domingo, 21 de junho de 2026

Pré-treino Porto de Mós

 21jun2026
 Ciclismo

  Regresso às terras do costume e já para preparar uma prova que apareceu no calendário e tem o seu interesse:
  - a começar pelo preço justo
  - iniciativa privada de grupo associativo (há que incentivar este tipo de iniciativas e esforços alheios)
  - boa distância e altimetria
  - relativamente (relativo) perto

  Com o calor a apertar, depois de uma semana dificil em virtude de um exame com esvaziamento grande, jejum e adormecimento e ainda uma véspera cansativa em festividades familiares, confesso que estava curioso para saber como o corpo ia reagir a esta tirada que obrigava a duas subidas à serra e ver ainda se a Estrela trazia algum predicado positivo ou adverso.
  Cá montei uma volta o mais semelhante possivel ao que a prova vai trazer.
  De facto, no que às pernas diz respeito, pareceu-me que tudo esteve lá. Sem carregar muito nas subidas ao alto e com um esticãozinho aqui e ali pouco significativo, não foram as pernas que se queixaram. Foi mais o cardio, mas nada de grave. 
   Algumas boas sensações e vontade de pedalar. Foi bom ter um grupo junto novamente. Deu para colocar a conversa em dia.

   




   Falta muito para ser domingo outra vez?

sábado, 13 de junho de 2026

Estágio Serra da Estrela 2026 - Dia 3

 13/06/2026
 Ciclismo

  Último dia de pedal e simplesmente para recuperar dos anteriores.
  Uma volta desenhada à pressa e em cima da hora de saida, sem atirar para as principais subidas, pelo que restava somente por isso seguir numa única direcção.
  Boa estrada, boa metereologia (a anunciada hipotese de trovoada e céu nublado e chuviscos não aconteceu. Passou ligeiramente ao lado)
  Inicialmente as pernas pareciam não estar, mas aos poucos num ritmo bem moderado e sem correrias, a coisa começou a fluir e no final até soube a pouco.
  A garrafa de vinho tinto de véspera ajudou a anestesiar.
  Pouco menos de 2 horas, pouco menos de 50 km e pouco mais de 500 m de altimetria serviram para deixar a sensação que está tudo bem.





  O resto do dia passado tranquilamente em sintonia com o pulsar da própria vila, soube muito bem e fpo tónico para a restante recuperação, de tal forma que há vontade de pegar na montada e seguir pedalando.
  Isso só por si diz tudo.
  Boa comida, boa bebida, ar puro, bom tempo.
  Talvez o ano em que a conjugação de factores mais favoreceu este estágio. Perfeito? Não. Ficaram a faltar umas acomodações ligeiramente mais agradáveis, especialmente ao que a inquilinos diz respeito (porque de facto as pessoas já não sabem ter respeito e neste apartado, foram os turistas estrangeiros quem melhor lição deu, com os portugueses a serem uma....praga!

   Parto com saudades de regressar.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Estágio Serra da Estrela 2026 - Dia 2

 12/06/2026
  Ciclismo

  Dia 2 e no programa mais do mesmo. 
  A rota desenhada, depois de umas quantas opçóes estudadas, recaiu na mesma do dia anterior mas em sentido contrário.
   O dia apresentou-se mais quente e deu para perceber logo na hora da saida pois nem uma fresquinha de arrepiar aquele pêlo mais superficial do braço se fez sentir.
   A subida do Vale Glaciar, uma das minhas preferidas, hoje custou um pouco mais que o habitual. E depois de comparados os dados com outras datas, confirma-se.
  Já pelo seu lado, a descida foi uma das melhores, o que só entendo à luz das boas condições climatéricas pois nem sequer fui a fundo (nem perto disso).
  À parte desse registo, a beleza desta subida impressiona sempre. Este vale e este maciço central deixam-me sempre perplexo e diminuto ante tamanha grandeza da serra mãe do nosso país.
  Esta serra que não deixa nada por mãos alheias, que castiga, fustiga, trucida os incautos e os afoitos, bem preparados ou nem tanto, mas todos se vergam nas suas vertentes. Ela torce-nos, mastiga-nos e diverte-se com isso, imponente, forte e autoritária, mostrando que quem manda é ela.
  No entanto, quando ao topo chegamos, abre os seus braços e recebe-nos calorosamente como que felicitando todos os que passaram pelos seus caprichos, premiando calorosamente num abraço sentido.
  Mas que não nos iludamos pois a qualquer momento é capaz de mostrar o seu feitio. 
  Hoje não foi o caso e mantivemo-nos de pazes feitas descida abaixo.
  Num instante chegava a Seia e daí em diante para Gouveia com o vento a fazer-se sentir de frente, castigando um pouco mais do que se desejava.
  Ia-me acautelando na hidratação e alimentação, mas agora depois de terminada a contenda, garantidamente que deveria ter bebido mais.
  A subida de Gouveia fez moça. Pedia encarecidamente que dispenso a ajuda do vento pelas costas se ele tiver que soprar pela frente também, mas este pacto não se deu e entre o sopro do vento na cara e o calor de se fazer sentir quando ele parava, ia curvando e cotnra curvando subida acima, num deserto de trafego de se ver.
  Estava entregue à estrada e a toda a serra em meu redor.
  Fui abastecendo água onde podia e podia ter abastecido mais numa destas fontes a meio da subida. Erro craço. 
  Menosprezando a distância, acabei a racionar o que lógicamente nunca é bom sinal (e fez-se sentir no esforço maior que o habitual).
  Finalmente chegado ao topo, páro onde o Mondego nasce. Refrescante e pura como mais pura náo pode ser esta água.



   Agora era rolar um pouco para pouco depois descer até Manteigas, desta vez sem o atalho. Estava decidido a realizar a descida original integral.

   No final ficam 104 km para 2.615 de desnivel acumulado numas belas 5h24 em cima da bicicleta.
   Castigador.
  Ficam as habituais dúvidas: a recuperação do dia anterior (nem carreguei no ritmo que justificasse cansaço mas pode ter deixado mazelas), a alimentação do dia anterior (pizza ao jantar, muita pizza), a noite intranquila de sono, o ter subido à Torre antes de tudo o resto (não é muito habitual ppis costuma ser a última demanda das voltas), o vento, o calor, eu sei lá. No fundo, em cima da bicicleta pensa-se muita coisa e faz-se por não pensar em nada para não nos deixarmos levar pelos fantasmas que podem prejudicar desempenhos. 
   Depois fora da bicicleta, pensam-se e analisam-se todas estas coisas e muitas outras mas como é dificil tirar conclusões, eu por mim, sigo adiante.

  EDIT:
  O que foi ao lume:
  
   2 sandochas de paiola
   1 merenda (daquelas que se compram no café, de queijo e fiambre) pois era o que havia de menos mal e sem dar um rim lá em cima no alto da Torre.
   1 banana 
   1 punhado de nozes
   1 fatia de bolo caseiro
   2,5 L de água
   0,75 L de isotónico

    Devia ter bebdio mais água, garantidamente.



  

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Estágio Serra da Estrela 2026 - Dia 1

 11/06/2026
 Ciclismo

  Vai o junho bem entrado e com os seus feriados para ajudar.
  O vento voltou pitra vez em força e chateia que se farta quem como eu quer pedalar e desfrutar.
  Entre mais um treino e menos um treino, chegou a hora de rumar a terras da Estrela para o habitual estágio em altitude.
  Que se lixe tudo o resto que o que eu gosto mesmo é de pedalar e neste local, mais sova menos sova, é sempre com um gostinho especial.
  Esta serra, este ambiente, este ar puro, esta tranquilidade sáo inspiradoras. As subidas longas e duras, um desafio que se quer.
  
   O dia zero, o da chegada, só aumenta mais e mais o bichinho que vem burbulhando dentro já há dias. Instalar, preparar tudo para o dia seguinte, dar uma volta pela localidade, fazer umas compras de mantimentos e jantar. Tudo dentro da maior tranquilidade e paz. A serra por esta altura é tão calma e tranquila que contagia com o seu pulsar em regime de repouso.

   O dia 1 chega anunciado pelo despertador. Mais bem dormido ou nem por isso (há sempre uma ansiedade em segundo plano, há sempre o estranhar o leito do sono), o ritual é sempre o mesmo: higiene, pequeno almoço, ultimar preparos da bicicleta, equipamento e mantimentos.
   As dúvidas (sempre as dúvidas e não há quem as não tenha: a roupa, qual levar, a alimentação e a nutrição chegam? a biclcieta está ok e nãio vai falhjar? e as pernas?) dão lugar às primeiras pedaladas. 
   As primeiras pedaladas dão lugar a uma excitação rejubilar. 
  A primeira subida, mesmo aquela que fica logo à saida de casa e ainda nem conta para as contas, antecipa logo a dureza do treino.
  Faz parte, faz tudo parte..
  Está uma manhã fresquinha mas percebe-se que vai aquecer. O corta-vento vai no bolso porque lá em cima nunca se sabe. 
  A serra é perita em pregar partidas.
  Se na semana anterior telefonei para os serviços locais para saber se a estrada do Vale Glaciar estava em funcionamento ao que me responderam afirmativamente, a outra estrada, a 232, que sabia cortada ao trânsito, traszia um desvio "transitável".
   Pois sim, mas náo propriamente para bicicleta de estrada. Ao principio, uma terra batida que depois se torna salpicada de pedras e lages, inclinando a cada curva para uns percentuais bastante ingremes. 
   Não havia nada a fazer senão continuar mas aquilo que pensava ser um pequeno troço, tornou-se um calvário um pouco maior. 
   Um pneu novo colocado chorava de amargura por este piso assim como eu e as minhas pernas.
   Superado este desafio, veio a descida já em estrada "normal" e com ela o vento. Um castigador que me cansou mais do que a subida. Um sofrimento até Gouveia que me trouxe mais um par de dúvidas assomadas à cabeça: se aqui estava assim, como estaria na Torre e como seria de lá descer.
    Quando cheguei a Seia, parecia que ainda mal tinha começado. Contudo, a saida desta localidade em direcção ao Sabugueiro dá logo aquela dentada para relembrar que doravante, a coisa piava fininho.
   Sempre a subir com os cantis atestados e vontade fincada.





  A beleza da paisagem, o som da fauna local,embalavam-me para uma pedalada tranquila e ritmada e a cabeça viajava, só despertando de quando em vez por um ou outro curso de água que jorravam serra abaixo.
   Curiosamente foi toda uma manhá num estado mental irreal. Não me senti em mim senão nos encontros com outros ciclistas que fui apanhado e no final quando as pernas quiserem entrar como artistas principais nesta história.
   Na Torre não houve a habitual foto porque o telemóvel estava sem carga (erro craço e não permitido de todo!).
    Descer para o lado de Manteigas foi tranquilo mas a ser bombardeado por insectos kamikase que se estampavam no meu capacete, óculos e cara.

    Contas finais:
    103 km
     2.600 altimetria
     4h53 (para náo dizer que foram 5h)

    O que foi ao lume:
    2 sandochas de paio
    1 banana
    1 punhado de nozes
    1 fatia de bolo seco caseiro
    2 bidons de água (1,5L)
    1 bidon de isotónico

   O calor apertava de quando em vez mas esteve sempre bem suportável.
   Uma boa manhá e uma boa tarde de recuperação com as perna de molho e o resto do corpo também

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Mais uma dupla patada

  23 Maio de 2026
  Ciclismo

   Não se fazem umas coisas, fazem-se outras.
   O vento parou finalmente e eu saio para a estrada cheio de gana para expulsar os males do corpo (leia-se cabeça). 
   E assim com a conjugação destes dois factores, tudo é prazeroso e naquilo que era para ser uma voltita, acabou numa volta praticamente normal.
   Uma noite de sono mais regular também ajudou bastante, garantidamente.
   


  24 Maio de 2026
  Ciclismo

  Outra vez.
  Primeiros sintomas a preocupar ligeiramente: um joelho semi semi, algum cansaço no inicio, do dia anterior e mais qualquer coisa que já não me lembro (quando estou no selim, tenho epifanias de frases, titulos, textos e depois tudo desaparece...lamentavelmente).
    A volta queria-se arrojada mas no final logo se veria. E acabou por ser. O cansaço passou e as boas sensações vieram. Rolava a bom ritmo, a solo, sem quebrar, sem parar. 
   E no final, subir à serra com o calor a apertar e a hora a adiantar, mas ainda com energia tal que quando a desci, sentia vontade de subir outra vez. 
   Infelizmente o tempo escasseava.

    Foi bom, foi muito bom e estava mesmo a precisar.

sábado, 16 de maio de 2026

Competição vs Social

  16 maio 2026
   todas as modalidades

   Amanhã é dia de pedal mas para variar venho postar antes, não sobre ciclismo ou btt em particular, muito menos sobre o treino de amanhã porque esse ainda nem ocorreu, mas sobre algo transversal a todas as modalidades (e até fora do desporto/exercício físico - por favor parem de chamar desporto ao exercício físico e actividade físisca ao exercício físico).
  

    Não sou um gajo competitivo. Nunca fui. Desde que me lembre, sempre gostei de praticar pelo acto de praticar e de estar a realizar algo com tantos outros que partilham o gosto por essa prática, tal como eu.
    Não quer isto dizer que não tenha competido em algumas modalidades ao longo destes aninhos. Competi sim.
    Não quer isto dizer que não se goste ou não se queira ganhar. Claro que gosto de ganhar, claro que quero ganhar. Quando se entra numa competição, esse é o objectivo. Podem obviamente haver outros, pode este nem ser o primeiro, mas é um objectivo garantidamente ou caso contrário, não se competiria.
   Agora o que me trás aqui não é isso.
   O que me trás aqui é o que mais me motiva: competição ou participação social?
   Pois ora aí não há margem para dúvidas nem erros nem confusões.
   Pois prefiro muito mais a participação do que a competição. Muito mais estar com pessoas que se conhecem e que escolhem e se filtram em sintonia de partilha.
    Tudo nesse registo tem outro sabor, outra harmonia. Claro está que não há taças nem troféus. Ou há?
    Claro que há. Há o sublinhar das amizades, das salutares partilhas, dos animados convívios.
    
    Cada um rege-se por aquilo que mais motiva e mais apráz. 
    No final de uma competição pode até ficar uma medalha ao peito, um troféu na estante, uma noticia no jornal, um orgulho e certo vaidosismo na personalidade, mas o que enche isso comparado com o que a participação social enche o coração?
  

domingo, 10 de maio de 2026

3TP - 3S - 3TC

10 Maio 2026
 (vários)

    E desde a prova de BTT passaram duas semanitas. O tempo voa sem darmos conta...E hoje também se vôou (outra vez e nos dois sentidos, não literalmente) mas já lá vamos.
    A semana passada, uma volta com companhia improvável. Um parceiro semi-habitual e um palop quase recém-chegado.
   Foi bater perninha pela serra e tal e ir para casa cedo que era dia da Mãe e havia que sentar à mesa a horas para não ficar de castigo :-)

   Hoje a coisa piou fininho. 
   Então antes de explicar o titulo estapafurdio, explicar o vôo de dois sentidos figurados:
   Novamente uma semana metereológicamente porreira para se chegar ao fim de semana com chuva e vento. Novamente. Isto é demasiada coincidência metereo_ilógica!
   Pelo menos hoje não foi tão grave quanto a do mês passado mas ainda deu umas sacudidelas que par aum magrezas como eu, é para abrir asas e voar.
   Por outro lado, quando está pelas costas e metendo as pernas a bombar, até se fazem uns PR´s, apesar que na altura não tive essa impressão.
   Sigamos agora para o título. 
   Sim, hoje foi um dia que terminou duro, não só pelo vento (que até nem desbravou de frente assim tanto senão nos últimos 10k), mas pelo acumulado do fim de semana.
3TP - 3S - 3TC
   O primeiro, 3TP: sábado, três horas de Treino Padel;
   O segundo, 3S: três horas de sono dormidas;
   O terceiro, 3TP: domingo, três horas de Treino Ciclismo;

  Aquando da paragem para café, já no último terço do treino, deixei as pernas por lá. Acabaram-se as forças e as dores eram grandes quando tentava forçar andamento. Foi arrastar com calma até casa a "saborear" o amargo vento na cara.

   


   E uns pares de horas depois, já está um gajo cheio de vontade para sair outra vez! Falta muito para domingo? Doente do caraças...