Ontem (domingo) fui ao cinema. Fui ver "A mentira de Armstrong", um documentário que retrata o escandalo do doping do mais mediático ciclista de todos os tempos.
Posso dizer que fiquei algo desiludido.
Senti o filme todo que o realizador tem aquela mesmíssima dúvida que me acompanha sempre que surge um caso de doping. Primeiro o descrédito na modalidade, depois o deixa para lá. Porquê? Passo a explicar:
- a forma que tenho de estar no desporto e em tudo na vida, prende-se sempre muito com o gosto de fazer, estar, agir. A injustiça, a desigualdade, o desfavorecimento, a mentira, a batota são conceitos feios e horrendos que combinados com os individuos que pretendem ganhar a todo o custo, tornam-os em animais, bestas sem escrupulos.
Este tema dava uma enorme composição para a qual nao estou nem para aí virado. Portanto limito-me a falar do do caso do ciclismo e do Armstrong, objecto central do filme.
Armstrong ganhou 7 vezes o Tour. Nunca foi apanhado em controlo positivo de doping ou se foi, nunca soubemos. A questão é: e os outros não estavam? Resumidamente Armstrong acabou por ser o batoteiro dos batoteiros ao que juntou provavelmente as grandes capacidades fisicas que tinha e ter ainda a capacidade de reunir provavelmente os melhores técnicos e médicos ligados ao ramo. Todos os anos há casos de doping. Todos os amantes e acompanhantes do desporto sabem que este está carregado de doping até à raiz dos cabelos. Não é nem nunca vai ser limpo. A industria do doping gera milhoes que lhe permitem ir sempre à frente dos controlos de despiste financiados (pouco e se calhar propositadamente) pelas entidades oficiais. É uma luta desigual.
Mas voltando à vaca fria: se estão todos dopados, se são todos batoteiros, então o rei dos batoteiros é Armstrong e é agora veemente atacado como um marginal. Então não deveriam ser todos? Ah pois deviam.
Aqui a pequeníssima diferença é que, dizem algumas fontes tais como ex-colegas e até o próprio, que Armstrong seria o maior sem escrupulos quando alguém se lhe opunha, ao que chegou a dar cabo da vida de umas quantas pessoas. Se estas mereciam ou nao e em que contornos, desconheço. Mas nisto parece que Armstrong era efectivamente um canalha.
Ora esse comportamento é para mim punivel até à ultima consequencia. O doping? para mim são todos batoteiros e assumo o espectáculo partindo desse principio.
Quando soube deste documentário fui ve-lo, confesso, com vontade de um julgamento em asta publica: um linchamento com sangue a escorrer de todos os poros do Rei dos Batoteiros, não pelo doping, mas por aquele poder que Armstrong tinha (ganhou\deram\arranjou). Mas depois de dentro de mim, sai aquele sentimento de humanidade que às vezes até me irrita e por vezes tanto baralha: o perdão, a capacidade de misericórdia. Ao ver o filme percebe-se que o realizador tinha inicialmente a ideia de um filme apoteótico para a ressurreição do Deus Armstrong. Depois, nao ganhando este o Tour de 2009 e provavelmente com acesso a alguma informação\rumores sobre o escandalo que ai vinha, o realizador meteu o filme na gaveta até ver... No fim, acabou por fazer de um documentário sobre um herói, uma manta de retalhos sem raciocinio nem opinião nem visão. Um grande conjunto de indefinições limitando-se ora a dar uma facada no "herói" ora dando-lhe uma ovação de heroismo. Em que ficamos afinal? em nada. Num vazio que ja se trazia do passado de um documentário que não acrescenta nada. Não que o tivesse de fazer mas nao o ter visto era a mesmissima coisa para mim.
Portanto nao temos heroi nem mercenário. Temos as duas coisas? A unica opinião com que fico era a que já tinha: Armstrong foi obrigado a declarar-se culpado para nao ir para a cadeia (pelo menos para já e por mais anos), mas fá-lo dizendo entre linhas (pois nao lho permitem dizer de outra forma) que é tão culpado como todos os outros logo não compreende a punição, a hipocrisia. Mais me fica que é um mentiroso compulsivo e que jamais o deixará de o ser ao manter-se fiel que nao se dopou no Tour de 2009. Niguem morre a subir uma serra e no dia seguinte está para as curvas. E é isto que diferencia Armstrong de todos os outros. É que ele é impiedoso. Na arrogancia do "sou culpado mas fui o vencedor de todos que sao culpados como eu" nao consegue largar o papel de querer ser o melhor continuando a mentira do Tour de 2009. Está enraizado. O que o distingue dos outros é o facto de que o Contador nesse mesmo Tour te-lo "rebocado" até ao terceiro lugar (isto mal aparece no filme), apesar de "inimigos" no seio da mesma equipa. Contador foi "misericordioso (tb a mando do patrao da equipa é certo, mas Contador poderia perfeitamente ter ignorado como o fizera dia antes), coisa que Armstrong jamais conseguiria ser pois Armstrong teria de esmagar.
Mais, Armstrong revela a sua verdadeira personalidade ao ve-lo defender-se sempre de jornalistas e afins com "eu criei a Fundação de luta contra o cancro", "eu represento todos os milhoes de pessoas com cancro, acha que me doparia"? Tanta hipocrisia.
E nisto sim eu queria um linchamento! Pela pessoa que mostrou ser e que foi. Era aqui senhor realizador que com um pouco de coragem que nao teve pois nao sabia bem o que fazer ao seu filme e que o proprio convivio com o Armstrong lhe deixou afinal misericordioso, teria feito um bom documentário.
Assim muniu-nos de nada para deixar a cada cabeça a sua sentença numa espécie de "faça você mesmo" o seu juizo disto tudo. Atem nem tinha mal, mas eram precisos, lá está, dados novos ou mais profundos que o sr realizador não trouxe.
relatos caseiros e feitos à mão sobre maratonas, raids, passeios, provas e outras voltas em BTT, Ciclismo e tudo mais.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
Apenas uma miragem
30 de Novembro 2013
ciclismo
08:30h Fresquinho pla manhã mas o que há de novo? as pessoas olhavam para mim como se fosse uma especie de alien. Sou friorento e a pedalar posso ter frio em todo o lado menos nas pernas. Daí os calções, tá?
Pouca gente na estrada comparando com o habitual. Afinal anda aí muito ciclista de Primavera.
Alem de toda (tanta) a carga, levava comigo a dúvida sobre o estado de ambos joelhos.
hora H: um ataque combinado (isto ainda deve ser efeito de ter estado na véspera até às tantas na "guerra"). Um bezouro (sei que era um bezouro porque bem o ouvi a fazer bzzzzz) esbarra de encontro ao centro dos óculos na zona de apoio do nariz. O cacete foi tão grande que me despistou por um momento. Entre fecha e abre olhos e tenta perceber o que aconteceu, isto tudo numa fracção de milésimo de segundo, tau... um buraco na estrada. Resultado? furo. Nem sei bem a quantidade de palavrões que proferi. Não podia o bzzzz ter colidido segundo antes ou depois? não, tinha de ser ali precisamente na zona do buraco.
diferentes estados de espírito: as comparações entre btt e ciclismo e suas gentes são faladas um pouco por toda a parte e de seus praticantes também. Por vezes nota-se quase uma rivalidade, coisa que não entendo. Mas às vezes realçam-se pequenas evidencias. O btt é muito mais bonacheirão. Podem-se juntar grupos para simplesmente amenos passeios e cavaqueiras e é habitual verem-se umas barrigas bamboleantes pela serra. O convivio e convivencia é mais humurado e bem disposto. O ritmo é mais pausado. No ciclismo nao. O mais normal são os corpos definidos mais finos e ou atleticos, secos. Poucas conversas e muito pedal. E depois nota-se isto: um gajo parado na berma com a bicileta no chão, um pneu na mão e uma bomba de ar noutra. Passa um grupo de 15 ciclistas. ninguém diz nada.... 5 minutos depois passam 2 btt´s. É preciso ajuda?
Obviamente que não se generaliza aqui nada.
a gnr: pelos dias que correm hoje a moda é dizer-se mal. Mal disto mal daquilo e por ai em diante, e já ninguém elogia quando as coisas correm bem. Tenho que deixar os meus agradecimentos à GNR de Sesimbra (deduzo) que pelo meio da sua patrulha que cortava um dos sentidos da estrada por motivo de remoção de árvores, foi de um cuidado e apoio ao ciclista a toda a prova. Em uma situação tão simples, pequenos gestos às vezes fazem toda a diferença. A ambos agentes o meu elogio pelo seu profissionalismo e dever cívico. Porque afinal a policia não é só para multar!
A dúvida. Ao chegar a Azeitão a dúvida: virar para a serra ou seguir directo? ao momento estava bem e como era o derradeiro teste antes da consulta médica da próxima semana, virei para a serra.
A dúvida 2: no alto descer para as praias ou seguir a subir para o convento? apetecia-me tanto ver as praias mas como estava bem...
O estoiro: dor no joelho. Depois descer as antenas quase de raiva e lágrimas nos olhos, não sei se de raiva, se do vento que a velocidade impunha. Acho que nunca desci tão rápido. Belos 74 km\h.
Arrastado para casa em sofrimento a tentar não forçar mais a masela. Horas antes uma miragem chamada Sagres. Do alto da serra nesta linda e bela manhã quase que a conseguia avistar dali. Apenas uma miragem...
Os dados do garmas aqui
ciclismo
08:30h Fresquinho pla manhã mas o que há de novo? as pessoas olhavam para mim como se fosse uma especie de alien. Sou friorento e a pedalar posso ter frio em todo o lado menos nas pernas. Daí os calções, tá?
Pouca gente na estrada comparando com o habitual. Afinal anda aí muito ciclista de Primavera.
Alem de toda (tanta) a carga, levava comigo a dúvida sobre o estado de ambos joelhos.
hora H: um ataque combinado (isto ainda deve ser efeito de ter estado na véspera até às tantas na "guerra"). Um bezouro (sei que era um bezouro porque bem o ouvi a fazer bzzzzz) esbarra de encontro ao centro dos óculos na zona de apoio do nariz. O cacete foi tão grande que me despistou por um momento. Entre fecha e abre olhos e tenta perceber o que aconteceu, isto tudo numa fracção de milésimo de segundo, tau... um buraco na estrada. Resultado? furo. Nem sei bem a quantidade de palavrões que proferi. Não podia o bzzzz ter colidido segundo antes ou depois? não, tinha de ser ali precisamente na zona do buraco.
diferentes estados de espírito: as comparações entre btt e ciclismo e suas gentes são faladas um pouco por toda a parte e de seus praticantes também. Por vezes nota-se quase uma rivalidade, coisa que não entendo. Mas às vezes realçam-se pequenas evidencias. O btt é muito mais bonacheirão. Podem-se juntar grupos para simplesmente amenos passeios e cavaqueiras e é habitual verem-se umas barrigas bamboleantes pela serra. O convivio e convivencia é mais humurado e bem disposto. O ritmo é mais pausado. No ciclismo nao. O mais normal são os corpos definidos mais finos e ou atleticos, secos. Poucas conversas e muito pedal. E depois nota-se isto: um gajo parado na berma com a bicileta no chão, um pneu na mão e uma bomba de ar noutra. Passa um grupo de 15 ciclistas. ninguém diz nada.... 5 minutos depois passam 2 btt´s. É preciso ajuda?
Obviamente que não se generaliza aqui nada.
a gnr: pelos dias que correm hoje a moda é dizer-se mal. Mal disto mal daquilo e por ai em diante, e já ninguém elogia quando as coisas correm bem. Tenho que deixar os meus agradecimentos à GNR de Sesimbra (deduzo) que pelo meio da sua patrulha que cortava um dos sentidos da estrada por motivo de remoção de árvores, foi de um cuidado e apoio ao ciclista a toda a prova. Em uma situação tão simples, pequenos gestos às vezes fazem toda a diferença. A ambos agentes o meu elogio pelo seu profissionalismo e dever cívico. Porque afinal a policia não é só para multar!
A dúvida. Ao chegar a Azeitão a dúvida: virar para a serra ou seguir directo? ao momento estava bem e como era o derradeiro teste antes da consulta médica da próxima semana, virei para a serra.
A dúvida 2: no alto descer para as praias ou seguir a subir para o convento? apetecia-me tanto ver as praias mas como estava bem...
O estoiro: dor no joelho. Depois descer as antenas quase de raiva e lágrimas nos olhos, não sei se de raiva, se do vento que a velocidade impunha. Acho que nunca desci tão rápido. Belos 74 km\h.
Arrastado para casa em sofrimento a tentar não forçar mais a masela. Horas antes uma miragem chamada Sagres. Do alto da serra nesta linda e bela manhã quase que a conseguia avistar dali. Apenas uma miragem...
Os dados do garmas aqui
sábado, 23 de novembro de 2013
ATÂO E A CHUVA PÁ????
Isto assim até parecem as previsões à moda antiga antes do telejornal com o Anthimio, e que por vezes falhavam tão redondamente que até dava dó.
Siga para o btt amanhã.
Siga para o btt amanhã.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Training Camp
Ginásio? népias.
Ciclismo? nem ver bicicletas.
Btt? zero
Então mas que raio de treino afinal?
Azeitona! Apanha da azeitona. Do amanhecer ao entardecer. Tudo à moda antiga. Vardascada nas oliveiras, carregamento de sacos, reforço alimentar com vinho e ginja, exercicio o dia todo, noites de sono bem dormidas.
No ano passado levou-me de Troia a Sagres sem problemas. Este ano, não fossem os joelhos...
Ciclismo? nem ver bicicletas.
Btt? zero
Então mas que raio de treino afinal?
Azeitona! Apanha da azeitona. Do amanhecer ao entardecer. Tudo à moda antiga. Vardascada nas oliveiras, carregamento de sacos, reforço alimentar com vinho e ginja, exercicio o dia todo, noites de sono bem dormidas.
No ano passado levou-me de Troia a Sagres sem problemas. Este ano, não fossem os joelhos...
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Ser blogger
Ser blogger ao que parece é uma raça em vias de extinção.
Dos 12 que seguia\sigo com regularidade apenas 3 estão activos, ou seja, que publicam de quando em vez.
Isto do escrever tem muito que se lhe diga. Para mim é um prazer aliviar a alma e colocar um pouco dela nesta tela. É materializar um pouco daquilo que é de mim, sem me revelar, expor, talvez um pouco, talvez pouco a pouco.
Ser blogger é ser livre. É sentir os dedos a voar leves em cada letra.
Ser blogger não paga nada.
Ser blogger não ganha nada.
Sê blogger. Continua blogger.
Tenho saudades dos bloggers.
Dos 12 que seguia\sigo com regularidade apenas 3 estão activos, ou seja, que publicam de quando em vez.
Isto do escrever tem muito que se lhe diga. Para mim é um prazer aliviar a alma e colocar um pouco dela nesta tela. É materializar um pouco daquilo que é de mim, sem me revelar, expor, talvez um pouco, talvez pouco a pouco.
Ser blogger é ser livre. É sentir os dedos a voar leves em cada letra.
Ser blogger não paga nada.
Ser blogger não ganha nada.
Sê blogger. Continua blogger.
Tenho saudades dos bloggers.
sábado, 9 de novembro de 2013
Volta mista
09 de Novembro de 2013
ciclismo
Vontade, muita vontade de pedalar e aproveitar estas ultimas manhãs pintadas de Sol. A temperatura fez terminar a época da manga curta.
Nem de véspera nem na hora consegui escolher um percurso. Sai à sorte e decidi rumar serra acima pla Secil. Depois logo ia decidindo. O objectivo era fazer entre 03:30 a 04:00h de pedalada.
Muita mas mesmo muita gente na estrada hoje. Grupos pequenos, grupos grandes, individuais como eu. Não há ninguem que aproveite isto nem orgãos sociais que desenvolvam condições. Mas também quem é que acredita em milagres a esta data??
A talega continua a funcionar bem e nunca saiu do sitio mas confesso que se as pernas estavam optimas, foi o pulmão que mais acusou já na ultima rampa antes das antenas. Foi bom subir com o mp3 desligado só a ouvir a natura e a saborear a linda paisagem.
Esquerda ou direita? no cruzamento da variante da vila, virar para Azeitão ou para o lado da Qta Conde? escolhi o pior. Até chegar a Cabanas foi fazer o troço mais horrivel da zona (turtle nunca mais me enganas). Um transito infernal naquela zona da Qta Conde.
O velho dos gémeos. Um sr. com os seus 60 anos com um par de gémeos que pareciam ir explodir a qualquer momento. Não forcei o andamento mas não se deixou passar. Ganda bitcharoco..
O tractor de estrume: um fedor horrendo que gramei no Pinhal novo inteiro. Quase de ir ao vómito. Felizmente nao seguiu para Rio Frio.
A dúvida: quanto tempo de Rio Frio até casa? não queria exagerar no tempo e consequentemente nos km e aqui estava meio baralhado nas contas. Mas como as pernas estavam bem, lancei-me às sortes.
A desilusão. tudo seguia perfeito. Força nas pernas como há muito nao sentia, a encher a barriguinha de uma manhã inteira de pedalanço como há muito nao fazia, o joelho mau a aguentar na boa como há muito tempo não aguentava e.... o outro joelho começa a dar de si. A principio pensei que fosse apenas um pequeno apontamento mas por esta hora a volta já acabou mas a dor ficou. Sinto-a a subir as escadas
:-((((
Desta vez nem me esqueci uma unica vez de liga o Garmas nem nada....
os dados aqui
ciclismo
Vontade, muita vontade de pedalar e aproveitar estas ultimas manhãs pintadas de Sol. A temperatura fez terminar a época da manga curta.
Nem de véspera nem na hora consegui escolher um percurso. Sai à sorte e decidi rumar serra acima pla Secil. Depois logo ia decidindo. O objectivo era fazer entre 03:30 a 04:00h de pedalada.
Muita mas mesmo muita gente na estrada hoje. Grupos pequenos, grupos grandes, individuais como eu. Não há ninguem que aproveite isto nem orgãos sociais que desenvolvam condições. Mas também quem é que acredita em milagres a esta data??
A talega continua a funcionar bem e nunca saiu do sitio mas confesso que se as pernas estavam optimas, foi o pulmão que mais acusou já na ultima rampa antes das antenas. Foi bom subir com o mp3 desligado só a ouvir a natura e a saborear a linda paisagem.
Esquerda ou direita? no cruzamento da variante da vila, virar para Azeitão ou para o lado da Qta Conde? escolhi o pior. Até chegar a Cabanas foi fazer o troço mais horrivel da zona (turtle nunca mais me enganas). Um transito infernal naquela zona da Qta Conde.
O velho dos gémeos. Um sr. com os seus 60 anos com um par de gémeos que pareciam ir explodir a qualquer momento. Não forcei o andamento mas não se deixou passar. Ganda bitcharoco..
O tractor de estrume: um fedor horrendo que gramei no Pinhal novo inteiro. Quase de ir ao vómito. Felizmente nao seguiu para Rio Frio.
A dúvida: quanto tempo de Rio Frio até casa? não queria exagerar no tempo e consequentemente nos km e aqui estava meio baralhado nas contas. Mas como as pernas estavam bem, lancei-me às sortes.
A desilusão. tudo seguia perfeito. Força nas pernas como há muito nao sentia, a encher a barriguinha de uma manhã inteira de pedalanço como há muito nao fazia, o joelho mau a aguentar na boa como há muito tempo não aguentava e.... o outro joelho começa a dar de si. A principio pensei que fosse apenas um pequeno apontamento mas por esta hora a volta já acabou mas a dor ficou. Sinto-a a subir as escadas
:-((((
Desta vez nem me esqueci uma unica vez de liga o Garmas nem nada....
os dados aqui
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Maniv
02 de Novembro de 2013
ciclismo
Em pleno Alentejo para o aniversário do mano (daí o titulo), nada como uma boa volta de bixicreta para abrir o apetite antes da festividade.
Havia portanto que sair cedo para chegar cedo e estar a postos à hora de almoço. A vontade de pedalar era muita, era mais que muita. Na cabeça algo como fazer três horas e meia ou até um pouquinho mais mantendo a intenção de aumentar gradualmente tempo de pedal.
O sol brilhava alto mas nao estava calor. ao começar a descer para Juromenha, mergulhei num mar de nevoeiro serrado e gélido que me queimou até ao osso. O orvalho acumulava-se por todo o meu corpo pingando de cada saliencia. Os (poucos) carros que passavam por mim pareciam ver um extraterrestre. As vacas indiferentes aos automoveis, seguiam-me com os olhos à minha passagem. Um alien definitivamente.
Pedalava com mais força e cerrava bem os pulsos e o tronco para que o frio não me incomodasse tanto mas era praticamente inutil. Rezava pelas subidas que me permitiam aquecer um pouco, mas esta parte inicial era sobretudo a descer e quanto mais descia mas embrenhado nesta grande nuvem branca de humidade ficava.
Um afluente do Guadiana de aguas escuras, àrvores cinzentas desfolhadas nele mergulhadas, a neblina dois palmos acima, uma cegonha num voo razante sobre a superficie. Que linda fotografia a preto e branco. Um momento unico, uma imagem que nao se ve todos os dias. Demais.
Olhava para o céu e via um ponto branco. O sol nao tinha forças para irromper por entre este monstro cinzento que tudo cobria com o seu manto. Marcamos encontro às 10?
Nos meus braços via os pêlos eriçados cobertos de gotas de àgua e do capacete pingavam outras tantas gotas.
Uma hora depois de partir senti cansaço nas pernas. Ui, a coisa ia ser sofrivel se já estava assim neste momento. Era a factura de uma semana cansativa e intensiva.
Às 10h pontualmente apareceu o astro rei, incentivo para subir até Vila Viçosa mais animado. Contudo percebia perfeitamente que este não era o meu dia. A cabeça queria muito mas as pernas simplesmente não.
Ao percorrer a praça central de Vila Viçosa...
ciclismo
Em pleno Alentejo para o aniversário do mano (daí o titulo), nada como uma boa volta de bixicreta para abrir o apetite antes da festividade.
Havia portanto que sair cedo para chegar cedo e estar a postos à hora de almoço. A vontade de pedalar era muita, era mais que muita. Na cabeça algo como fazer três horas e meia ou até um pouquinho mais mantendo a intenção de aumentar gradualmente tempo de pedal.
O sol brilhava alto mas nao estava calor. ao começar a descer para Juromenha, mergulhei num mar de nevoeiro serrado e gélido que me queimou até ao osso. O orvalho acumulava-se por todo o meu corpo pingando de cada saliencia. Os (poucos) carros que passavam por mim pareciam ver um extraterrestre. As vacas indiferentes aos automoveis, seguiam-me com os olhos à minha passagem. Um alien definitivamente.
Pedalava com mais força e cerrava bem os pulsos e o tronco para que o frio não me incomodasse tanto mas era praticamente inutil. Rezava pelas subidas que me permitiam aquecer um pouco, mas esta parte inicial era sobretudo a descer e quanto mais descia mas embrenhado nesta grande nuvem branca de humidade ficava.
Um afluente do Guadiana de aguas escuras, àrvores cinzentas desfolhadas nele mergulhadas, a neblina dois palmos acima, uma cegonha num voo razante sobre a superficie. Que linda fotografia a preto e branco. Um momento unico, uma imagem que nao se ve todos os dias. Demais.
Olhava para o céu e via um ponto branco. O sol nao tinha forças para irromper por entre este monstro cinzento que tudo cobria com o seu manto. Marcamos encontro às 10?
Nos meus braços via os pêlos eriçados cobertos de gotas de àgua e do capacete pingavam outras tantas gotas.
Uma hora depois de partir senti cansaço nas pernas. Ui, a coisa ia ser sofrivel se já estava assim neste momento. Era a factura de uma semana cansativa e intensiva.
Às 10h pontualmente apareceu o astro rei, incentivo para subir até Vila Viçosa mais animado. Contudo percebia perfeitamente que este não era o meu dia. A cabeça queria muito mas as pernas simplesmente não.
Ao percorrer a praça central de Vila Viçosa...
.... virar no castelo à direita e apanhar o carrocel à esquerda. São minutos de plena diversão descendo uma estrada de inclinação reduzida mas que serpenteia a torto e direito para gáudio pessoal.
Mais alguns km voltando à habitual sina deste percurso (estradas que hora sobem ora descem repetidamente - um autentico quebra ritmo, quebra pernas) e aparecia a infindavel recta que me leva até à Terrugem.
Bebericando aqui e ali, já depois de uma buchazinha no papo, sentia agora sim o braço quente do sol aquecer-me o rosto. Mas pouco.
Fui fazendo contas à medida que me aproximava da dita terra. Mais 10 km como pensara inicialmente ou apanhar o caminho mais curto para casa? As pernas responderam por mim.
Chegando ao fim a recompensa nº 1
coca-cola mine e uma sande de parsunte
Depois uma aula de grupo de alongamentos.
Passatempo: descubra os 6 gatos.
E depois ao almoço a recompensa nº 2 com um belo manjar de perdiz, javali assim e javali assado, bem regado a vinho tinto e branco maravilha. Depois uma ginja caseira para ajudar à digestão com um cafézito. Ao fim da tarde umas imperiais com uns camarões e um presunto de chorar por mais.
Hoje (domingo seguinte) ainda tentei mentalizar as pernas que pedalar é muita do bom, mas elas nem pó...
Os dados do garmas aqui
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