terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

GUERRA, nas estradas sim, na UCRâNIA e em LEIRIA, não.

Na estrada, os carros odeiam as motas, as bicicletas, as carroças, os tratores e os piões;

As motas odeiam os carros e os peões;
As bicicletas odeiam os carros e as motas;
Os tratores odeiam as carroças;
Os peões odeiam todos;
As carroças não odeiam ninguém;
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Paremos por um momento e analisemos as coisas:
Todos eles constam do Código da Estrada, cada um deles com o seu protagonismo, todos em comunhão na mesma estrada.
Então a permissa é que temos que aceitar que a estrada é de todos eles.
Mas há algo que não está no Código e nem dele precisamos. Muito antes dele há um denominador comum em todos eles:
O carro é conduzido por um ser-humano, a mota também, assim como a bicicleta, o tractor e a carroça. E o pião não conduz nada senão os seus sapatos mas também é um ser-humano.
O ser-humano é um conjunto de células que unidas entre si formam vários tecidos conjuntivos e todos juntos formam o corpo humano e isto é assim para todos os seres-humanos, ou seja, somos todos iguais.
Um ser-humano é uma vida. Mas não é só sua. É um pai, uma mãe, um filho ou filha, um avô, uma avó, uma tia, um amigo e por aí fora.
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Curiosamente, somos pouco humanos com os seres humanos com quem convivemos na estrada. Um ódio mesmo assolapado. Isto não deixa de ser esquisito sobre o pensamento humano pois todos nós temos familiares, amigos, conhecidos em todas as vertentes que partilham a estrada.
Pode por isso ser o automóvel, o filho do meu amigo, pode a mota ser o pai do meu aluno, pode o tractor ser o médico da minha mãe e em diante num sem fim de circunstâncias que realmente podem.
Pode por isso também inclusive eu hoje ser um ciclista e amanhã ser também um automobilista, um condutor de carroça e condutor de mota....Pode! Pode ser alguém que trave e evite uma guerra, salve milhares de vidas. Pode.







Curiosamente somos tão humanos quando toca a sentir a dor e a perda dos outros: somos os primeiros a ser solidários com quem está e vive em guerra lá longe, na Ucrânia, com quem está vitima de uma outra guerra contra as forças da natureza, lá longe em Leiria. Somos tocados por histórias horrorosas de crianças e pessoas que são mutiladas e torturadas ou abusadas, sequestradas, violadas. Somos tão solidários...
Mas odiamos quem nos está perto, na estrada, no clube rival ou mesmo na porta ao lado da nossa.
Em suma, somos humanos mas devemos muito à nossa intelectualidade.
Odiamo-nos na estrada, amamos a quem está em dor lá longe.
Isto é-me tudo tão estranho.
Depois? Depois vem o Natal e desejamos Paz no Mundo.
A moral desta pequena hedionda descrição é que há demasiado ódio. E a frase podia e devia ser somente "a moral desta pequena hedionda descrição é que há ódio".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

We´re back mas....

   Ciclismo
  17/02/2026

   Eram duas semanas, não eram? Pois foram três.
   Choveu e soprou a bom chover e soprar e não houve outro remédio senão resignar.
   Mas passou e as rodas voltaram a rolar.
   Num primiero domingo, com um novo grupo, uma volta com ritmo moderado nem deu para sentir a paragem forçada.
   Neste domingo passado, já com outro grupo mais habitual, a chapa 100 do costume. Numa pedalada vigorosa mas consistente e estável, deu para ser um bom treino. 
   Sem vitimizar ter vindo de uma constipação curta mas que sempre estorva.
    Fome de pedalar e um travão de trás no estaleiro.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Pausa nas pedaladas

 22 jan 2026

  No domingo passado por motivos de outra modalidade e ao que parece, no próximo porque vem por aí chuva e vento.
  Dois domingos de seguida não se aguenta :-(
  Sendo quinta-feira, ainda há uma réstia de esperança, mas as previsões não são boas....

domingo, 11 de janeiro de 2026

borrifos do céu não chegam às pernas

 11jan2026
 Ciclismo 

  Ainda é estranho escrever 2026...
  Manhã pouco frequentada, fomos 2 daqui mais 2 de acolá e nada mais.
  A ideia eram 118 km mas desde cedo as pernas mostraram que não "eram".
  Reduzidos a 3 a meio da tirada, sem abusar no ritmo, improvisava-se o caminho pelo caminho.
  O que seria esta falta de energia? 
  Uma semana limpinha de chocolates do Natal, uma semana limpinha de vinhos da passagem de ano.... Se quando os consumi as sensações foram boas, agora na sua falta.... Está visto que é para comer e beber.
  Ou terá sido um longo e árduo final de dia na 4ª feira com 1 hora de pedal + 3 horas de outra modalidade?
  Pois é bem capaz de ter sido esta última.


    O treino de hoje, de 93 km, pouco mais de 600 m de acumulado.
    Quando se fala tanto de Zona 2 e o camandro e já começam a vir ecos que afinal bla bla bla.
    A ciência é uma importante ajuda. A ciência evolui permanentemente. Nós evoluimos com a ciência. Mas às vezes a ciência e a sua evolução são uma névoa turva e opaca que não nos permite descirnir. 
   Por esse motivo cá continuo com o meu método. Sempre atento à ciência e com base no que é evidência (e não no que se fala). 
  

  Resoluções de ano novo? projectos e ambições? apenas seguir firme, forte dentro das possibilidades, saudável!

domingo, 4 de janeiro de 2026

ùltima do ano velho, primeira do ano novo

 04jan2026
 ciclismo estrada

  Ele aí está (para quem liga a essas coisas). 
  Na verdade dos factos, nada é mais do que continuar a realidade do dia-a-dia.
  No dia 28 de dezembro, fechando com 110 km numa volta em que não se via ninguém pela estrada mas quando parámos em Canha, tudo lá estava e tudo lá foi ter. Coincidências.....
  No final, aquela dor no joelho (no bom) que estorvou até chegar a casa.

  Uma semana depois, as devidas preocupações mas felizmente, sem ressentimentos.
  Nesta bela manhã de 04 de jan, com a chuva a dar tréguas e com um grupo bem composto (união de grupos) mas que se desfez ainda cedo, senti muito boas forças e muita vontade. 




  Sempre com pensamento colocado em cautelas, sem realizar picos de esforço senão a rolar com consistência, a coisa aguentou-se e muito bem.
  As odes de Natal e Passagem de Ano não se fizeram sentir, atrevendo-me quase a dizer que aqueles copos de vinho e um bombom ou outro até trouxeram vigor. Será? 
  Nunca se sabe....

  

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

chuva também é água

 21dez2025
 ciclismo

  Na ressaca de dois fins de semana seguidos em actividade mas nem por isso com menor vontade de pedalar.
  As previsões não eram famosas e a chuva era um cenário bastante possivel. Ainda assim não o suficiente para me reter em casa. Além do mais havia uma capa nova para estrear e por isso talvez fosse uma boa oportunidade para um teste (não que se deseje pedalar à chuva mas quem resiste a um "brinquedo" novo?)
  A ideia era não sair muito perto de casa, rolando pelas localidades adjacentes.
  A caminho e já perto da Qta do Conde, as nuvens adensavam-se. Em sentido contrário, vinham todos os que provavelmente procuravam paragens mais secas e eu feito parvo ia mesmo em direcção ao céu negro carregado.
  Ainda virei em sentido contrário para apanhar outro grupo mas mudei de ideias para me manter fiel à minha rota mentalmente traçada.
  Num feeling, páro para vestir a tão estrante capa e nem um minuto depois, estava debaixo de uma torrente de água.
  A capa é boa, o teste foi positivo. 
  Mas as mãos e os pés estavam gelados. As mãos porque as luvas não são impermeáveis, os pés por azelhice.




  
  Aos poucos a chuva foi parando e eu fui secando. Ainda assim estava cheio de ganas de pedalar e sempre em boa energia fui somando mais uns km aqui e acolá.
  Já no final da manhã, com mais tempo no bucho do que esperava, uma brisa frontal veio mostrar-me que as forças se esgotavam.
 Foi seguir até casa e tomar um banho bem, bem quente que soube pela vida.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Tróia - Sagres 2025

 13 dez 2025
 Ciclismo

  O dia chegado.
  Mas antes, ainda antes de colocar os gluteos em cima do selim, dizer que este é um dos meus dias ciclisticos preferidos do ano.
  Não há uma mão cheia de vezes que não me lembre, recorde ou tenha inteira vontade do que se realiza neste dia.
   Provavelmente reproduzo esta linha todos os anos, mas este ano mais do que nunca, sinto a impreterivel necessidade de o fazer.
   É um dia feliz, de sofrimento, mas feliz. O Tróia - Sagres não é uma prova, não é um evento combinado. É a data em que um dia, alguém (de seu nome Malvar) decidiu fazer-se à estrada nesta epopeia que liga a costa vicentina ao barlavento algarveano, na ponta de Portugal de onde sairam os navegadores lusos.
  A cada ano que passava, Malvar foi inspirando outros como ele, primeiro amigos, depois amigos dos amigos, depois desconhecidos, depois desconhecidos dos desconhecidos.
  Há quem refira que chegámos (sim, também me juntei ao barulho) a ser mais de muitos (4.000??). Era vê-los a vir de todas as partes do país em carrinhas, autocarros, carros, apeados de bicicleta somente.
  Eram 3 barcos cheios.
  Mas isto já é missa velha.
  Mas este ano mais do que nunca, sinto a necessidade de sublinhar o que era e o que foi neste dia 13 e sublinhar a evidência daquilo que me move (e a muitos mais) por este dia.
  Superação, desafio, camaradagem e amizade, são só alguns dos sentimentos que podem ser invocados para descrever os motivos que levam cada um de nós a realizar este evento. O Malvar deu um dia o exemplo, uma multidão segiu sem hesitar embrionada muito certamente no mesmo espírito que ele.
   
  O Tróia - Sagres é para mim isso mesmo: um dia de sofrimento, de dores, de esforço, de prazer de pedalar, de superação e desafio e camaradagem! 
   Não é uma prova, não há classificados nem tempos contados (apesar de muitos acabarmos sempre a olhar para o ciclocomputador à procura daquele tempo mais reduzido). É convivio, é camaradagem!
   Não há ano em que não conheça novas pessoas, criadas na circunstância, amizades instantâneas, conversas imediatas bem dispostas ou de partilha de sofrimentos, entre-ajuda formando-se grupos, moralizando os mais aflitos e sôfregos, incentivados pelos apoios dos outros, pelas pessoas à beira da estrada desses povoados por onde passamos.
   O Tróia-Sagres é o dia mais humano em cima da bicicleta. Este é o meu sentimento. Vejo e sinto a missão de cada um, da ou das equipas profissionais portuguesas que passam a um ritmo alucinante cujo objectivo é juntarem-se nesta celebração da bicicleta, mostrarem as suas cores, treinarem; dos grupos mais aguerridos que seguem frenéticamente com o objectivo de chegarem o mais rápido possivel a Sagres, e de algumas minorias como miudos adolescentes ou adultos já em idade respeitosa, casais em que ele puxa por ela, ciclistas de peso corporal que lutam a cada pedalada, turistas que vão em ritmo de passeio, impreparados que vão ou tentam ir com os amigos que os arrastaram para esta jornada em conversas de café prometendo um dia impar (sem que lhes fosse possivel calcular o quão duro iria ser).
   Sinto-os todos. Os que passam por mim, os que passo por eles, os que estão parados, os que ainda pedalam quando já regresso a casa de carro e a tarde vai virando noite. Sinto o que move cada um deles. Tenho as suas satisfações, as suas alegrias mas também as suas dores, os seus sofrimentos. Sinto-o.

   Este ano fomos poucos. Este ano fomos muito menos que no ano anterior e nos anos anteriores. 
   O barco e pouco mais que meio e nem houve o especial ferry das 06h30.
   Meia duzia de pedaladas e já me encontrava sozinho na estrada, algo impensável logo no arranque. Um ciclista juntou-se a mim, abordou-me para a trivial conversa que sempre ajuda a espantar o frio do raiar do sol que ainda não tem força para aquecer (no dia anterior choveu 24 horas, hoje nada e nem frio estava): "gostaria de encontrar o Malvar e lhe dar um abraço".
   Eis mais um que se movia pelo exemplo, pelo querer aceitar o desafio e honrar o que outrora alguém tivera a coragem de idealizar e realizar.
   Era o seu segundo ano. Expliquei-lhe que não era fácil, que não saberia dizer se ele partia mais cedo ou mais no fim, que provavelmente seguiria em grupo sendo mais dificil de identificar e que com tantos grupos mais ainda. Este ano, pelos vistos, nem tantos assim.
   Estava feita a primeira amizade e partilha do dia, mas que antecipadamente me pareceriam que seriam ocorrências raras.
    Desengane-se quem pense que faço isto pelas conversas a toda a hora. Não antes mesmo pelo contrário. Gosto de seguir embrenhado nos meus pensamentos ou com os meus sentidos a absorverem tudo o que este dia dá. Mas não me imiscuo de dar um "vamos lá" aos que vão dificeis e descrentes, ou a d ar dois dedos de prosa aos que me assomam para tal.
   Uma hora depois e apenas rominava para mim o quão desapontado estava. "Um autêntico deserto" era a frase que batia incessa na minha cabeça como um sino nas badaladas do meio-dia. Outrora cheias de um enxame de ciclistas que não deixavam ver a cor do chão, hoje essa linha preta alcatroada via-se a perder de vista e eu seguia praticamente sozinha nela.
   Não muitas vezes começou a baixar em mim a vontade de retroceder, parar, ficar por ali e voltar para trás.
   Desalentado e cabisbaixo não conseguia deixar de pensar na vastidão que seria até Sagres, que se em tão tenra hora já estava só, como seria passadas mais algumas.
   Desengane-se também que pense que eu não gosto de pedalar a solo. Gosto, tenho tiradas assim só minhas. Mas este é um dia em que me "visto" para vir para a festa, para a romaria.
   Mais adiante pensei: faço metade. Páro em Mil Fontes e está feito.
   Onde estava o colorido? as conversas e gritos viris tolos dos que de peito feito àquela hora exaltam como galos para depois desfalecerem horas a fio? o "chilrear" frenético das correntes e carretos das bicicletas que rasgavam o silêncio dos campos ainda cobertos do orvalho matinal? os carros e carrinhas de apoio a passarem para irem mais adiante preparar os abastecimentos dos seus?
   Nada! Nada, nada.
   
  Perto de Santiago do Cacém, dois colegas de Coimbra. O sotaque não enganava. Um pequeno toque nortenho, uma perna bem redonda, conversa animada e descontraida. Algumas partilhas e seguimos juntos.
  Pouco depois, um grupo juntava-se. Vinham em bom ritmo mas abrandavam de quando em vez (para castigo dos mais entusiasmados que reagiam negativamente a essa "ordem") para não perderem uma jovem e um ou outro elemento menos preparado.
   Animei-me um pouco e pensei que em Santiago encontrasse muitos que habitualmente fazem a primeira paragem.
   Não. Santiago do Cacém estava irreconhecivelmente um deserto. 
   Voltava ao meu desconsolo e à evidência que seria assim a manhã toda e que Mil Fontes passaria a ser o meu destino.
    Não queria crer nesta realidade. Os motivos que a ela levavam iam aparecendo na minha cabeça como post-its no computador de um funcionário de escritório.

    - o mau tempo: uma véspera chuvosa? mas já houve outros anos assim....
    - o custo de vida: com ou sem alojamento, mas com deslocação, alimentação, aos que vêm de longe e aos que pagam a aorganizações que também elas poderão ter aumentado os preços por causa do aumento das despesas...a vida está cara.
     - o incidente do ano em que as forças de autoridade quiseram "proibir" este dia: sem sucesso mas terá afugentado uns quantos.
    - o covid: será? deveria ser o contrário.
    - os acidentes: relatos têm havido (eu presenciei um) de vários acidentes e alguns perigos. É um facto, mas basta termos cuidados e fugir das confusões. Cabe tudo na estrada com segurança.
    - grupos que realizam semanas antes: porque é menos confusão, porque não sei, porque eles lá sabem...
    
    E no meio deste consciencializar do motivo, saltitando entre estes argumentos ou falta deles, ia seguindo em direcção a sul, deixando-me arrastar neste pesar e sem não deixar de lamentar.
   Custava-me acreditar que tanta gente abrisse mão de um dia assim, de celebração da bicicleta, do ciclista, do exemplo para outros, da missão quase como um dever cívico para trazer outros a este porto de uma vida mais saudável, de partilha da alegria que é pedalar a só ou acompanhado, e honrar a magnitude do que alguém um dia alemjou alcançar com um querer inabalável (11 horas demorou pela primeira vez o Malvar a realizar esta travessia), que num dia frio e chuvoso muitas vezes de Dezembro, estoicamente se vai a terras de praia e sol.
    Custava-me a acreditar que entre 1.500 e 2.500 ciclistas pagam perto de 50 euros para participarem por esses Granfondos espalhados pelo país fora, para competirem entre si, e que aqui, à borla, em bom ambiente, em celebração, não quisessem mais participar.    

     É este talvez o espelho da sociedade: cada vez mais competitivos e menos sociáveis. Uma tristeza invadia-me com este pensar.
     
     Voltava às pedaladas pois um grupo com andamento animado trouxe novo fôlego ao meu estar. Segui na frente animadamente até parar em Mil Fontes para abastecer.
      Deu-me alento. Decidi continuar fosse como fosse. Uma espécie de força de revolta, de grito baixava em mim e foi esse o tónico que me fez motivar.
      
    O resto da viagem é o que se sabe. Com mais ou menos sofrimento, com mais ou menos vigor, segue-se sempre com olhos postos no fim da estrada. E o fim da estrada é em Sagres.
    Curiosamente lá fui aqui e acolá apanhando ou sendo apanhado por terceiros. Curiosamente com menos, vemos mais. Mais esforçados, mais impreparados, mais disponiveis a falar, mais humanos. Vi também mais estrangeiros, vi também mais iniciantes, vi até alguém que nunc atinha visto: o Malvar!
   Duas palavras trocadas, um abraço gestual simbólico e um muito obrigado. 
    Lá seguia ele no seu ritmo, curiosamente em registo solitário. Talvez o último da sua geração de amigos e companheiros? Não sei. Sei sim que ali seguia firme como da primeira vez, faz mais que uma decada! Um exemplo que perdura.
   
    Afinal, com tão menos (tão menos) gente e no final até pareceu tão mais.
    Espero que este dia não morra nunca. Espero que retome a que regressem ou cative novos ciclistas aventureiros que se queiram desafiar.
    Espero pelo próximo ano para lá voltar.