Ainda a sentir-me um trapo, lá me forcei a subir a uma fixa no ginásio.
A vontade confesso que não era muita, nenhuma quase, mas retratei-me nas palavras dos ciclistas que tantas vezes oiço, sobre os sacrificios dos treinos, à chuva, ao sol, ao frio, ao calor, doentes!
Malhei e malhei a pensar que nessa dura profissão não há outra forma de estar, de ser.
Não sabem as pessoas o que sofrem esses profissionais. Não sabem mesmo.Nem eu sei. Só imagino. Só tenho pequenas amostras de quando em vez.
O ciclismo profissional é de facto um desporto de exigência atroz. Há outros sim, é óbvio. Mas apenas alguns poucos se lhe equiparam.
Afinal até me começou a saber bem, mas se muitas vezes se diz que a cabeça é que manda, ontem o corpo não queria mesmo responder.
Agora é continuar a insistir e as palavras de ordem passam por ter juizo. Preciso ter juizo. Faltam poucos dias. Já nada há a ganhar. Já pouca forma, resistência, potência irei ganhar. Não posso cansar o corpo. Tentar estar activo sem fatiga.
Não é fácil pois a cabeça está sempre a quebrar essa lógica e a única lógica que me vem à cabeça é que vai ser dificil, vai ser duro, vai doer, vai ser penoso, vai ser feito devagar, mas vai ser feito!
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