24 e 25 Outubro
Ciclismo
Sábado
Sim, não, sim, não, sim! E ainda bem.
Uma volta clássica a solo no sábado.
Uma manhã de sábado que se apresentou fria mas que trouxe aos poucos um estar primaveril.
A pedalada foi sempre firme e vigorosa de tal ordem saborosa que quando dei por mim, chegava ao destino.
Foi um tiro.
Perdi o barco por 5 min ao que ganhei uma hora de espera. Protegido de uma leve brisa, esstava-se melhor do que em alguns dias de Agosto.
A calmaria e paz assolavam aquele local e aquele momento.
Despi-me da cintura para cima e sentei-me ao sol rodeado por praia, mar, rio e um céu azul.
Enquanto o sol fazia o seu papel, ouvia a suave rebentação das ondas que assoitavam o batelão onde um dos ferrys e um catamaran repousavam, provavelmente à espera de dias mais agitados.
Um miudo chegou de bicicleta, muito despachado, com a cana de pesca numa mão. Em segundos pôs-se ao beiral de ferro e deu uso à cana. Mudou de sitio umas três vezes.
Ao meu lado, uma outra bicicleta, mais velha como o seu dono que alternava entre dar uns pequenos passos ao sol para contemplar o mar e a cadeira à sombra dentro do pré-fabricado que serve de apoio tipo sala de espera.
Era um viajante. A bicicleta apetrechada e remendada com suportes e objectos de utilidade de quem corre mundo nesta forma de deslocação. Contudo podia estar sóa treinar. Os alforges pareciam-me muito vazios. Ou seria um minimalista.
Os carros, meia dúzia deles, iam-se assomando perfilados pelo pontão de acesso ao batelão. A maioria estrangeiros ou de aluguer de onde saiam estrangeiros. Era fácil perceber.
Ainda assim, a paz e tranquilidade mantinham-se e eu saboreava todo este momento com gratidão. Que maravilhoso momento.
As gaivotas chegaram primeiro. Pousaram pelos corrimões de ferro castanho gastos pela erosão dos tempos e fitavam em todas as direcções.
Pouco depois chegava o ferry.
Ainda fiquei mais uns minutos, aproveitando até ao último momento.
Vesti-me e aprumei a minha bicicleta e eu nela. Entrei no ferry logo de seguida para buscar o terraço ao ar livre e desfrutar da curta viagem ao sol, ao vento, à maresia.
Que manhã maravilhosa.
Domingo
Ligeirinhamente moído (quase nada) do dia anterior, regresso à estrada, desta vez ja acompanhado e como éramos só três, ainda fomos à procura de mais.
O ritmo foi marcadamente duro e no final, os 90 km faziam as pernas chorar.
Um fim de semana de manhã muito bom.
relatos caseiros e feitos à mão sobre maratonas, raids, passeios, provas e outras voltas em BTT, Ciclismo e tudo mais.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Mais uma jornada dupla powered by marmelada da mãe
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