Porque não só de desporto se vive cá por casa, abro um parêntesis para um pequeno espaço político, e até facilmente posso conjugar ambos temas.
Senão vejamos:
Um qualquer clube ou até mesmo a selecção nacional joga no estrangeiro e regressa a Portugal. O resultado foi miserável e o "zé" (zé povinho) vai para o aeroporto da Portela mandar vir. Chama nomes, cospe, agarra, dá com bandeiras nas cabeças e só não bate mesmo porque o zé é como o cão: ladra muito mas não morde.
Um qualquer jogo interno termina e o clube forasteiro mete-se no seu autocarro e parte de regresso à sua terrinha. Lá vai o zé apedrejar o autocarro, furar pneus, riscar a pintura.
Ora e o que é que isto tudo tem a ver com política? Pois muito bem, passo a explicar já que o leitor continuou a ler até aqui (mas aviso-o já que assunto desporto terminou):
É só transportar a realidade supra para esse grande universo que é a twilight zone governamental do país.
Porque é que o zé não vai esperar o deputado que foi aos Palops, ou ao Parlamento Europeu, ou a qualquer outro destino de férias, ah.. de passeio, ah... de trabalho queria eu dizer, e lhe chama uns nomes valentes? e lhe dá com a bandeira nacional na cabeça? e lhe cospe para cima?
Ou porque é que o zé não vai para a autoestrada apedrejar o bmw ou o mercedes ou qualquer outro veiculo de 60.000 euros ocupado por um corja corrupto politico qualquer?
Ah, já sei, porque essa viatura é do zé e foi paga pelo zé.
Olha zé, eu nem ´sou pró violência nem quero vir para aqui insentivar esses instintos. Por mim podes continuar só a "ladrar" à tua maneira.
Mas olha zé, já que o fazes tão bem em relação ao futebol (continua a ir para a Portela assobiar a tua equipa enquanto o teu político assobia de contente na vida e te f***** sem que tu sequer saibas o seu nome com execpção feita ao ministro Socras que toda a gente conhece), porque é que não o fazes também para com tudo o resto que é o que te põe e tira comida no prato???
Cá em casa já se implementaram medidas de austeridade:
- papel higiénico de folha simples. Arranha mais mas é bem mais baratinho que o de folha dupla .
E já agora se o Governo implementasse esta medida lá pelos seus organismos, a julgar pela merda que fazem devem gastar um dinheirão nesta matéria, era fazer as contas e ver o que poupavam.
Mas diz o leitor: folha simples tem mais risco de rasgar e sujar as mãos de merda.
Ora senhor leitor, assim como assim, as mãos cheias de merda já eles têm. Com a diferença que a limpam a folha dupla, colorida, com desenhos e perfumada, paga por nós!
E o senhor leitor dono de uma loja de bicicletas não se ria. Porquê? Está a ver aquela bicicleta ali na sua loja que eu ia comprar? Pois vai continuar a vê-la por mais tempo.
Desculpem lá qualquer coisinha mas tinha que desabafar.
relatos caseiros e feitos à mão sobre maratonas, raids, passeios, provas e outras voltas em BTT, Ciclismo e tudo mais.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Silencio dos i...gnorantes?
13\04\2010
Sai um assunto que nada tem a ver com bicicletas ou desporto de maneira geral. Afinal até tem porque as bicicletas não utilizam gasolina\gasoleo.
E de repente ninguém fala mais sobre o preço dos combustiveis. E já não há manifestações de pessoas nem reclamações de empresas nem buzinões nas gasolineiras e a vida segue normal!
Ah merda de Comunicação Social que temos mais as entidades que defendem os consumidores.
Desde que o Benfas continue a ganhar, ninguém quer saber de mais nada. Até já o Sol brilhava e a temperatura subia....Os governos fazem o que querem, a mulher não leva porrada, o cão vai passear à rua, a crise é amenizada.
Perdoem-me. É só um desabafo que às vezes também faz falta.
A seguir à tempestade vem a bonança.
Deixo em baixo o videoclip de Norberto Lobo que actuou Sábado passado em Setúbal naquilo que foi um bonito concerto. O amigo bully juntamente com o Março Alonso aqueceram o público... Malta que faz coisas boas em Portugal.
Mudar de bina:
Obrigado Paty.
Sai um assunto que nada tem a ver com bicicletas ou desporto de maneira geral. Afinal até tem porque as bicicletas não utilizam gasolina\gasoleo.
E de repente ninguém fala mais sobre o preço dos combustiveis. E já não há manifestações de pessoas nem reclamações de empresas nem buzinões nas gasolineiras e a vida segue normal!
Ah merda de Comunicação Social que temos mais as entidades que defendem os consumidores.
Desde que o Benfas continue a ganhar, ninguém quer saber de mais nada. Até já o Sol brilhava e a temperatura subia....Os governos fazem o que querem, a mulher não leva porrada, o cão vai passear à rua, a crise é amenizada.
Perdoem-me. É só um desabafo que às vezes também faz falta.
A seguir à tempestade vem a bonança.
Deixo em baixo o videoclip de Norberto Lobo que actuou Sábado passado em Setúbal naquilo que foi um bonito concerto. O amigo bully juntamente com o Março Alonso aqueceram o público... Malta que faz coisas boas em Portugal.
Mudar de bina:
Obrigado Paty.
terça-feira, 23 de março de 2010
Limpezas
23\03\2010
Corrijam-me se estiver errado.
Foi no dia 20 de Março que decorreu o dia de "limpar o país num só dia"? Uma iniciativa de http://limparportugal.ning.com/ ou localmente em http://limparsetubal.blogspot.com/.
E eu que sabia disto e não me recordei... Imperdoável.
Não vou falar do quanto me revolta ver este país transformado num pedaço de baldio escrementoso repleto de falta de civismo e o qual se reflete bem no estado sujo geral das ruas das cidades aos campos, montes e serras. Vergonhoso.
Já fiz referência a isto num post anterior em que falava tão somente do lixo das bermas das estradas.
Entretanto de tanto que tenho lido, houve uma sugestão que me pareceu francamente interessante: as pequenas lixeiras e montes de desperdicios variados que se encontram pela serra, deverão ser devidamente fotografados com indicação de localização por coordenadas gps (ou descrição pormenorizada da sua localização) e enviadas para um dos sites acima ou até mesmo para entidades estatais como Camaras Municipais, Juntas de Freguesia ou Bombeiros.
Quem não polui já está a dar um enorme e o mais importante contributo mas pode sempre colaborar um pouco mais sem grande esforço.
Quero acreditar que um dia num futuro próximo a sociedade condene logo in loco e no acto o individuo que deite uma simples beata de cigarro para o chão.
Este assunto foi uma limpeza!
Corrijam-me se estiver errado.
Foi no dia 20 de Março que decorreu o dia de "limpar o país num só dia"? Uma iniciativa de http://limparportugal.ning.com/ ou localmente em http://limparsetubal.blogspot.com/.
E eu que sabia disto e não me recordei... Imperdoável.
Não vou falar do quanto me revolta ver este país transformado num pedaço de baldio escrementoso repleto de falta de civismo e o qual se reflete bem no estado sujo geral das ruas das cidades aos campos, montes e serras. Vergonhoso.
Já fiz referência a isto num post anterior em que falava tão somente do lixo das bermas das estradas.
Entretanto de tanto que tenho lido, houve uma sugestão que me pareceu francamente interessante: as pequenas lixeiras e montes de desperdicios variados que se encontram pela serra, deverão ser devidamente fotografados com indicação de localização por coordenadas gps (ou descrição pormenorizada da sua localização) e enviadas para um dos sites acima ou até mesmo para entidades estatais como Camaras Municipais, Juntas de Freguesia ou Bombeiros.
Quem não polui já está a dar um enorme e o mais importante contributo mas pode sempre colaborar um pouco mais sem grande esforço.
Quero acreditar que um dia num futuro próximo a sociedade condene logo in loco e no acto o individuo que deite uma simples beata de cigarro para o chão.
Este assunto foi uma limpeza!
segunda-feira, 8 de março de 2010
Chove por fora e por dentro.
08\03\2010
Mais um fim-de-semana sem tocar na "chicha" ou se preferirem, na bicicleta. Desta feita faço mea culpa. Choveu demasiado para dentro no sábado à noite..
Apesar de ainda haver muitos casos e paises onde este dia tem pouco significado ou mesmo nenhum, a mulher é cada vez mais Mulher e por esse facto fica aqui a minha homenagem.
Viva a emancipação da Mulher e dos direitos de todo o ser humano.
sábado, 5 de setembro de 2009
À espera...
Enquanto não chegam as fotografias das férias, e enquanto recupero de um pequeno (espero) problema de saúde, vejo-me com uma dúvida que respeita a um assunto muito actual:
A naturalização de mais um brasileiro para a Selecção Nacional de Futebol.
É um facto que não me agrada, confesso, e que já vem desde os tempos do Deco. Mas porque tem de não me agradar?
1 - Porque retira lugar a outros atletas nacionais que assim perdem a hipotese de se mostrarem.
2 - Porque desvirtua aquilo que é ser-se uma Selecção Nacional, seja desde país ou de qualquer outro.
Mas o que é isto da nacionalidade quando caminhamos cada vez mais para a unificação de estados entre si? A globalização é uma realidade cada vez mais próxima e acredito que no futuro, a identidade do ser deixará de andar de braço dado com a sua nacionalidade. Deixará de ser importante o local onde se nasce. O cidadão será cada vez mais do mundo e não de um país.
Nesse sentido, e face ao panorama mundial actual onde já tantas federações chamaram a si jogadores estrangeiros, continuará a fazer sentido a existência de Selecções Nacionais? Sim faz porque está em causa muito dinheiro (e não só). O que não faz sentido é continuar a utilizar essa designação. Portanto algo como "Clubes Nacionais" seria mais apropriado (assim o disse um jornalista do jornal Record). O grave disto é que virá a acontecer o mesmo que já ocorre nos diversos campeonatos de cada país: clubes sem um único jogador do território, e compras e vendas sem fim (nacionalizações à pressão, neste caso). Aí deixarão mesmo de fazer sentido todas as competições entre selecções com as mais financeiramente capazes a tomar conta do panorama geral da competição.
A não ser que todas as nações tomem medidas idênticas no que respeita à nacionalização de um estrangeiro, como por exemplo:
- só poderá ser nacionalizado o estrangeiro que habite há 10 ou mais anos em território nacional, que seja casado à 15 anos desses 10 com uma nativa local, que depois vote sempre no partido que estiver no governo quando esta regra fôr implantada, que só use lâmpadas ecologicas e recicle todos os seus despojos, e que não coce os tomates e escarre para o chão, mas que em contra partida coma caracóis, amendoins e beba muitas minis da marca que apoia (claro está) a Selecção!
Parece um pouco surreal eu sei. Pronto, poderá coçar os tomates.
Ganhar a todo o custo? Para mim não, mas infelizmente eu não mando nada.
E porque não consigo mentalizar-me e aceitar estas nacionalizações? afinal o Pepe até parece mesmo natural da Guarda, e o Deco de Faro e o Liedson da Arrentela... E o Nelson Évora até podia de ser mesmo de Évora e o Obikwelu não é mesmo nazareno de cara chapada?
Afinal há tantas naturalizações... são já milhares os cidadãos oriundos de diversas partes do mundo que tomaram a nacionalidade portuguesa como sua e adotaram este país para viver trabalhando e pagando impostos como todos os demais. E como português deveria sentir orgulho de alguém de outro país qualquer querer ter esta nacionalidade.
E porque motivo alguém quereria ter a nacionalidade portuguesa? tirando meia-dúzia de ilustres (e não me refiro aos que se limitam a dar pontapés na bola) já parámos para pensar o que pensa (redondância prepositada) o Mundo acerca de nós portugueses? perguntemos aos espanhoís, aos franceses, aos ingleses, aos angolanos, aos moçambicanos, aos brasileiros...
Quem quererá ter a nacionalidade de um país de bárbaros que se está marimbando para o próprio país, que é porco e sujo, que é corrupto, que é desorganizado, que é malabarista sempre cheio de esquemas para enganar o estado e o fisco, que é um animal selvagem na condução rodoviária, etc, etc (nunca mais saía daqui).
Decerto que só mesmo por beneficios fiscais e socias.
É certo que há paises bem piores no Mundo para viver, mas com tantos outros bem melhores só mesmo sendo maluco ou sem outra hipotese...
Atenção: este meu país é dos melhores do Universo e quem sabe até da Europa - lugares magnânimos; gastronomia fabulosa; clima ameno são apenas alguns dos adjectivos em sua defesa - os seus cidadãos é que o estragam cada vez mais.
E nisto em que fico? Se tanto sofri pelo Francis, se tanto sofri e sofro pelo Nélson, o que fazer agora pela Selecção Lusobrasileira? Não me consigo decidir e só falta uma hora para começar o jogo. Provavelmente torcerei pela "Selecção Nacional" mas sem aquele sofrimento que é típico de quando se ama, que é típico de paixão!
Mas o futebol sem paixão não tem o mesmo sabor...
A naturalização de mais um brasileiro para a Selecção Nacional de Futebol.
É um facto que não me agrada, confesso, e que já vem desde os tempos do Deco. Mas porque tem de não me agradar?
1 - Porque retira lugar a outros atletas nacionais que assim perdem a hipotese de se mostrarem.
2 - Porque desvirtua aquilo que é ser-se uma Selecção Nacional, seja desde país ou de qualquer outro.
Mas o que é isto da nacionalidade quando caminhamos cada vez mais para a unificação de estados entre si? A globalização é uma realidade cada vez mais próxima e acredito que no futuro, a identidade do ser deixará de andar de braço dado com a sua nacionalidade. Deixará de ser importante o local onde se nasce. O cidadão será cada vez mais do mundo e não de um país.
Nesse sentido, e face ao panorama mundial actual onde já tantas federações chamaram a si jogadores estrangeiros, continuará a fazer sentido a existência de Selecções Nacionais? Sim faz porque está em causa muito dinheiro (e não só). O que não faz sentido é continuar a utilizar essa designação. Portanto algo como "Clubes Nacionais" seria mais apropriado (assim o disse um jornalista do jornal Record). O grave disto é que virá a acontecer o mesmo que já ocorre nos diversos campeonatos de cada país: clubes sem um único jogador do território, e compras e vendas sem fim (nacionalizações à pressão, neste caso). Aí deixarão mesmo de fazer sentido todas as competições entre selecções com as mais financeiramente capazes a tomar conta do panorama geral da competição.
A não ser que todas as nações tomem medidas idênticas no que respeita à nacionalização de um estrangeiro, como por exemplo:
- só poderá ser nacionalizado o estrangeiro que habite há 10 ou mais anos em território nacional, que seja casado à 15 anos desses 10 com uma nativa local, que depois vote sempre no partido que estiver no governo quando esta regra fôr implantada, que só use lâmpadas ecologicas e recicle todos os seus despojos, e que não coce os tomates e escarre para o chão, mas que em contra partida coma caracóis, amendoins e beba muitas minis da marca que apoia (claro está) a Selecção!
Parece um pouco surreal eu sei. Pronto, poderá coçar os tomates.
Ganhar a todo o custo? Para mim não, mas infelizmente eu não mando nada.
E porque não consigo mentalizar-me e aceitar estas nacionalizações? afinal o Pepe até parece mesmo natural da Guarda, e o Deco de Faro e o Liedson da Arrentela... E o Nelson Évora até podia de ser mesmo de Évora e o Obikwelu não é mesmo nazareno de cara chapada?
Afinal há tantas naturalizações... são já milhares os cidadãos oriundos de diversas partes do mundo que tomaram a nacionalidade portuguesa como sua e adotaram este país para viver trabalhando e pagando impostos como todos os demais. E como português deveria sentir orgulho de alguém de outro país qualquer querer ter esta nacionalidade.
E porque motivo alguém quereria ter a nacionalidade portuguesa? tirando meia-dúzia de ilustres (e não me refiro aos que se limitam a dar pontapés na bola) já parámos para pensar o que pensa (redondância prepositada) o Mundo acerca de nós portugueses? perguntemos aos espanhoís, aos franceses, aos ingleses, aos angolanos, aos moçambicanos, aos brasileiros...
Quem quererá ter a nacionalidade de um país de bárbaros que se está marimbando para o próprio país, que é porco e sujo, que é corrupto, que é desorganizado, que é malabarista sempre cheio de esquemas para enganar o estado e o fisco, que é um animal selvagem na condução rodoviária, etc, etc (nunca mais saía daqui).
Decerto que só mesmo por beneficios fiscais e socias.
É certo que há paises bem piores no Mundo para viver, mas com tantos outros bem melhores só mesmo sendo maluco ou sem outra hipotese...
Atenção: este meu país é dos melhores do Universo e quem sabe até da Europa - lugares magnânimos; gastronomia fabulosa; clima ameno são apenas alguns dos adjectivos em sua defesa - os seus cidadãos é que o estragam cada vez mais.
E nisto em que fico? Se tanto sofri pelo Francis, se tanto sofri e sofro pelo Nélson, o que fazer agora pela Selecção Lusobrasileira? Não me consigo decidir e só falta uma hora para começar o jogo. Provavelmente torcerei pela "Selecção Nacional" mas sem aquele sofrimento que é típico de quando se ama, que é típico de paixão!
Mas o futebol sem paixão não tem o mesmo sabor...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Funeral da Arrábida.
15 de Abril de 2009
Imagino que como eu, também vocês ficaram surpreendidos com o título desta mensagem.
Pois bem. Ele não é nada mais do que uma referência a uma iniciativa que Associação de Cidadãos Pela Arrábida e Estuário do Sado com a colaboração da CMS levou a cabo no passado dia 11 deste mês, na Praça de Bocage.
Só pecou pela pouca divulgação e consequente pouca aderência da população. Não estávamos a falar de futebol, não é?
Aqui deixo uma cópia da noticia publicada em http://www.mun-setubal.pt/
"A iniciativa, no âmbito das comemorações do aniversário de Sebastião da Gama e do Dia Municipal da Arrábida, pretendeu alertar a população para a necessidade de lutar pela preservação de um património natural único.
“A Arrábida está num caos ambiental, sujeita a um aumento da cota em profundidade para extracção da pedra necessária à produção de cimento, o que muito grave”, assinala Fernanda Rodrigues, da Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado, entidade promotora desta acção, com apoio da Câmara Municipal.
A co-incineração na cimenteira da Secil, em pleno Parque Natural da Arrábida, está no centro das preocupações, um processo “longe de se encontrar resolvido pelos tribunais”, sublinha Fernanda Rodrigues.
Actualmente, refere, “não há qualquer controlo em relação aos resíduos que estão a ser co-incinerados e às substâncias que são produzidas”.
O Dia de Sebastião da Gama e da Arrábida, coincidente com a data de nascimento do poeta setubalense, comemorou-se a 10 de Abril, mas, por coincidir com um feriado religioso, a acção de sensibilização, com um caixão, foi realizada apenas no dia 11.
“Estou convencida de que se Sebastião da Gama fosse vivo ele seria, hoje, um dos mais entusiastas defensores da Arrábida, como foi em vida”, refere Fernanda Rodrigues."
Imagino que como eu, também vocês ficaram surpreendidos com o título desta mensagem.
Pois bem. Ele não é nada mais do que uma referência a uma iniciativa que Associação de Cidadãos Pela Arrábida e Estuário do Sado com a colaboração da CMS levou a cabo no passado dia 11 deste mês, na Praça de Bocage.
Só pecou pela pouca divulgação e consequente pouca aderência da população. Não estávamos a falar de futebol, não é?
Aqui deixo uma cópia da noticia publicada em http://www.mun-setubal.pt/
"A iniciativa, no âmbito das comemorações do aniversário de Sebastião da Gama e do Dia Municipal da Arrábida, pretendeu alertar a população para a necessidade de lutar pela preservação de um património natural único.
“A Arrábida está num caos ambiental, sujeita a um aumento da cota em profundidade para extracção da pedra necessária à produção de cimento, o que muito grave”, assinala Fernanda Rodrigues, da Associação de Cidadãos pela Arrábida e Estuário do Sado, entidade promotora desta acção, com apoio da Câmara Municipal.
A co-incineração na cimenteira da Secil, em pleno Parque Natural da Arrábida, está no centro das preocupações, um processo “longe de se encontrar resolvido pelos tribunais”, sublinha Fernanda Rodrigues.
Actualmente, refere, “não há qualquer controlo em relação aos resíduos que estão a ser co-incinerados e às substâncias que são produzidas”.
O Dia de Sebastião da Gama e da Arrábida, coincidente com a data de nascimento do poeta setubalense, comemorou-se a 10 de Abril, mas, por coincidir com um feriado religioso, a acção de sensibilização, com um caixão, foi realizada apenas no dia 11.
“Estou convencida de que se Sebastião da Gama fosse vivo ele seria, hoje, um dos mais entusiastas defensores da Arrábida, como foi em vida”, refere Fernanda Rodrigues."
domingo, 29 de março de 2009
Agricultor, pescador e outros mentirosos
O título retrata um dos famosos azulejos azuis e brancos que se podem encontrar ainda nos dias de hoje (a Asae ainda não se lembrou de implicar com isto) nas tascas e cafés mais populuchos do nosso Portugal e que reza assim:
- "Aqui se reunem caçadores, pescadores e outros mentirosos".
E esta foi a mais bela maneira que arranjei para encabeçar o que sucedeu no fim-de-semana de 14\15 de Março, o fim-de-semana em que a bicicleta não saiu à rua (também dava um bom título esta frase...)
Agendado de antemão, o meu pai, alentejano de gema do Alentejo (assim como a minha mãe), solicitou a minha ajuda e a do meu irmão para que nesse fim-de-semana fossemos podar os olivais lá da terra (parte deles, claro).
E assim foi. As oliveiras que ele tanto estima e cuida necessitam de rigoroso e permanente cuidado e atenção pois só dessa forma oferecem o seu bem mais precioso, a azeitona. E ao que parece estas são mesmo boas (como não sou apreciador não me posso pronunciar. Bem, mas se forem tão boas como o azeite que delas se extrai e que é maravilhoso, então upa, upa). Moral da história, valem bem todo o trabalho.
Acordámos cedo e depois de um pequeno-almoço rápido lancámo-nos à obra devidamente munidos de todas as ferramentas (cujos nomes já não me recordo, mas que são quase todas da família das tesouras e serrotes de jardinagem)
As "meninas" oliveiras aguardavam pela nossa intervenção, por um belo "corte de cabelo".

Assim foi como as encontrámos...
Não era obra fácil. Havia que romper por entre as suas braçadas. Depois era subir ao tronco, acomodar no seu interior e daí partir para o corte, para a limpeza. E assim sucessivamente de oliveira em oliveira.
O resultado final enche qualquer menina de radiosidade:


Pareces outra, mais nova, mais linda. Fizeste uma permanente?
A moto-serra deu uma especial ajuda nas ramadas maiores. Depois foi juntar todas as ramadas cortadas e incendiá-las.
A tarefa repetiu-se à tarde num segundo olival e num só sábado despachámos o assunto, esta dádiva da mãe-terra que o Homem aprendeu a tratar . Foi gratificante. Muito gratificante mesmo.
Foram recorrentes as vezes que os meu pensamentos me levaram aos tempos remotos em que o meu avô provavelmente sozinho daria conta do recado, sempre a trabalhar no campo desde o nascer até ao pôr do Sol. Neste dia senti-me como o meu avô que já não está entre nós mas que certamente terá ficado agradado ao vêr o seu filho e os seus netos fazerem aquilo que ele fazia e cuidar daquilo que ele cuidava.


Era inevitável fazer um "antes e depois" bem ao jeito dos anuncios de produtos anti-queda de cabelo. Esta oliveira tem ainda o previlégio de dar "pneus" de tempos em tempos...
Trabalho feito, arrancámos, eu e o meu irmão, rumo a casa. Ainda iamos a tempo de uma pescaria no barco de um amigo.
Levantar às 06h da manhã depois de um sábado dedicado à agricultura, não foi fácil. Mas um dia bem passado no mar foi devidamente compensatório.
A pescaria em si não foi grande coisa: alguns sargos e pouco mais. As duas primeiras horas em que me vi a braços com um enjoo também não foram agradáveis, mas no geral, foi uma manhã muito bem passada.
E assim se passou um fim-de-semana sem desporto, sem futsal ou btt, mas com muita actividade física e muito enriquecimento pessoal. Adoro o Alentejo, adoro o meu rio Sado.
E aqui me apresentei agricultor, pescador mas sem nada de mentiroso!
- "Aqui se reunem caçadores, pescadores e outros mentirosos".
E esta foi a mais bela maneira que arranjei para encabeçar o que sucedeu no fim-de-semana de 14\15 de Março, o fim-de-semana em que a bicicleta não saiu à rua (também dava um bom título esta frase...)
Agendado de antemão, o meu pai, alentejano de gema do Alentejo (assim como a minha mãe), solicitou a minha ajuda e a do meu irmão para que nesse fim-de-semana fossemos podar os olivais lá da terra (parte deles, claro).
E assim foi. As oliveiras que ele tanto estima e cuida necessitam de rigoroso e permanente cuidado e atenção pois só dessa forma oferecem o seu bem mais precioso, a azeitona. E ao que parece estas são mesmo boas (como não sou apreciador não me posso pronunciar. Bem, mas se forem tão boas como o azeite que delas se extrai e que é maravilhoso, então upa, upa). Moral da história, valem bem todo o trabalho.
Acordámos cedo e depois de um pequeno-almoço rápido lancámo-nos à obra devidamente munidos de todas as ferramentas (cujos nomes já não me recordo, mas que são quase todas da família das tesouras e serrotes de jardinagem)
As "meninas" oliveiras aguardavam pela nossa intervenção, por um belo "corte de cabelo".
Assim foi como as encontrámos...
Não era obra fácil. Havia que romper por entre as suas braçadas. Depois era subir ao tronco, acomodar no seu interior e daí partir para o corte, para a limpeza. E assim sucessivamente de oliveira em oliveira.
O resultado final enche qualquer menina de radiosidade:
Pareces outra, mais nova, mais linda. Fizeste uma permanente?
A moto-serra deu uma especial ajuda nas ramadas maiores. Depois foi juntar todas as ramadas cortadas e incendiá-las.
A tarefa repetiu-se à tarde num segundo olival e num só sábado despachámos o assunto, esta dádiva da mãe-terra que o Homem aprendeu a tratar . Foi gratificante. Muito gratificante mesmo.
Foram recorrentes as vezes que os meu pensamentos me levaram aos tempos remotos em que o meu avô provavelmente sozinho daria conta do recado, sempre a trabalhar no campo desde o nascer até ao pôr do Sol. Neste dia senti-me como o meu avô que já não está entre nós mas que certamente terá ficado agradado ao vêr o seu filho e os seus netos fazerem aquilo que ele fazia e cuidar daquilo que ele cuidava.
Era inevitável fazer um "antes e depois" bem ao jeito dos anuncios de produtos anti-queda de cabelo. Esta oliveira tem ainda o previlégio de dar "pneus" de tempos em tempos...
Trabalho feito, arrancámos, eu e o meu irmão, rumo a casa. Ainda iamos a tempo de uma pescaria no barco de um amigo.
Levantar às 06h da manhã depois de um sábado dedicado à agricultura, não foi fácil. Mas um dia bem passado no mar foi devidamente compensatório.
A pescaria em si não foi grande coisa: alguns sargos e pouco mais. As duas primeiras horas em que me vi a braços com um enjoo também não foram agradáveis, mas no geral, foi uma manhã muito bem passada.
E assim se passou um fim-de-semana sem desporto, sem futsal ou btt, mas com muita actividade física e muito enriquecimento pessoal. Adoro o Alentejo, adoro o meu rio Sado.
E aqui me apresentei agricultor, pescador mas sem nada de mentiroso!
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