das notas mais altas dos últimos tempos. Ficou bem evidente a vontade de agradar e oferecer tudo o que o terreno tinha e...não tinha. Notório que foram abertos e limpos trilhos e single tracks que de quando em vez apareciam com agrado. Algumas zonas muito técnicas e desafiantes obrigando a cuidados redobrados.

APOIO E ASSISTÊNCIA: 3,5
Parei no primeiro P.A. só para enfiar um sumo pela goela abaixo porque o calor estava a começar a apertar, mas vi umas bifanas e tal.
No segundo P.A nada tão consistente: sumos, águas, frutos secos, marmelada, batatas fritas, bananas. Não é fraco mas aqui já se justificava mais algo como o pão, bolos, etc. Bastava ser ao contrário e tudo ficava mais balanceado. 
Staff muito simpático e prestável. 

MARCAÇÕES: 3.5
Fitas e cal no chão. Não houve track GPS. Poderiam ter havido mais fitas e mais cal especialmente nas viragens a 90º que são sempre traiçoeiras quando se vai depressa ou atrás do pó de alguém. Dois enganos felizmente curtos.

BANHOS: 4.5
Bons balneários e pelo que constava, haviam dois locais distintos e talvez por isso nada de fila e espaço para que tudo fosse funcional.

ALMOÇO: 2.5
Fraco, muito fraco. Não se pode dizer que foi caro mas não foi justo o preço para o servido: massa com frango estufado, sumos, agua e maçãs. Faltou a sopa, a salada, a sobremesa, o café. É o normal.
Talvez por isso não estivesse praticamente ninguém na tenda colocada junto à meta.

DIFICULDADE TÉCNICA: 4
Posso estar um pouco desabituado (longe vão os tempos do all-mountain, enduro) mas houve algumas passagens mais arriscadas e exigentes, boas para uns picos de adrenalina. Não vi a dificuldade anunciada de ante-mão o que é sempre pena.

DIFICULDADE FÍSICA: 3,5
O meu cansaço provocado pelo dia anterior, poderia levar-me aqui ao engano mas contenho-me. 57 km  com 1.000 m de altimetria são exigentes sim mas sem gravidade. É claro que o enorme calor que se fez sentir e sempre a apertar mais, também complicou os mais descuidados. Eu próp+rio podia e devia ter hidratado mais, O terreno foi um autêntico serrote o que me quebra sempre muito também. Não se pode dizer que tenham havido subidas intermináveis ou aquelas paredes de vinte e tal porcento que são sempre um disparate ou feitas à mão.

PREÇO: 4.5
Com excepção do almoço. O resto é mais que justo pelo todo o trbalho que se notou ser empregue para agradar aos participantes.
Muita GNR nos cruzamentos e staff também, inclusive em algumas zonas que careciam de atenção especial.

NOTA GLOBAL E CONSIDERAÇÕES FINAIS: 3,5
Já referi no inicio. Para quem tem 16 anos a organizar provas desta natureza, há experiência mais do que suficiente para que erros muito crassos não sejam cometidos.
 Se da parte das marcações, poderia ser só um pouco melhor, os demais erros foram incrompeensiveis:
  - local partida com espaço mas mal utilizado;
  - e-bikes no fim
  - meia-maratona e maratona tudo junto à partida.
  - e ainda: voltam a juntar os percursos perto do fim (talvez a uns 10 a 15 km) entrando por single tracks exigentes (junto ao castelo) que causou um engarrafamento em fila. Pé no chão completamente parados quase o trilho todo. Não foi nada agradável e não tem justificação. E nem deu para apreciar as vistas. Muita gente descontente e para quem segue em competição mesmo, ficou ali muito tempo perdido. Muito mau.
     Fica um 3.5 pelo esforço da organização com o querer dar uma prova variada e com trilhos para além dos estradões, mas este tipo de erros já não se desculpam a quem tem tanta experiência nestas andanças. Que pena.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Asprovas na cidade

 19 Abril 2026
  Ciclismo

   Ora ciclismo com dose dupla no fim de semana. 
   Sábado 80 km e domingo 100 km com uns 1.420 de altimetria.
   Nada de muito mais a acrescentar em relação a isso.
   Na semana passada, sim a do vento, houve triatlo (o tanto que sofreram estes meninos).
   Desta vez foi maratona de atletismo.
   Tão bom, mas tão bom ver eventos desta natureza na cidade. Mas vai daí:

  



Que bom que é ver provas na cidade, especialmente aquelas q sao abertas a todos e proporcionam e incentivam a população a realizar exercício fisico (e o tanto q faz falta).
Mas há que acautelar o bom funcionamento da cidade. Interditar vias públicas e principais artérias sem aviso prévio (um edital da Câmara online nao é nem de perto nem de longe suficiente)., causa descontentamento e muita frustração nos munícipes e naqueles que visitam a cidade (ah e tal o turismo).
Causam transtorno no trânsito e prejudicam o comércio local.
Assim ao invés de termos público a dar outro colorido à prova, ao invés de motivar esse público a participar igualmente numa próxima oportunidade, temos antes uma população que lhe vira costas, que reclama e assim aparecem as discordias.
Não é difícil certamente colocarem-se outdoors, avisos, publicações nos meios de comunicação e redes sociais.
É o mínimo

sábado, 18 de abril de 2026

Por acaso falei de vento??

 12 abril 2026
 Ciclismo

  Semana toda com o tempo bom e chega ao sabado e domingo e está nisto.
  Se há duas semanas atrás falei de vento (outra vez), bem, isso não era mesmo nada. Às vezes queixamo-nos da realidade que conhecemos e vivemos.
  Este fim de semana sim esteve vento. Esteve bem mais do que isso. Rajadas e rajadas que sacudiam tudo, algo anormal cá para estes lados.
  Ainda assim decidi sair à rua e fui à procura de companhia. 
  Encontrei mais dois "loucos" e seguimos os três.
  Não estava mesmo nada fácil. Zero o prazer de pedalar, a cabeça azuada, os ouvidos permanentemente fustigados e um esforço desmesurado para se vencer esta força da natureza.
  De quando em vez virávamos e ficava de feição. Quando vem pelas costas, somos os maiores. Mas o bicho não estava certo e mais parecia vir de várias direcções e de quando em vez sacudia-nos forte.
  Ao fim de 2 horas, decidimos regressar a casa. Não havia mais paciência.
  Não há paciência!

sábado, 4 de abril de 2026

Santíssima 6ª feira de Páscoa

  03ABR2026
  Ciclismo

  Primeiro éramos para ser 2, depois só eu, depois 2 ou três, depois só eu outra vez e no fim dois.
  Juntámo-nos a um grupo de vários perdidos como nós e lá seguiu um belo cardume por esse mar de estradas fora.
  Trazia na ideia de realizar uma volta de 120 km mas ficava assim no bolso para outra ocasião pois quem mandava no percurso era quem ia na frente.
  Bom ritmo com pedalada vigorosa e num instante estava-se de regresso à cidade. Era cedo e a vontade era de pedalar mais. Ficámos só dois.
  Seguimos. Levei-o até casa e continuei.
  Estava calor e não houve paragens para café mas deveria ter parado para um refill. 
  A hora avançava e era dia de ir comer peixe (sim porque na 6ª feira Santa não se come carne). 
  Enquanto fazia contas às horas e aos km, já tinha metido na cabeça realizar afinal os 120, ainda que nesta volta contorcida e semi acompanhada.
  Ir por aqui ou por acolá. Não me conseguia decidir muito bem mas continuava.
  A fadiga começava a apoderar-se do corpo e da cabeça não ajudando ao raciocinio. Os bidons estavam vazios e eu acusava ja alguma desideratação.
  Mais estrada menos estrada e virei em direcção ao caminho mais curto para casa.
  Quando lá cheguei, o garmin marcava exactamente (precisamente), 120 km!!
  
   Não é uma volta longa, não é uma volta curta. Saborosa pela diferença, pela companhia e pelo solo final já moído e sem gota.
   E isso é que não pode ser, especialmente quando o calor regressa.
   

segunda-feira, 30 de março de 2026

O tempo, o vento, o aguento ou não aguento

 29mar2026
 Ciclismo

  É aquela altura do ano. Parou de chover, vem um sol, ainda não vem frio. Mas não está quente, está fresquinho.
  Antes de sair de casa é sempre uma indefinição tramada: o que vestir porque roupinha light passo frio, roupa com o casaquito parece que já é demais.
  A velha máxima é "não saias de casa sem frio, senão vais passar calor". Mas se sais com frio e não aquece o dia, também vais passar calor mas ao contrário.
  Lido um pouco melhor com o calor. O frio é-me desconfortável e cansa mais (o corpo mais contraido permanentemente justifica-o obviamente). Mas com o calor vem transpiração e é preciso cuidado para não desidratar.
  Ideal era ter um guarda-fatos bem repleto de tudo e mais alguma coisa e claro está, de qualidade superior. Mas isso sai caro e já se tem tanta coisa cá por casa que até dói haver mais ainda para ali enfiado nas gavetas.
  
   Hoje decido-me por deixar qualquer um dos casacos em casa. Uma pele de foca e um jersey. Calção é o ano inteiro pelo que aí não há dúvidas.
   Mas no saco vai um casaco e um base layer mais leve para trocar ainda antes de colocar o rabo no selim, caso perceba na rua que afinal a manhã de Primavera ainda é de outra prima qualquer.





   E fez-se a primeira hora fresquinha onde o vento não ajudou nada a esse apartado e ao apartado pedalado.
   Fomos 3 a bom ritmo, colocando a conversa em dia primeiro, lutando com o vento segundo e subindo a serra no final terceiro.
   Este vento que às vezes tira do sério, que às vezes quase derruba, que às vezes quase faz não aguentar mas que nos obriga a forçar e a aguentar!
   Noite mal dormida mas não acusei e senti sempre força na pernonga.
   Uma bela volta.

domingo, 15 de março de 2026

tá ventoso

 15mar2026
 ciclismo

  Na tv enche-se a barriguinha de bicicletas todos os dias com o Tirreno e o Paris Nice. É muito giro e tal mas faz a vontade de pedalar aumentar ainda mais e o fim-de-semana cada vez mais longe.
  Mas vai na volta e chega domingo e siga para a estrada.
  Juntaram-se dois grupos interessantes e la foi um grupo interessante pedalar a volta habitual.
  Ventava que se fartava e foi assim a manhã toda. Umas vezes carregou-se forte, outras nem por isso.
  



Apesar de umas dentadas nas pernas, a pergunta que se faz por esta hora é "falta muito para ser domingo?"
Mas o descanso à tarde sabe tão bem...

terça-feira, 3 de março de 2026

Quando os astros se alinham com o choco frito...

 03/02/2026
 Ciclismo

 Mais um domingo vespertino com treino do pedal.
 No dia anterior deu-se uma quase falência física com um cansaço acima do habitual na prática de outra modalidade.
 Mais uma noite mal dormida e tudo prometia ser uma manhã no mínimo sofrida. 
 Mas afinal não.
 Pasmem-se as almas, os registos fisícos, as proteinas, os treinos e tudo mais quanto a ciència vai descobrindo e desmultiplicando em conhecimentos e procedimentos para melhoria de forma.
 Contudo há sempre um quê, um algo qualquer que ressalta para fora da caixa e provoca de quando em vez este fenómeno de que tanto gosto e que nos coloca um registo prezeroso e quantificadamente qualitativo.
  Sim, todos os métodos e todas as técnicas e tudo o que por demais se apregoa hoje ao virar de cada página web, têm a sua validade. E quem não treina não cresce.
  Mas há este factor, que tanto pode dar para o mau como para o bem. Neste dia deu para o bem.
  Cá para mim foi do choco frito que comi na véspera....