segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Já lá vão as férias

   Costumam ser umas semanitas e normalmente com paragem total e depois o regresso à condição física é rápido mas custoso.
   Por esse motivo, este ano, a bicicleta teve direito a viajar também. 
   Não que tenha sido um registo intenso e intensivo, mas deu para uns apontamentos e até souberam bem.
   Tmabém costuma ser nas férias que "termino" a época mas este ano fico indefinido com este ponto. E talvez por isso tenha levado a bicicleta. Ou por ter levado a bicicleta não terminei o ano atlétcio?
   De uma forma ou de outra, está um balanço por fazer e este teria sido feito se se tivesse dado um momento final que colmataria precisamente coincidente com o periodo de férias.
   Não aconteceu e a questão agora é: será que ainda vai acontecer?


   Ele está na ideia, Vamos ver....

   Na semana de regresso já voltei aos registos diários habituais e no ciclismo de estrada tinha à minha espera um ritmo superior. Tem sido duro. Tem, tem.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Guardada nos rascunhos - intima

 10 anos passaram e continuo sem te esquecer....

  "Um mês passou. Cada dia, uma eternidade. Eterno tu no meu peito que deixaste a dor que parece eterna, que deixaste a memória eterna.

 Não há dia que não te chore.
 Partiste cedo. Tão cedo.
 Partiste o sentido da minha vida e nada agora na vida faz sentido. Sem ti nada faz sentido.
 Agora custa-me estar em casa. Agora não faz sentido voltar para casa. Não estás cá.

 Olho para o céu e nele te vejo enorme, grande a olhar para mim com aquele olhar ternurento e meigo, aquele olhar com que me olhavas, um olhar mimado. Aquele olhar companheiro. Companheiro da minha vida, a minha vida.

  Partiste cedo demais, demasiadamente cedo. E agora o que é que eu faço?"

  

terça-feira, 16 de julho de 2024

Alerta amarelo

16 jul 2024

Vai daí recebo um e-mail a alertar que não vinha aqui há 25 meses e que se não o fizesse, lá ia a conta à vida.
Bem, não é por falta de lembrança pois amíude vem-me tal ideia ao pensamento, a de marcar presença mais assidua com relatos do costume.
E muito estou em falta. Provavelmente há 25 meses, logicamente e pelo menos sobre os eventos "principais" (provas) não deveria deixar passar.
Para já fica este bla bla bla para manter a conta activa.
Dentro em pouco far-se.-á o balanço da época toda assim de atacado, para ganhar terreno.
Alerta amarelo mantém-se mas a acompanhar o Tour pois claro!

Boas pedaladas. 

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Granfondo Portalegre

 11jun2023
 Ciclismo

  Na realidade, Médiofondo.
  Aproveitando a desistência de um atleta de equipa, fui no seu lugar, juntando-lhe um fim de semana na terrinha lá próximo.
  

   O percurso anunciava 105 km e uns "simpáticos" 1.570 m de desnivel.
   Partida na frente, rápida e fluida. Poucos instantes depois, ficava no segundo grupo que perseguia aguerridamente o grupo da frente a menos de 1 minuto.
   Foi muito bom ter esta noção de perseguição com os olhos neles e as motas a filmar e os carros e tal. Parecia um profissional à séria.
  Alguns km depois e juntavam-se estes dois grupos. O ritmo era elevado mas sentia-me perfeitamente confortável no seio do grupo.
  Mas aos poucos o figurino foi mudando. O terreno passou a ser um sobe e desce e o grupo partia-se aqui e acolá. Forcei um pouco a barra para tentar manter-me no grosso da matilha (e talvez por isso tenha pago a factura mais adiante) e com sucesso fui recolnado uma, duas, três vezes até que curva à direita para uma via secundária, uma inclinação mais severa e mais longa e.... já não fui. O ritmo na fernte era outra música para a qual eu não tinha instrumento.




   Fui gerindo naturalmente. O sobe e desce continuava e foi apenas quebrado pela subida longa e dura ao Alto de S. Mamede.
  Aos 70 e poucos km sou vitima de um feroz ataque de caimbras em ambas pernas, como nunca tivera antes na vida, que me obrigou inclusive a parar.
  Talvez do esforço anterior, de má hidratação e sobretudo alimentação? talvez. Certo é que os restantes km foram feitos apenas para poder terminar. Meti tudo o que tinha na algibeira pela goela abaixo, esperei um pouco e segui.
  Sempre que forçava o ritmo, as dores começavam a apitar.
  Foi mesmo rolar tranquilamente até ao fim a ver os outros passar.
  Pena, muita pena numa prova que estava a saber tão bem, pagando o erro principal que terá sido mais que tudo, menosprezar a dureza da região.
 

  

terça-feira, 23 de maio de 2023

Taça Oeste XCM - Torres Vedras

 21 mai 2023
 BTT


  Torres Vedras, mais propriamente Fonte Grada, recebeu esta Taça de BTT e sendo perto de casa, uma excelente oportunidade para voltar a colocar os pés na terra.
  A anunciada metereologia previa uma manhã escura e até com periodos de chuva o que não veio (felizmente) a acontecer.
  Em sua substituição, muito pó no ar principalmente logo no arranque.
  Uma vez mais muni-me da Sup 29' e aqui faço o parênteses para repetir tudo o que sobre este assunto referi aqui
  
   Lamúrias e lamentos à parte, vamos ao que interessa.
   Mas que bela prova. É a frase que melhor define os 62 km da Maratona e o respectivo acumulado de 1.200m que (quase) nem se deu por ele.
   Com efeito, só o registo de inscrição fazia antever que esta organização não deixaria nada ao acaso. E assim foi.
  Inscrições fechadas e tento as minhas sortes, e safei-me! Umas trocas de mensagens breves no Facebook e depois por e-mail e rapidamente tudo ficou resolvido. Incrivel (bem em contrário aquando de outra prova onde esbarrei num rotundo "não dá").
  No dia da prova, secretariado a bombar irrepreensivelmente, meta bem organizada por classes  (federados, maratona, meia maratona, e-bikes), parque de estacionamento, tudo a rigor e no mesmo local (lavagem de bikes, banhos e almoços também tudo ali no mesmo recinto praticamente). Fantástico.




   Os atletas da competição já levantavam poeira e tudo seguia de feição quando um primeiro trilho abrandou um pouco o andamento que se gostava. E este é o único "senão" a fazer ao todo desta prova: há que separar um pouco o trigo do joio antes de caminhos mais adversos. Mas também sei que por vezes o terreno não ajuda ou para se apanhar determinado caminho, há que fazer aquele sacrificio. Nada de grave.
  O resto da prova foi..... uma surpresa. 
  Não sendo conhecedor particularmente da geografia da região, antevia uma prova sobe e desce (os 1.200m de altimetria não revelavam subidas longas por isso seria a soma das várias partes). Acabou por nem se notar tanto assim, pois houve bastantes zonas a rolar bem e a bom ritmo, e depois aqui e acolá, algumas subidas e uma ou outra parede, que, mais uma vez fruto da 29' não foram superadas sem pé no chão :-(
  Surpreende foram os single tracks, trilhos mais arrojados e descidas mais técnicas, isto sim algo para o qual não ia a contar e arrisco, terá igualmente surpreendido muitos mais. 
  A dificuldade técnica tem estado sempre nivelada mais por baixo, pelo menos nas últimas provas a que tenho ido, e por isso também não contar com tal. Não vi como foi anunciado mas deverá ter causado dificuldades acrescidas pelo menos aos que não conheciam esta zona.
  Gostei, gostei bastante, a fazer-me recordar outros tempos e a querer tanto ter ali a Mérida 26'
   Muita gente da organização pelo caminho e a saberem o que estavam a fazer, com bandeiras a coordenar os atletas e o trânsito, com apoio nos abastecimentos (bem estruturados) e nos check points onde nem faltou aquela mão nas costas a empurrar para se retomar o andamento.
   Ainda um aspecto muito positivo com a organização a optar por placas e cal no chão a mostrar que se consegue montar um bom percurso no meio da natureza variada (mato, floresta, estradões, etc) sem recurso às poluentes fitas.
   Pessoalmente senti-me sempre "entretido" ante as paisagens, variedade do terreno, momentos adrenalisantes de algumas passagens mais ariscas e "num instante" se fez a prova.


    Banho tomado, almoço logo ali ao lado. Aqui outro senão. A organização optou por não servir almoços antes das cerimónias do pódio. Nada contra esse registo para dar atenção a quem compete mais aguerridamente, mas fez com que se acumulasse muita gente para o mesmo à mesma hora e assim complicou um pouco o serviço de quem trabalhava nesse departamento e claro, desagradou a quem estava à espera para comer, e de quem vem de longe que ainda tem que fazer uma viagem de regresso.
  O cenário negro que se formava no céu viria ainda a ser uma sobremesa pouco agradável para acompanhar o repasto.
   Este foi na quantidade certa de alimento e hidratação com uma sopinha de peixe que, tenho a certeza, nunca mais vou esquecer. Que delícia!



Classificação da prova (1 a 5)
   Organização pré-prova: 5 toda a informação foi publicada e no meu caso, posteriormente enviada por e-mail. Top.
   Secretariado: 5  Irrepreensivel a forma agil e célere desta equipa.   
  Percurso: 4 ,5 Tenho a certeza que retiraram da região, todo o potencial que esta tem para oferecer e que nos levaram às melhores passagens, às melhores paisagens e aos melhores trilhos. Só não dou nota 5 considerando que talvez tenham existido trilhos de elevada dificuldade que não sejam mais próprios aos menos habituados (e eu sei do que falo...) 
Apoio e assistência: 5 já o disse acima. Todo o staff nas passagens, pontos de abastecimento e check points e mais, experientes e cientes do que faziam com preocupação e atenção sempre centrada nos atletas. Muito bom.
  Marcações: 4,5 também já tudo falado. Com duas excepções, foi sempre bastante eficaz seguir o traçado. O track GPS disponibilizado esteve bem também nesse capitúlo.
Banhos: 4  um balneário modesto chegou para os poucos que estavam no momento (se fossem mais ia complicar) e depois ter falhado a agua quente mas que felizmente regerssou após uns minutos. Tudo ok.
Almoço: 5 só a sopa de peixe fez logo as honras de entrada. Depois a habitual grelhada mista também bem e um sumo e agua para cada atleta chega perfeitamente. Não sei se havia sobremesa (tenho ideia que sim mas por opção nem liguei) e café e estava feita a festa. A rectificar só o servir mais cedo e não deixar a malta acumular.
Dificuldade Técnica: 4,5 (anunciada ...) e só não vai 5 porque posso considerar a falta de treino e ainda de adaptação a esta roda 29
Dificuldade Física: 3,5/4(anunciada...) fica ali entre ambos. No fim até apetecia mais um pouco de km... mas no fim é sempre fácil
Preço: 4,5  O valor de 17 eur de inscrição (acrescido de 12 eur do almoço) justifica a qualidade evidenciada e quando assim é, está tudo bem.
Classificação Geral: 4,5/5 a repetir, a repetir, a repetir, sem dúvida e se tivesse mais uns km não havia mal que viesse ao mundo.

  Ainda muitas fotografias e classificações disponibilizadas rápidamente. 

  Parabéns sinceros à organização por uma prova estruturalmente bem organizada em todas as componentes e a mostrar que com um valor justo se faz algo com muita qualidade.
  

quinta-feira, 4 de maio de 2023

V Tour Gaeiras

 01 Maio 2023
 Ciclismo- prova

 Foi por "quase" acaso que tomei conhecimento desta prova e mesmo no último dia de inscrição, decidi marcar presença.
 Aproveitando um fim-de-semana maior (sem trabalho no sábado e com feriado à 2ª feira), a escapadinha até Óbidos, bem aqui perto por sinal que até dava para ir e vir no próprio dia, mas que assim teve outro gostinho juntando-se o agradável ao agradável.
 E marquei presença também neste evento porque há que dar força a estas iniciativas que com um preço justo tentam proporcionar uma prova que se lhe diga.



 Pena de facto serem poucos os participantes mas a parca divulgação e a falta do titulo "Granfondo" no nome da prova, não permitiram alcançar mais atletas certamente.
 Por outro lado, talvez até tenha sido melhor assim: para que a organização, a saber recentemente formada com novos membros, possa gradualmente crescer e melhorar a cada ano, é bom que o registo de participantes não seja excessivo para a capacidade de resposta da organização.
 E quanto a esse capítulo ficam algumas notas que carecem de melhoria: 

 - o secretariado no próprio dia revelou pouca dinâmica, e lá está, felizmente eram poucos os participantes, evitando-se assim atrasos de maior e filas intermináveis.
 - o percurso: a região é bonita e proliferam as estradas por entre os montes e serras da região. O sobe e desce permanente é uma constante e não dá para fugir. Goste-se ou não, já todos sabiam ao que iam (gráficos e tracks liberados antecipadamente). Mas algumas passagens em aldeias e povoados eram perigosas: estreitas e com ruas encruzilhadas umas nas outras, sem visibilidade (tal como as aldeias antigas), sendo que as estradas estão abertas ao trânsito, eram um potencial de acidente.
   As marcações poucas, discretas e algumas inclusivamente mal colocadas (pouco visiveis), apanharam desprevenidos alguns ciclistas garantidamente, e mesmo os que seguiam o track gps pois nem sempre é possível estar de olho no dito principalmente quando a competição vai mais aguerrida ou a velocidade é maior por via de descidas.
  Os cruzamentos com estradas primárias ou mais movimentadas estavam e bem mais guardados por elementos do staff, contudo estes revelaram alguma inexperiência sendo pouco astutos, claros e/ou expeditos nas instruções aos ciclistas e/ou ao trânsito. A hesitação pode ser uma inimiga perigosa.
 Os banhos correram de feição pois não estava muita gente.
 O almoço deixou a desejar. Tendo a organização optado por um restaurante local exclusivo em funcionamento para a prova, mas apenas um prato sem opção de escolha (e sendo comida de tacho que pode não agradar a toda a gente como por exemplo as habituais grelhadas mistas), sem sobremesa (não que ligue muito a isso mas há quem ligue), foi uma opção confortável no seu trabalho mas soube a pouco.
  Por fim, classificações, resultados e algumas fotos, foi tudo rapidamente publicado o que é sempre bom.
  Fica a faltar também uma zona de estacionamento, pois se crescerem os participantes, o caos na terra será grande.

   Em suma, prova com valor de inscrição convidativo, mas muitos aspectos a melhorar. Comparativamente entre os seus 15 eur (mais 10 eur para o almoço) e os 45 eur de um Granfondo, talvez pelo meio se ajuste tudo para que seja justo para ambas partes!


   

domingo, 11 de dezembro de 2022

Tróia - Sagres 2022 (da Liberdade, da Igualdade)

10 Dezembro 2022
Ciclismo

 Tróia-Sagres 2022 - da Liberdade, da Igualdade

O dia mais festivo de mobilidade em Portugal

Não é uma prova, não é uma organização, não é um evento. É um desafio de um homem de seu nome Antonio Malvar e que um dia o quis partilhar com o mundo.
E partilhou-o porque vive num país democrático onde a Liberdade é e tem de ser escrita sempre com "L" maiúsculo.
Meu caro António, ninguém de pode impedir de seres livre de dizeres que vais pedalar de Tróia até Sagres no dia 1 ou 2 ou nos 365 dias que o ano tem, e efectivamente ires!
Vives num país que lutou e revolucionou para que tivesses esse direito e que assinala de forma tão importante essa data que tem um feriado para o efeito: 25 Abril.
Um dia pedalaste sozinho. Passados 30 anos vão mais de 5.000 mil contigo.
Aqui não há partidos políticos, clubes, descriminações. Todos iguais e inclusivos mesmo aqueles que apesar da sua mobilidade reduzida seguem em maior epopeia de esforço físico.
Meu caro António, não me espanta portanto que tenhas sido contactado pelas Autoridades para que fosses considerado o "culpado" de todo este dia e de todos os "males" que dele pudessem advir, não deixando contudo de ser curioso o facto de que nunca se falou tanto em dinamizar e incentivar o uso de transportes alternativos aos "petroliferos" como hoje em dia, e este dia que poderia ser utilizado como um exemplo, tornar-se uma "proibição"
- trotinetes e bicicletas eletricas à disposição da população;
- viaturas hibridas ou 100% eletricas;
- uso de transportes públicos;
- construção de ciclovias nas cidades;
- a alteração ao código de estrada, para incentivo ao uso da
bicicleta (já falamos mais adiante)
- outros
Curioso mesmo, não é?
.
Com efeito, as Autoridades, como a própria palavra indica, "autorizam", são autoritárias. Isso faz com que algumas vezes esqueçam a palavra Liberdade.
Mas as Autoridades, especialmente as que tutelam a Segurança Rodoviária, que é o tema que aqui está em causa, não podem esquecer algo muito importante que passou a fazer parte integrante do Código da Estrada, numa revisão recente de 2014: a Igualdade!
Com a alteração ao código, a bicicleta passou a estar equiparada aos restantes veículos a motor.
Felizmente meu caro António, fui livre de pegar na minha bicicleta e na data que me apeteceu, deslocar-me de Tróia a Sagres em bicicleta.
Fi-lo eu e mais uns mil, mais coisa menos coisa.
E ao chegar ao fim, ao pontão de Sagres, lá próximo, tirei uma fotografia de forma inocente mas coincidentemente, atrás de mim, na parede de uma instituição de solidariedade social, tinha bem escrito a palavra Igualdade.
Somos tão iguais quanto somos quando conduzimos todos no Verão, na Páscoa, no Carnaval ou em qualquer ocasião em que bloqueamos autoestradas e estradas nacionais com os nossos veículos a motor.
E tal como aí, as Autoridades, as mesmas que te contactaram, as mesmíssimas que tutelam o mesmíssimo tema, contactaram o responsável pelo turismo do Algarve que nos incentiva todos os anos para disfrutar da região, para impedir tamanho tráfego. Não sabemos...
Mas sabemos que Sagres (Vila do Bispo) é Algarve e este também é um fim de semana que se torna importante economicamente para a localidade ante tamanha procura pela oferta hoteleira e de restauração da localidade, assim como para Município de Aljezur, para a Junta De Freguesia Rogil para Freguesia de Odeceixe, Freguesia de São Teotónio, Santiago Do Cacém e por aí fora, incluindo a Atlantic Ferries que adaptou os seus serviços à demanda do dia, incluindo mais horários que o habitual.
.
O que sei meu caro Antonio Malvar, é que as Autoridades que estiveram no terreno, a Guarda Nacional Republicana, ao longo destes 200 km, foram extraordinários: cumprimentei-os, trocámos alguns momentos de conversa, felicitei-os pelo cumprimento do seu papel e senti que acima de tudo zelaram por cumprir a sua missão: " A Guarda tem por missão, no âmbito dos sistemas nacionais de segurança e proteção, assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos".
.
Sejamos livres, iguais, sempre! (cumprindo as Leis do Estado de Direito)
(in Facebook)




 Quanto a mim, bom fui a Sagres levar uma constipação mas parece-me que voltou comigo.
 A semana toda (e mais um pouco) constipado, nunca tive boas sensações nas aulas (não treinei "ferro") e a consultar diariamente a metereologia.
 Entretanto acompanhando igualmente a polémica do "cancelado", e a tentar perceber se muitos manteriam a intenção de ir, e muitos como eu  inclusive até com mais vontade de ir que o habitual (caso isso fosse possivel), perante as circunstâncias.
 Na véspera, Windguru, Ipma, Accuweather e sei lá que mais, cada um dava a sua previsão. 
 Estava decidido: despertador para as 05h30 e o olhar pela janela ditaria o desfecho.
 Já desisti de comprar o bilhete de barco antecipadamente (não vale a pena, pq a entrada para o barco é fila única e obrigatóriamente temos que passar na bilheteira) e os preparativos também são simples.
  Desta vez falharam as barras energéticas. Pensava que tinha mas não por isso eram 22h00 e ainda cozinhava as minhas caseirinhas.
  Embarcado pelas 07h30, a actualizar conversa com as caras conhecidas num barco quase cheio. Adivinhava-se que pela "polémica", pela metereologia, pelo futebol mundial às 15h00 da tarde, muitos faltariam.
 Cedo percebi que as forças nao estavam no seu auge e cedo abandonei os grupos que rolavam destemidos. Gerir é muito importante e vejo sempre muita sede de ir ao pote e depois estoiros, mas cada um sabe de si.
  Ainda assim, análise pós, fiz o melhor registo nos primeiros 50 km.
  Clima ameno e céu parcialmente nublado com o sol a espreitar de quando em vez.
  Cedo também apareceram as dores, repartidas entre os joelhos (mais leves), o rabo (incredulamente) e as costas (estas penosas, persistentes e injustificadas).
   Até Mil Fontes, local habitual da primeira paragem, foi um misto de sensações mas já a rezar para que não me quedasse a grandes sofrimentos.
   Alimentação tardia pelo que era impreterivel não cometer mesmo erro daí em diante, algo que viria a tornar-se falso mas por força de males maiores:
   Um acidente grave que bloqueou a estrada perto da Zambujeira e o meu apoio ficou assim retido.
   Alimentei-me de tudo o que levava no bolso ainda na ocasião (uma sandes de manteiga de amendoim numa vez e meia barrita e um gel em outra vez, e o restante de água e bebida isotónica).
   Em Aljezur não estava o apoio e fui seguindo até que quando chegou já perto de Vila do Bispo, declinei. Já não valia a pena e as dores nas costas alimentavam-me quanto bastasse.
   A constipação também não me largou com a volta toda "em sofrimento" do nariz e um pouco da garganta e sempre a ter de forçar vencer uma falta de ritmo natural que nao aparecia.
   Rolei muitas vezes sozinho, algumas em gestão, outras tentando colocar ritmo.
   Na parte final, apanhei um grupo que não larguei mais para me arrastar até Sagres, tendo ainda dado um esticão com o colega Tinoni e feito a subida a solo.

      


O que foi ao lume:
   Até Mil Fontes - 1 sandes de nutela+manteiga de amendoim, 1 barra energética caseira, 1 bidon de água, 1 bidon de isotónico Isostar
  Em Mil Fontes: uma sopa
   Após Mil Fontes: - 1 sandes de nutela+manteiga de amendoim, meia barra energética+um gel, 1 bidon de água, 1 bidon de isotónico Isostar.


   Francamente pouco.
   Duro na condição física, sem conseguir desligar a cabeça nem ter aquele sentimento de pedalada que tanto gosto e com muitas dores nas costas (inclusive na viagem de regresso).