terça-feira, 3 de março de 2026

Quando os astros se alinham com o choco frito...

 03/02/2026
 Ciclismo

 Mais um domingo vespertino com treino do pedal.
 No dia anterior deu-se uma quase falência física com um cansaço acima do habitual na prática de outra modalidade.
 Mais uma noite mal dormida e tudo prometia ser uma manhã no mínimo sofrida. 
 Mas afinal não.
 Pasmem-se as almas, os registos fisícos, as proteinas, os treinos e tudo mais quanto a ciència vai descobrindo e desmultiplicando em conhecimentos e procedimentos para melhoria de forma.
 Contudo há sempre um quê, um algo qualquer que ressalta para fora da caixa e provoca de quando em vez este fenómeno de que tanto gosto e que nos coloca um registo prezeroso e quantificadamente qualitativo.
  Sim, todos os métodos e todas as técnicas e tudo o que por demais se apregoa hoje ao virar de cada página web, têm a sua validade. E quem não treina não cresce.
  Mas há este factor, que tanto pode dar para o mau como para o bem. Neste dia deu para o bem.
  Cá para mim foi do choco frito que comi na véspera....

 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

GUERRA, nas estradas sim, na UCRâNIA e em LEIRIA, não.

Na estrada, os carros odeiam as motas, as bicicletas, as carroças, os tratores e os piões;

As motas odeiam os carros e os peões;
As bicicletas odeiam os carros e as motas;
Os tratores odeiam as carroças;
Os peões odeiam todos;
As carroças não odeiam ninguém;
.
Paremos por um momento e analisemos as coisas:
Todos eles constam do Código da Estrada, cada um deles com o seu protagonismo, todos em comunhão na mesma estrada.
Então a permissa é que temos que aceitar que a estrada é de todos eles.
Mas há algo que não está no Código e nem dele precisamos. Muito antes dele há um denominador comum em todos eles:
O carro é conduzido por um ser-humano, a mota também, assim como a bicicleta, o tractor e a carroça. E o pião não conduz nada senão os seus sapatos mas também é um ser-humano.
O ser-humano é um conjunto de células que unidas entre si formam vários tecidos conjuntivos e todos juntos formam o corpo humano e isto é assim para todos os seres-humanos, ou seja, somos todos iguais.
Um ser-humano é uma vida. Mas não é só sua. É um pai, uma mãe, um filho ou filha, um avô, uma avó, uma tia, um amigo e por aí fora.
.
Curiosamente, somos pouco humanos com os seres humanos com quem convivemos na estrada. Um ódio mesmo assolapado. Isto não deixa de ser esquisito sobre o pensamento humano pois todos nós temos familiares, amigos, conhecidos em todas as vertentes que partilham a estrada.
Pode por isso ser o automóvel, o filho do meu amigo, pode a mota ser o pai do meu aluno, pode o tractor ser o médico da minha mãe e em diante num sem fim de circunstâncias que realmente podem.
Pode por isso também inclusive eu hoje ser um ciclista e amanhã ser também um automobilista, um condutor de carroça e condutor de mota....Pode! Pode ser alguém que trave e evite uma guerra, salve milhares de vidas. Pode.







Curiosamente somos tão humanos quando toca a sentir a dor e a perda dos outros: somos os primeiros a ser solidários com quem está e vive em guerra lá longe, na Ucrânia, com quem está vitima de uma outra guerra contra as forças da natureza, lá longe em Leiria. Somos tocados por histórias horrorosas de crianças e pessoas que são mutiladas e torturadas ou abusadas, sequestradas, violadas. Somos tão solidários...
Mas odiamos quem nos está perto, na estrada, no clube rival ou mesmo na porta ao lado da nossa.
Em suma, somos humanos mas devemos muito à nossa intelectualidade.
Odiamo-nos na estrada, amamos a quem está em dor lá longe.
Isto é-me tudo tão estranho.
Depois? Depois vem o Natal e desejamos Paz no Mundo.
A moral desta pequena hedionda descrição é que há demasiado ódio. E a frase podia e devia ser somente "a moral desta pequena hedionda descrição é que há ódio".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

We´re back mas....

   Ciclismo
  17/02/2026

   Eram duas semanas, não eram? Pois foram três.
   Choveu e soprou a bom chover e soprar e não houve outro remédio senão resignar.
   Mas passou e as rodas voltaram a rolar.
   Num primiero domingo, com um novo grupo, uma volta com ritmo moderado nem deu para sentir a paragem forçada.
   Neste domingo passado, já com outro grupo mais habitual, a chapa 100 do costume. Numa pedalada vigorosa mas consistente e estável, deu para ser um bom treino. 
   Sem vitimizar ter vindo de uma constipação curta mas que sempre estorva.
    Fome de pedalar e um travão de trás no estaleiro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Pausa nas pedaladas

 22 jan 2026

  No domingo passado por motivos de outra modalidade e ao que parece, no próximo porque vem por aí chuva e vento.
  Dois domingos de seguida não se aguenta :-(
  Sendo quinta-feira, ainda há uma réstia de esperança, mas as previsões não são boas....

domingo, 11 de janeiro de 2026

borrifos do céu não chegam às pernas

 11jan2026
 Ciclismo 

  Ainda é estranho escrever 2026...
  Manhã pouco frequentada, fomos 2 daqui mais 2 de acolá e nada mais.
  A ideia eram 118 km mas desde cedo as pernas mostraram que não "eram".
  Reduzidos a 3 a meio da tirada, sem abusar no ritmo, improvisava-se o caminho pelo caminho.
  O que seria esta falta de energia? 
  Uma semana limpinha de chocolates do Natal, uma semana limpinha de vinhos da passagem de ano.... Se quando os consumi as sensações foram boas, agora na sua falta.... Está visto que é para comer e beber.
  Ou terá sido um longo e árduo final de dia na 4ª feira com 1 hora de pedal + 3 horas de outra modalidade?
  Pois é bem capaz de ter sido esta última.


    O treino de hoje, de 93 km, pouco mais de 600 m de acumulado.
    Quando se fala tanto de Zona 2 e o camandro e já começam a vir ecos que afinal bla bla bla.
    A ciência é uma importante ajuda. A ciência evolui permanentemente. Nós evoluimos com a ciência. Mas às vezes a ciência e a sua evolução são uma névoa turva e opaca que não nos permite descirnir. 
   Por esse motivo cá continuo com o meu método. Sempre atento à ciência e com base no que é evidência (e não no que se fala). 
  

  Resoluções de ano novo? projectos e ambições? apenas seguir firme, forte dentro das possibilidades, saudável!

domingo, 4 de janeiro de 2026

ùltima do ano velho, primeira do ano novo

 04jan2026
 ciclismo estrada

  Ele aí está (para quem liga a essas coisas). 
  Na verdade dos factos, nada é mais do que continuar a realidade do dia-a-dia.
  No dia 28 de dezembro, fechando com 110 km numa volta em que não se via ninguém pela estrada mas quando parámos em Canha, tudo lá estava e tudo lá foi ter. Coincidências.....
  No final, aquela dor no joelho (no bom) que estorvou até chegar a casa.

  Uma semana depois, as devidas preocupações mas felizmente, sem ressentimentos.
  Nesta bela manhã de 04 de jan, com a chuva a dar tréguas e com um grupo bem composto (união de grupos) mas que se desfez ainda cedo, senti muito boas forças e muita vontade. 




  Sempre com pensamento colocado em cautelas, sem realizar picos de esforço senão a rolar com consistência, a coisa aguentou-se e muito bem.
  As odes de Natal e Passagem de Ano não se fizeram sentir, atrevendo-me quase a dizer que aqueles copos de vinho e um bombom ou outro até trouxeram vigor. Será? 
  Nunca se sabe....

  

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

chuva também é água

 21dez2025
 ciclismo

  Na ressaca de dois fins de semana seguidos em actividade mas nem por isso com menor vontade de pedalar.
  As previsões não eram famosas e a chuva era um cenário bastante possivel. Ainda assim não o suficiente para me reter em casa. Além do mais havia uma capa nova para estrear e por isso talvez fosse uma boa oportunidade para um teste (não que se deseje pedalar à chuva mas quem resiste a um "brinquedo" novo?)
  A ideia era não sair muito perto de casa, rolando pelas localidades adjacentes.
  A caminho e já perto da Qta do Conde, as nuvens adensavam-se. Em sentido contrário, vinham todos os que provavelmente procuravam paragens mais secas e eu feito parvo ia mesmo em direcção ao céu negro carregado.
  Ainda virei em sentido contrário para apanhar outro grupo mas mudei de ideias para me manter fiel à minha rota mentalmente traçada.
  Num feeling, páro para vestir a tão estrante capa e nem um minuto depois, estava debaixo de uma torrente de água.
  A capa é boa, o teste foi positivo. 
  Mas as mãos e os pés estavam gelados. As mãos porque as luvas não são impermeáveis, os pés por azelhice.




  
  Aos poucos a chuva foi parando e eu fui secando. Ainda assim estava cheio de ganas de pedalar e sempre em boa energia fui somando mais uns km aqui e acolá.
  Já no final da manhã, com mais tempo no bucho do que esperava, uma brisa frontal veio mostrar-me que as forças se esgotavam.
 Foi seguir até casa e tomar um banho bem, bem quente que soube pela vida.