06/12/2025
btt
A Superior a pregar uma partida com um pneu em baixo (o traseiro).
100 eur depois e tudo está resolvido a tubless.
Esta vida de bibicletas está cara. Mas no geral, o que é que não está?
Amanhã é dia de prova.
relatos caseiros e feitos à mão sobre maratonas, raids, passeios, provas e outras voltas em BTT, Ciclismo e tudo mais.
sábado, 6 de dezembro de 2025
Surpresa em véspera de prova
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
duas de seguida e o dilema das elétricas
01 de dezembro 2025
ciclismo de estrada
Hoje a solo e hoje sem vento. Até parecia que deslizava.
Ligeiro cansaço nas pernas mas que rápidamente passou.
Abandonei a ideia de ir à serra para não dar demasiada fadiga para as próximas semanas, pois estas poderão trazer desafios adicionais.
Costuma-se dizer que um raio não cai duas vezes no mesmo local, mas uma urina por vezes.... cai!
Neste feriado de 2ª feira, estranhamente menos trânsito que no dia de ontem, domingo. Também menos malta a pedalar.
Depois veio a coincidência recheada com o dilema.
Vamos por partes e tratemos primeiro da coincidência:
Pois então seguia nos meus pensamentos, isto já no último de quatro quartos do treino, subindo ligeiramente, quando se me ocorre que tendo visto pouca gente, agora dava jeito uma "lebre" para dar outro estimulo à subida. Mas logo senão me veio outro pensamento que se estava já em modo de poupança (e a serra ali mesmo ao lado que eu não ia subir), o melhor era mesmo não aparecer.
Mas vai daí e zás. Um "bom dia" repentino interrompe os meus pensares e trás-me num instante de regresso ao selim.
Era não mais que um ciclista de uns 60´s talvez, numa bicicleta de btt eletrica, que dando asos ao nome, electrificava a sua pedalada por aquela ligeira subida acima. Aqui deixo já um aparte para a parte seguinte, a tal do dilema: tive alguma relutância em escreve neste parágrafo a palavra "ciclista". Mas já lá vamos.
Não me deixando levar nestas cantorias, não sou muito de ir atrás porquanto me remeto sempre ao meu ritmo e a nenhuma competição (aliás, nesta mesma volta, uns bons 40 min antes, tinha acontecido o mesmo, mas desta feita sem a parte eletrica), mas não resisti a colocar um pouco mais de vigor nos crancks e engatar mais uma mudança. Mas foi só isso e deixei-me então ficar a pensamentos com o dilema.
O dilema:
Isto das eletricas tem de facto uma dualidade em mim. Em alguns não terá dualidade nenhuma pois todos as verão como uma incongruência da natureza. Em outros poucos certamente, nenhuma comichão lhes fará.
Pois eu compreendo, respeito e tomo até por bastante adequada a existência das eletricas, senão vejamos aquilo que considero as suas vantagens:
- um bom meio de transporte agil
- um bom meio de transporte ecológico
- um bom meio de utilização para exercicio físico com apoio para as subidas e situações mais adversas
- uma boa forma de chegar a zonas onde normalmente um utilizador ciclista ou bttista menos capacitado chegaria
E por aí fora, tudo dentro deste prisma.
Contudo a coisa fica-se-me mais dificil de aceitar quando toca a falar de exercicio físico. Não obstante o utilizador assomar-se no selim e sair para a rua, se a ideia é exercício, há que realizar algum esforço. Algum, pouco que seja. Em alguns casos (como este), não foi bem isso que estava a acontecer.
Lá está, poderia ser um passeante domingueiro (neste caso, feriadeiro). sim, podia e isso estaria tudo certo não fosse o utilizador deste veiculo eletrico estar devidamente equipado como um qualquer comum mortal bttista à moda antiga, leia-se "sem motor auxiliar".
E lá estou eu e lá estava eu, respirando fundo, apelando à minha sensatez e ao meu bom livre-arbritio em que cada um é livre de fazer e realizar à sua maneira e seu gosto, sendo que desconhendo os seus objectivos e principios, quem seria eu para criticar.
Contudo, sempre que passam estas bicicletas eletricas, não conseguimos (nós, os que não têm outro remédio senão usar as pernas) deixar de sentir uma certa prepotência de quem passa, leve levemente como quem vai na maior a "dar ratada" nos demais.
Fico-me dividido execpto quando me recaio sobre todos os motivos acima transcritos e outros mais.
Ao fim e ao cabo, não interessa assim tanto.
Pouco depois a subida acabou e veio a descida. Alcancei-o e deixcei-o para trás e nunca mais o vi...
Na última subida do treino, mais uma leve e curta inclinação, apanho outro bttista. Já sofrego subia lentamente. Dei-lhe os bons dias, aqui tudo de forma natural, cada um no seu galho. E afinal até era um velho conhecido.
domingo, 30 de novembro de 2025
ao vento se fazem os melhores treinos (não os mais agradáveis)
30/11/2025
ciclismo de estrada
Era para ser btt em prova só que não.
Era para ser uma volta de 120 km só que a solo num dia de vento forte como hoje e com a rota escolhida ser bastante desabrigada, e por trazer um companheiro menos preparado, alterei para algo mais dentro do habitual cá no quintal do costume.
Foi ao passar pela rotunda do Zéfiro, talvez presságio não porquanto este se refere a uma brisa leve e suave vinda dos lados do Oeste, que se fez perceber que a manhã ia ser castigadora para os penteados.... e ciclistas.
Umas rajadas de vento lateral faziam-me dançar contra vontade de quando em vez. Felizmente pouco quase nada esteve pela frente, o que significa que pouco e quase nada também esteve pelas costas.
Apesar de não gostar nada (mesmo nada) deste registo metereológico (tanto pelas rajadas que neste corpo leve e roda de perfil 40 são sempre incomodativas, tanto pelo que tira de prazer de rolar que é afinal uma das melhores sensações do ciclismo de estrada), ele é um bom treino de endurance/resistência pois obriga a um maior esforço muscular, dando boa preparação para os dias em que não se faça sentir.
Ir de peito ao vento sem grupo para proteger é igualmente mais desafiante pois então.
Ainda assim prefiro que não!
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Samaritana, Rainha dos Trovões
Faz com que o vinho não se acabe nos tonéis e a aguardente seja cada vez mais forte, juro e jurarei pedalar até à morte!!
Adultere-se uma pequenina palavra e a coisa até parece já não fazer sentido. Em boa verdade, "pedalar" substituiu "beber".
Também há na versão "Imaculada Senhora da Conceição" ou "Imaculada Senhora dos Pastéis", esta última do famoso Quim Barreiros. E provavelmente mais haverão por este país fora.
Confesso que a que mais conheço é como escrevi no título: Samaritana. Não sei ao certo se era isso que se cantava, era o que me soava. Na ocasião já garantidamente com o canal auditivo destrocido pelo.... barulho....da pinga.
~
Este pregão tão típico de grupos estudantis e outros que tais, tem por missão apregoado que é, enaltecer o orgulho e paixão pelos copos e vida boémia, em jeito de reza a Samaritana, essa deusa rainha dos trovões.
Pois porquanto esta vida já lá se vai faz muitos anos a esta parte, mas não por isso deixei de comunicar com tal divindade. O pedido é que vem por vias de outro tema.
Se ao que consta, pelo menos da reza cantarolada, Samaritana é porconseguinte a Rainha dos Trovões, aqui solicita-se a Sua Exla. que não troveje aos domingos que a malta aqui quer ir pedalar mais confortávelmente possivel.
Agora vou só ali desenterrrar umas meias quentinhas ao fundo da gaveta e já volto.
terça-feira, 11 de novembro de 2025
Não és um Tesla - carrega-te em andamento
09 nov 2025
ciclismo
Mais um domingo em equipa numa manhã solarenga depois de algumas chuvas nos dias anteriores. Já era hora de haver alguma sorte na metereologia domingueira.
Tempo de ir colocando mais alguns km nas pernas para tornar o endurance mais consistente.
Não hé muito mais a contar senão que a bom ritmo a manhã foi passando rapidamente e nisto descurei a hidratação um pouco e a alimentação mais, o que acabou por trazer como resultado uma dentada de cão já no último km quando se quer dar aquele último esticão.
Curioso é em como se passa do estado ok (sem, já se sente algum desgaste mas ainda há aquela gana) para que num segundo seguinte se fique imobilizado.
Sem bolachinhas não há perninhas.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Pedalar a solo vs grupo
Ora bloga-se por aqui ao estilo da mesada que recebia quando era miudo (desde que as notas fossem acietáveis). É quase uma vez por mês.
Este domingo calhou seguir para treino a solo, já que comecei mais cedo para terminar mais cedo por vias de compromissos familiares.
Nada de novo, antes muito pelo contrário.
Por entre pedaladas e pensamentos (estes vêm mais a solo, mas já lá vamos), assolou-me à mioleira precisamente o tema a que me trás este post: as diferenças entre treinar a solo ou acompanhado.
Vejamos então as principais características de cada, vantagens e desvantagens, aqui do ponto de vista de quem vos escreve.
A solo, vantangens:
- não dependes de ninguém para a hora de começo e para a hora de término;
- realizas o treino que bem idealizares;
- permite-te seguir ao ritmo que desejes e não ao ritmo de outros o que pode ser ideal para seguir com fundamento um plano de treino específico.
- permite-te gerir as paragens sem comprometer os outros ou não teres de parar "obrigatóriamente" com os outros caso não te conviesse nesse momento.
- pode ter uma vertente mais cicloturística desfrutando das vistas e sensações (embora também em grupo possa ser assim se o ritmo e esforço forem para esse efeito, mas não é bem o que aqui se compara)
A solo, desvantagens:
- torna-se mais cansativo na componente fisica se a intensidade colocada fôr elevada. De cara e peito ao vento permanentemente, o esforço é maior. Contudo isto também pode ser uma vantagem pois os ganhos de resistência poderão ser maiores.
- pode ser mais aborrecido do ponto de vista de não haver camaradagem, convivio, partilhas, mesmo que na maior parte do tempo não se consiga ter alguma conversa, sabe-se que está ali alguém no mesmo tempo e estado.
- por esse motivo também não se tem apoio em caso de avaria ou acidente.
- pode sentir-se falta de estimulo adicional: tentar acompanhar ritmos dos mais fortes, ajuda a colocar mais intensidade com outra garra, especialemente se se for muito competitivo, essa realidade é ainda mais evidente.
- obriga a maior concentração em saber o caminho (ou ter o gps ao serviço e seguir atento) principalmente em zonas menos conhecidas/habituais.
Bom, haverão certamente mais um par delas por descrever e outras cabeças poderão ainda encontrar outras tantas vantagens e desvantagens.
Ainda assim, a mais sublinhada é mesmo a que a solo, a cabeça viaja mais por pensamentos. Estás mais contigo e com as tuas coisas. Entras num modo mais introspectivo ou simplesmente mais leviano. Isso por vezes também faz muita falta. Encontrares-te e deixares a cabeça vaguear: enquanto ela vagueia, não sentes as dores nas pernas. Enquanto ela vagueia, sentes-te mais livre.
Nenhuma forma é mehor que outra. Ambas têm os seus predicados.
O que importa mesmo é pedalar.
domingo, 5 de outubro de 2025
15ª Maratona BTT - Terras do Toiro
05/10/2025
BTT
Hora de ir a mais uma prova ou como curar uma pequena constipação, ou lá o que seja isto.
Pouco passava das 06h00 quando o despertador tocou. Meia dúzia de preparos do costume e muita coisa já preparada de véspera e era hora de fazer uma curta viagem até ao Porto Alto para mais uma prova com o "tractor".
Esta é já uma prova conhecida pois já nela marcara presença anteriormente.
E à hora marcada arrancou-se para as Lezírias.
Fica a avaliação abaixo e opinião sobre a coisa:
Classificação da prova (1 a 5)
Organização pré-prova: 3,5 se o site apedalar.pt organiza muito bem a parte das inscrições, continua depois a faltar muita informação sobre as provas e temos que ir à pesca, procurando pelo facebook ou pelo site da organização e nem sempre é fácil que se apure tudo quanto se deseje. Altimetrias, tracks, pontos de abastecimento, almoços, são coisas importantes de se saber.
Secretariado: 5 - estavam organizados, não havia grande fila.
Percurso: 3 - tal como referi na outra participação, a região é o que é e não dá para ser criativo com o que se tem no quintal. Areia (sabemos que faz parte do btt) um pouco em demasia, zero subidas, zero descidas (uma excepção pequenina apenas).
Apoio e assistência: 3.5 PA´s apenas com águas, alguma fruta e pouco mais. Confesso que também não parei senão par auma garrafa de água. Staff muito simpático e prestável.
Marcações: 3 - anunciado muito em cima da hora (e depois de vários participantes perguntarem sobre o tema), não ia haver track GPS. Até aí tudo bem mas então há que acautelar bem as marcações. Pode-se dizer que eram suficientes mas escassas e especialmente nas zonas mais delas carenciadas pecaram por raras. Em duas ou três vezes tive a sensação de estar perdido. Felizmente não. Esta opinião foi partilhada por mais participantes.
Banhos: 4.5 - Espaço em dois balneáreos, sem filas, água quente. Top!
Almoço: 4 - quando vejo o valor que se cobra hoje em dia tão semelhante ao que se cobrava há anos atrás, não me pode a exigência exigir muito. Os predicados estavam lá todos: sopa, prato, sobremesa, fruta, bebidas e café.
A sopa estava deliciosa. Uma sopa de peixe muito quente e de sabor bem intenso, reconfortou logo a alma. O prato principal, um arroz de pato, já para o frio, seco e com muito pouco pato, acompanhado por uma salada, deixou algo a desejar. Não comi a sobremesa e optei pela fruta que era melão muito bom. A nota 4 deve-se ao esforço de ter uma refeição completa sem esticar no preço, porque o pato não merecia tanto.
Dificuldade Técnica: 3 - Fica este para nao ser um 2, somente por causa da areia que obrigava a uma permanente atenção, a uma ou outra zona com regos bem cavados merecedora de placa sinalizadora de perigo, e pouco mais.
Dificuldade Física 3: muito rolante e sempre a andar, é no carregar mais vigoroso da pedalada que se aumenta a dificuldade pois a prova em si, não trazia desafios por maior.
Preço: 4,5 - adequado e enquadrado com o que foi disponibilizado pela organização.
Classificação Geral: 4. De regra geral há que premiar o esforço em agradar, a simpatia de todo o staff e a organização geral especialmente no local de partida e chegada, tudo no mesmo sitio e muito bem orientado. Um belíssimo pequeno almoço disponibilizado com tudo e mais não sei o quê é de enaltecer! Muito bom!
Contudo ficam os reparos importantes para remendar a futuro:
- as já referidas marcações: com ou sem gps, há que marcar especialmente as viragens e cruzamentos. Não é preciso o exagero de outros tempos, mas também do 80 para o 8 é de menos.
- a distância: a maratona publicitava 70 km. No final foram 62. Onde estão os restantes? Falhar por dois ou três abaixo ou acima (embora para cima seja sempre...chato) ainda se compreende, mas por 8 km é muito. Nem quis acreditar quando após uma curva, saindo da natureza para o asfalto, percebendo que a meta estava já a poucos metros de distância, e eu ainda com fome de mais e aquela última gazada para dar...
-PA´s: um pouquinho mais de oferta para quem precise era bem.
- assinalar zonas potencialmente perigosas: este ponto caberia no primeiro referido mas tem que ser sublinhado. Houve ainda uma passagem por uma zona privada certamente de onde de repente surge uma manada de cavalos à solta e desgovernados que passaram a eito sobre os praticantes. Perigoso!! muito perigoso e por sorte não aconteceu um acidente. Mas não ganhámos para o susto.
Obrigado por tudo e pelo espírito de querer fazer pelos outros e pela modalidade btt!