quando o social combina juntar tudo no mesmo fim-de-semana e te baralha as contas da tua vida (tua vida= vida na bicicleta= a vida).
Este foi um desses fins-de-semana.
Jantaradas, futeboladas, titaradas e hoje de manhã, a vontade ainda me fez pedalar pouco mais que uma hora mas tive que abandonar a team e regressar a casa.
As dores nas pernas e nas costas e a caldeira avariada não deixaram outra solução senão parar.
Mais vale assim que fazer asneiras.
relatos caseiros e feitos à mão sobre maratonas, raids, passeios, provas e outras voltas em BTT, Ciclismo e tudo mais.
domingo, 17 de abril de 2016
sábado, 9 de abril de 2016
Sobe e desce
Há sempre desculpas. É um facto.
É porque dormi pouco, é porque dormi mal, é porque está vento e frio, é porque tenho que chegar cedo a casa, é porque esqueci os óculos, é porque estou mal dos intestinos. É porque, é porque....
Deixa-te de desculpas.
Dormiste pouco? dormisses mais. Dormiste mal? hoje dormes melhor. Dói a barriga? pedala que a dor nas pernas faz essa passar.
Desculpas são lamurias. Ou vais ou não vais. Se vais dá o que tens.
Fui editar uma volta de à dois meses atrás. Escusado será dizer que estava algum vento. De hoje em diante passarei a assinalar apenas quando não houver vento. Sempre poupo no latim, no leitor e em mim próprio.
Manhã toda ela muito "desértica". Muito poucas gentes do mundo do pedal. Serra muito livre só para mim!
Com o cenário de chuva ao fundo mas com o Cristo Rei a aguentá-lo, senti algumas dificuldades em determinados momentos, tanto na primeira subida à serra, como na segunda.
Se me perguntassem, diria logo ali que não teria sido das minhas melhores voltas. E no entanto foi (das que ficam registadas, entenda-se).
Mas mais importante, claro está, foi o prazer de se fazer aquilo que se gosta.
E por mais que saibamos que vamos sofrer, que vai doer, que em determinado momento gostaria de ter a porta de casa logo ali, uma hora depois de acabar já tenho vontade de sair outra vez.
É a isto que se chama paixão. É bom, dá prazer, por vezes dói, não se vê, não se consegue explicar.
Love to cycle.
É porque dormi pouco, é porque dormi mal, é porque está vento e frio, é porque tenho que chegar cedo a casa, é porque esqueci os óculos, é porque estou mal dos intestinos. É porque, é porque....
Deixa-te de desculpas.
Dormiste pouco? dormisses mais. Dormiste mal? hoje dormes melhor. Dói a barriga? pedala que a dor nas pernas faz essa passar.
Desculpas são lamurias. Ou vais ou não vais. Se vais dá o que tens.
Fui editar uma volta de à dois meses atrás. Escusado será dizer que estava algum vento. De hoje em diante passarei a assinalar apenas quando não houver vento. Sempre poupo no latim, no leitor e em mim próprio.
Manhã toda ela muito "desértica". Muito poucas gentes do mundo do pedal. Serra muito livre só para mim!
Com o cenário de chuva ao fundo mas com o Cristo Rei a aguentá-lo, senti algumas dificuldades em determinados momentos, tanto na primeira subida à serra, como na segunda.
Se me perguntassem, diria logo ali que não teria sido das minhas melhores voltas. E no entanto foi (das que ficam registadas, entenda-se).
Mas mais importante, claro está, foi o prazer de se fazer aquilo que se gosta.
E por mais que saibamos que vamos sofrer, que vai doer, que em determinado momento gostaria de ter a porta de casa logo ali, uma hora depois de acabar já tenho vontade de sair outra vez.
É a isto que se chama paixão. É bom, dá prazer, por vezes dói, não se vê, não se consegue explicar.
Love to cycle.
domingo, 3 de abril de 2016
Sem saber para onde ir
Às vezes é assim. Muitas vezes é assim.
Pegas na bececlete e sais sem rumo. Normalmente acaba por não dar bom resultado. Hoje até nem foi bem assim. Nem sai completamente sem rumo, nem acabou por não dar bom resultado.
Explicando melhor: até levava na ideia editar uma volta habitual, contudo não sai pela certa. Digamos que estava quase decidido.
Fiz-me à estrada com uma ou outra alteração. Cedo comecei a sentir o vento a aumentar de intensidade e decidi que em Palmela ou Azeitão tentaria apanhar uma roda. Só que vai daí nem na terra do castelo nem na terra das tortas vi vivalma... no meu sentido. Todo o povo pedalava na direcção contrária. Um clássico portanto.
Mais uma ou duas talegadas e lá aparecem mesmo em boa hora 3 marialvas a descer em direcção à Quinta do Conde. Em boa hora pois o vento estava mesmo de frente. Venha de lá essa roda e começamos a "rodar". Sim, porque nem só de boleia vivo.
Mas rapidamente apercebo-me que o "rodar" desta malta era aos esticões. Saia um em sprint (literalmente), depois saia outro, depois abrandavam todos.
Mais adiante na confusão do mercado (domingo dia de mercado), por entre carros e mais carros, deu buzinadela e um deles quis chegar a vias de facto com o automobilista.
Foi a minha deixa. No cruzamento seguinte despedi-me cordialmente e fui à minha vida.
Desisti da ideia de apanhar roda. Viesse de lá o vento. E veio... mas pelas costas. Ah, grande amigo. Sentia-me o maior da cantareira. Parecia que era tudo meu e que as forças não se esgotavam.
De regresso a casa não me apetecia parar. E não parei.
Atravessei a cidade a meio e apanhei outra saida. Mais uma volta para outro lado qualquer, sempre a improvisar no momento.
Mas o vento agora fazia-se sentir mais veementemente. Estava colado ao chão. Curva para a esquerda e vinha a maior subida da manhã, senão a única. Forças retemperadas apesar de uma alimentação muito mal feita.
De punhos cerrados não hesitei em atacar o que viesse pela frente. Sem loucuras.
Soube bem esta manhã às sortes.
Pegas na bececlete e sais sem rumo. Normalmente acaba por não dar bom resultado. Hoje até nem foi bem assim. Nem sai completamente sem rumo, nem acabou por não dar bom resultado.
Explicando melhor: até levava na ideia editar uma volta habitual, contudo não sai pela certa. Digamos que estava quase decidido.
Fiz-me à estrada com uma ou outra alteração. Cedo comecei a sentir o vento a aumentar de intensidade e decidi que em Palmela ou Azeitão tentaria apanhar uma roda. Só que vai daí nem na terra do castelo nem na terra das tortas vi vivalma... no meu sentido. Todo o povo pedalava na direcção contrária. Um clássico portanto.
Mais uma ou duas talegadas e lá aparecem mesmo em boa hora 3 marialvas a descer em direcção à Quinta do Conde. Em boa hora pois o vento estava mesmo de frente. Venha de lá essa roda e começamos a "rodar". Sim, porque nem só de boleia vivo.
Mas rapidamente apercebo-me que o "rodar" desta malta era aos esticões. Saia um em sprint (literalmente), depois saia outro, depois abrandavam todos.
Mais adiante na confusão do mercado (domingo dia de mercado), por entre carros e mais carros, deu buzinadela e um deles quis chegar a vias de facto com o automobilista.
Foi a minha deixa. No cruzamento seguinte despedi-me cordialmente e fui à minha vida.
Desisti da ideia de apanhar roda. Viesse de lá o vento. E veio... mas pelas costas. Ah, grande amigo. Sentia-me o maior da cantareira. Parecia que era tudo meu e que as forças não se esgotavam.
De regresso a casa não me apetecia parar. E não parei.
Atravessei a cidade a meio e apanhei outra saida. Mais uma volta para outro lado qualquer, sempre a improvisar no momento.
Mas o vento agora fazia-se sentir mais veementemente. Estava colado ao chão. Curva para a esquerda e vinha a maior subida da manhã, senão a única. Forças retemperadas apesar de uma alimentação muito mal feita.
De punhos cerrados não hesitei em atacar o que viesse pela frente. Sem loucuras.
Soube bem esta manhã às sortes.
terça-feira, 29 de março de 2016
dificil de entender
Ele há coisas que realmente não são nada faceis de perceber.
A pedalada alentejana mistura o puro prazer de pedalar no campo, estradas desertas, bom piso, ar puro, paisagens tranquilas, com.... sofrimento.
Pois parece que de cada vez que saio à estrada é para levar porrada. Faça 75 ou 90 km, para norte, para sul, etc, no último terço parece sempre que já fiz uns 200.
O que pode explicar isso? a única coisa mais óbvia é a altimetria dos percursos. É que se por um lado não há serra, por outro as estradas são todas num sobe e desce de tal ordem que o acumulado nunca fica longe dos 900 a 1.000 m.
Pois será isto que se chama o quebra-pernas. Poucas são as zonas onde acabamos por deslizar a direito e manter um ritmo constante.
Falam que o Alentejo é plano. É, mas visto ao longe.
A pedalada alentejana mistura o puro prazer de pedalar no campo, estradas desertas, bom piso, ar puro, paisagens tranquilas, com.... sofrimento.
Pois parece que de cada vez que saio à estrada é para levar porrada. Faça 75 ou 90 km, para norte, para sul, etc, no último terço parece sempre que já fiz uns 200.
O que pode explicar isso? a única coisa mais óbvia é a altimetria dos percursos. É que se por um lado não há serra, por outro as estradas são todas num sobe e desce de tal ordem que o acumulado nunca fica longe dos 900 a 1.000 m.
Pois será isto que se chama o quebra-pernas. Poucas são as zonas onde acabamos por deslizar a direito e manter um ritmo constante.
Falam que o Alentejo é plano. É, mas visto ao longe.
sábado, 26 de março de 2016
Na Páscoa, pascoar!
Ou seja,
Trabalhos de campo (sim, não é só o Rui Costa), comer bacalhau de várias maneiras e beber tintos.
No dia seguinte pedalar, aviar assado de borrego e coisas e beber tintos. Sobremesas que até dói.
Ver o Tour de Cataluna e passear em Badajoz.
Ainda falta um dia.
Trabalhos de campo (sim, não é só o Rui Costa), comer bacalhau de várias maneiras e beber tintos.
No dia seguinte pedalar, aviar assado de borrego e coisas e beber tintos. Sobremesas que até dói.
Ver o Tour de Cataluna e passear em Badajoz.
Ainda falta um dia.
sábado, 12 de março de 2016
Pegões by Viegas e um conto de encantar
Uma semana complicada. Uma destas viroses da moda que teimam em ir embora, dificulta a respiração e a paciência.
Ainda assim na dúvida, mesmo com a dificuldade sentida no ginásio durante a semana, hesitante, acabei por sair com a equipa.
Sensações estranhas com dificuldades no grupo muscular do trem inferior e as óbvias capacidades respiratórias reduzidas.
Ainda assim, renasci depois de um mini pastel de nata e mini croissant de chocolate em Pegões. Vida nova, animo novo, bom ritmo neste trio de sábado.
Conclusão: os bichos da virose vão-se abaixo com miniaturas gostosas.
Um conto de encantar:
Titulo: Um conto que vale por dois contos (na moeda antiga)
Manhã linda para pedalar, pelo ginásio passo em primeiro lugar,
Logo na recepção levo um sorriso e uma oferta, simpatia assim já não é descoberta
- desejeis um café bom senhor da estrada?
- oh quanta gentileza colega prezada. Aceiteis dois contos para pagar?
- não seja educado, depois havemos de acertar
Não saio com pressa, tamanho bem-estar mas é o vento que me há-de levar.
No fim do meio-dia torno à boa casa, trago conversa de grão na asa:
- colega prezada dexei minha nota?
- de que faleis ciclista de estrada?
- dois contos que trazia, mais nada. Incauto que os perdi.
- oh que incauto, não vi, não vi
- pois que numa taberna percalço passei, comi bebi e não paguei...
- Jesus credo, que coisa senhor! Andais fugido agora da Lei?
- pois não que nada roubei. O taberneiro duas escolhas me deu
- quais, quais? que aconteceu?
- a filha virgem me ofereceu, feia como o breu ou uma porca que nunca nenhum rebento concebeu
- oh pobre senhor pois agora tendes que casar?
- não por demais, mas para a Páscoa um leitão lá terei para manjar.
domingo, 6 de março de 2016
oh blog quanto sofres
...de solidão!
Passam-se os dias e o tempo, esse malfadado bem escasso que nos escorre por entre os dedos como areia fina, para escrever nunca chega.
Chegou agora passadas quase duas semanas. Certo que também pouco se passou que seja digno de referência.
Para além da rotina semanal, o domingo passado teve direito a uma saida com um outro grupo, uma junção entre WSP e Goopersports, numa volta que apesar do muito vento, acabou por ser agradável.
Hoje, de molho com uma constipação, a luta é outra.
Entretanto abriu a época do sofá, e que belo começo: A estrada branca trouxe já uma pica que só apetecia ver mais. Cancellara, Stybar, Sagan no fim, mas tantos outros por ali fora. Que maravilha.
Depois um belo jogo de rugby do Torneio das 6 Nações. Fantástico! E pelo caminho ficou um Tottenam vs Arsenal para ver que lá está, o tempo não dá para tudo..
Ah o quanto queria estar na rua a pedalar.
Passam-se os dias e o tempo, esse malfadado bem escasso que nos escorre por entre os dedos como areia fina, para escrever nunca chega.
Chegou agora passadas quase duas semanas. Certo que também pouco se passou que seja digno de referência.
Para além da rotina semanal, o domingo passado teve direito a uma saida com um outro grupo, uma junção entre WSP e Goopersports, numa volta que apesar do muito vento, acabou por ser agradável.
Hoje, de molho com uma constipação, a luta é outra.
Entretanto abriu a época do sofá, e que belo começo: A estrada branca trouxe já uma pica que só apetecia ver mais. Cancellara, Stybar, Sagan no fim, mas tantos outros por ali fora. Que maravilha.
Depois um belo jogo de rugby do Torneio das 6 Nações. Fantástico! E pelo caminho ficou um Tottenam vs Arsenal para ver que lá está, o tempo não dá para tudo..
Ah o quanto queria estar na rua a pedalar.
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