domingo, 8 de abril de 2012

O kitch do Portugal

 Cá vai mais uma relíquia para esta rubrica que não se quer morta.
 Brevemente haverá mais. Tenho visto por aí umas pérolas, upa upa.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

1ª Maratona Cabeço Vide

01\04\2012
Btt - Cabeço de Vide

   E lá se fez mais uma maratona.
   Desta vez, e novamente em pleno Alentejo, a escolha recaiu sobre Cabeço de Vide. Foi a 1ª prova desta gente o que me deixava logo à partida alguma apreensão.




   Pernoita em Elvas porque na terra já não havia vagas nem sequer nas cocheiras.
   A prova em si fica-me marcada para todo o sempre pelo esforço que tive de dispensar para a terminar. Falhando os PA (postos de abastecimento) que pelos vistos eram dois na 1ª metade da prova e que não vi nenhum, acabaria por só comer algo aos 45 km. Paguei caro já que me arrastei depois até ao fim porque nunca mais recuperei as forças. Os ultimos 20km então nem se fala...
    Também o facto de estar a estrear um novo kit tubless na Mérida que só ficou pronto de véspera e que não pude testar como deveria, não me deixando outro remédio senão utilizar demasiada pressão nos pneus, fez-me levar uma sova de trepidação (algumas zonas bastante desagradáveis mesmo para uma suspensão total, imagine-se para uma semi-rigida tubless full air) pelo corpo todo.
    Foram 70 km pouco criativos (notou-se o esforço da Organização em proporcionar alguns caminhos mais arrojados, mas efectivamente a zona nada mais tinha para oferecer e esse esforço acabou por ser em vão) mas o potno mais fraco recai na parca oferta dos PA: muito pouca paparoca e pouca variedade para retemperar as forças.
    Tudo o resto tem nota positiva. A tipica paisagem alentejana faz as delicias dos seus apreciadores, houve sempre muita policia e membros da Organização nos cruzamentos com as estradas e passagens que pudessem levantar alguma dúvida, a marcação do percurso também esteve muito bem (pena não ter sido disponibilizado o track gps mas foi-me explicado que o traçado foi alterado, logo não houve tempo para rectificá-lo), a simpatia e bem-receber foi sempre uma constante. Lavagem de bikes, banhos nos balneários termais, massagens para quem teve paciência para esperar a sua vez e um almoço bem apetitoso e farto servido junto da antiga estação de comboios estiveram 5 estrelas.
    Se voltaria a repetir? sim para visitar uma terra alentejana bem bonita e não pela monotonia do traçado!
    A Organização pode-se orgulhar de, para quem o fez pela 1ª vez, ter organizado uma maratona onde tudo correu bem.

   Uma foto da "coisa" http://photoshot.smugmug.com/Sports/Maratona-BTT-Cabe%C3%A7o-de-Vide/22217815_GQrJsz#!i=1774337916&k=rpmF6KZ&lb=1&s=A

   Quem me encontrar ganha a bandeira du Portugal.

   Outra foto http://photoshot.smugmug.com/Sports/Maratona-BTT-Cabe%C3%A7o-de-Vide/22217815_GQrJsz#!i=1774337959&k=mbvHDHK&lb=1&s=A

    Tubless 1 Furos 0

    O track do garmin aqui (com menos 5 km porque lá me esqueci de o ligar).

segunda-feira, 19 de março de 2012

Galésada

 17\03\2012
  Ciclismo

   Fim-de-semana do lado de lá do rio para desenjoar dos percursos habituais.
   Partida na sexta-feira já bem tarde, noite bem mal dormida, cansaço e fadiga acumuladas da semana que então terminava.
    Quando o despertador tocou às 07:30h da manhã nem queria acreditar. Um raio de Sol era a única coisa que já acordara pela aurora do dia.
    Pouco mais de 30 minutos volvidos já o pequeno-almoço passara na goela, o cócó na retrete, o equipamento passado no corpo, o equipamento passado para as bicicletas e os ciclistas passados de casa para a rua.
    O local esse era o habitual emblemático de outras "festas". A vontade de pedalar era enorme. O frio da manhã dissipou-se tão depressa como o sono que não dormira e com afinco demos as primeiras pedaladas embalando num ritmo intenso mas agradável.
   O percurso traçado dias antes acabou por sair melhor do que a encomenda. O piso foi sempre uma agradável sensação (alcatrão de chorar por mais) assim como o sossego de um trânsito quase inexistente e da típica paisagem alentejana sempre salpicada dos focinhos e patas que tanto me enchem os olhos por essas cercas de beira de estrada fora.
   Aqui fica o track do garmim numa volta baptizada com o nome de galésada para um dia mais tarde voltar a efectuar.

   No domingo houve apenas um ciclista a pedalar. Com uma playlist à moda de aula de cycling foi uma hora a dar porque nao havia nem tempo nem joelho para mais.

    Belo fim-de-semana na companhia dos Roldões, bicicletas, viagem, descanso e afins.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ainda o QB (Quebra Ossos)

 Ainda reportando ao domingo fatídico:



Diz que partir a clavicula dá sono...
 ... e vontade de cantar o hino com mão ao peito e tudo.

 Diz o QB: então já que estás aí ao menos faz ai um biquinho para aliviar a dôr
Diz eu: pérái que já faço. Vou só afiar os dentes
Diz o destroia: fosga-se, será que ele tb me vai pedir para lhe fazer um biquinho?
Diz o Carlos: epah, isso do bico soa-me bem...

Continua o Carlos: sabem, acho que também me doi ali em baixo. Fazem-me um biquinho??
Diz o QB: aguentaí ó Carlos que enquanto não me passarem as dores, este gajo não vai a lado nenhum
Digo eu: vê lá masé se eu nao te curo das dores à moda do Taveira
Diz o destroia: péce-me que tás com cara de quem tá a gostar. Olha que eu nao sei se faço tao bem..







domingo, 11 de março de 2012

Ele há coisas...

Ele há coisas que não lembram a ninguém.

Passatempo de casa. Descubra qual dos dois "cromos" partiu um osso.


O vencedor do passatempo leva esta "burra desdentada" para casa:


As melhoras Mcdeiniel!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Boomerang

 03\03\2012
 Ciclismo - volta Boomerang

   Com vontade de pedalar e sem grande tempo ou paciência para criar ou recriar uma volta, a escolha recaiu uma vez mais sobre Boomerang: ida e volta ao Cabo Espichel pelo mesmo percurso.
    Uma volta com grande pedalada a dar um autêntico bigode no zé virtual (finalmente!!), sempre a sentir muito vigor físico e vontade de continuar.
   Por estes dias continua a dúvida sobre com que roupinha sair para pedalar. Desta vez acertei mas nao tem sido fácil

   Os dados do garmim aqui,

sábado, 3 de março de 2012

3ª Maratona Rota do Casqueiro

26\02\2012
Sto André - Santiago do Cacém
Btt fora de portas



   FINALMENTE O REGRESSO!!!!!!!

   Um ano e 7 meses depois volto a fazer uma maratona. Depois das lesões, do mau tempo, dos problemas de saúde, não tenho forma de descrever a felicidade de poder participar novamente neste tipo de eventos.
   Curiosamente a ultima maratona que fizera fora em Santiago do Cacém e foi mesmo pura coincidência o regresso ocorrer nas mesmas paragens, mas efectivamente era a única prova no calendário no mês de Fevereiro que se apresentou interessante.
   E se bem me lembro, na ocasião inscrevera-me para 75 km mas falhei uma viragem e acabei por fazer só os 45 km.
   Agora não só regressei às provas, como regressei à zona e como iniciei e finalizei a minha 1ª maratona de 80 km.
   A Organização esteve de parabéns em todos os capítulos, desde o inicio no momento das inscrições até quase ao fim. Gente simpática e com método. Tudo muito certinho.
   Ficam dois reparos que infelizmente prendem-se com um aspecto a que dou muita importância: a paparoca.
   O 2º posto de abastecimento foi fraco no que respeita a alimento. Todos os que como eu saltaram o 1º (porque surge sempre demasiado cedo), ao chegar ao 2º a necessidade de carregar é vital. Só havia fruta e agua. Não compreendo esta falha já que todos os demais estiveram sem qualquer reparo sendo que até havia oficina para reparações nas bicicletas (no ultimo posto cheguei a usufruir desta preciosa ajuda).
   O outro reparo prende-se com o almoço.
   Após 3 furos era mais do que evidente que chegaria no grupo dos últimos. Ao chegar ao refeitório a fila era curta mas em 20 minutos não diminuiu um unico ciclista, o que me levou a desistir de almoçar (já pago na inscrição). É uma nódoa grande numa prova tão bem organizada e tenho a certeza que existe um motivo forte para ter acontecido, mas a minha fome sofreu....
   Uma pequena referência ao percurso para ficar aqui a lembrança: sem subidas de maior, tirando uma ou outra mas sem serem paredes, um ou dois raros singles mas que surgiram tão cedo que no meio da confusão do pelotão foram impossiveis de se fazer no selim. De resto estradões sem fim bons de fazer principalmente os que permitiam interminávelmente acelarar e rolar. Soube bem. A paisagem algo monótona mas tranquila e agradável. A zona não podia oferecer mais.

   Se voltava a fazer? voltava mas sem os três furos que me tiraram do sério e quase me levaram ao abandono não fosse a generosidade de outros participantes e uma oficina já referida.
   Foi bom voltar a rasgar na Mérida que entretanto vai levar um kit tubless como deve de ser (já teve um mas que foi um fiasco).
    As saudades que eu já tinha disto!! Boas sensações, muita vontade de fazer já outra.

    No regresso já de carro páro num café à beira de estrada. O dono do café vendo a bicicleta no tejadilho interage:
    - ah... vem da maratona?
    - pois
    - da maratona e outra não é?
    - maratona e meia maratona!
    - ah pois! é de 40 e....
   - e 80 km
    - e qual é que vocemecê fez?
    - a de 80 km
    - elah, pois! isso é que é! a dos 40 km é para os mais fraquinhos claro.
    Despedi-me com um sorriso na cara e com a sensação que tinha entrado para a elite dos maratonistas (apesar de esta não ser uma prova dura, repito).

   O track no garmin aqui.