14\10\2012
Ciclismo
TTI = time trial individual (pensava eu)
Já explico. Mas começando pelo principio.
Depois da volta em grupo de sábado, a malta do btt baldou-se em barda e resolvi sair para a estrada outra vez, mas desta feita a solo.
Confesso que estive quase para nao sair da cama e depois para nao sair de casa, com a desculpa de algum cansaço e de uma chuva anunciada para as 12h. Mas uma voz que puxa sempre mais forte e ecoa sempre mais alto fez com que caisse em mim e sai cheio de vontade.
Para minha admiração as forças estavam retemperadas e posso mesmo afirmar que até me sentia melhor que o habitual. A bicicleta parecia pedalar por si só transportando-me numa agradável manhã de Outono quente.
O traçado escolhido foi o "Planando baixinho", uma rota tradicional mais para o plano.
Com as ditas forças a quererem rebentar pelos musculos fora, fiz entoar a talega e rapidamente cheguei a Rio Frio. Tinha a convicção de nunca lá ter chegado tão depressa o que me motivou para continuar em força mas ao mesmo tempo levou-me a pensar que deveria acautelar o dispêndio de energias para não morrer no regresso.
Fui sempre encontrando aqui e ali muita gente do pedal, tanto de btt como de estrada.
Optei por comer em andamento para não quebrar o ritmo. Cautelas redobradas nestas manobras para o futuro, principalmente no que respeita ao embrulhar dos alimentos. Algo pratico recomenda-se vivamente.
A seguir a Pegões rumo à Marateca, um forte vento frontal fez-se sentir. Vim a descobrir mais tarde que trazia consigo uma enorme carga de àgua que me ensopou até aos ossos.
Por diversas ocasiões procurei o "limbo" sem nunca o ter encontrado.
O "limbo" é para mim talvez das melhores sensações que se pode ter a pedalar. É quando a mente abandona o corpo para parte incerta mas o que deixamos de sentir é precisamente o corpo. Ou seja, deixamos a mente vaguear e sabemos que ela está precisamente nesse estado. Um Nirvana autorizado.
Mas este estado não se domina. Não se entra nele por querermos, não se sai dele quando queremos. Somos completamente subjugados à sua vontade e só nos apercebemos que estamos nele quando... dele saimos! Paradoxo? sim, mas pura verdade.
O melhor que o "limbo" tem é que o corpo descansa, pedalam-se km sem nos apercebermos das dores, do sofrimento, de nada. E a alma também, alivia-se de pensamentos, preocupações.
Já perto de Setúbal apanhei um viajante. Um espanhol dos lados de Barcelona que partira de Sevilha para atravessar o nosso país rumo a Santiago e aos seus célebres Caminos. Distraido com a conversa, o catalão que ia arranhando um espanholês contra o meu portunhol, continuei numa toada forte e nem reparei que o homem fazia das pernas (e de um joelho dorido, segundo me contara o próprio) coração para me acompanhar. Afinal ele trazia alforges com mais 20 kilos dentro.
A volta no garmin aqui
Ah e no fim de contas, analisando o histórico, confirma-se que arranquei bruto. Cheguei a Rio Frio com menos 6 min que o habitual mas diluiram-se no restante troço. Talvez pela chuva ou por ter pedalado no dia anterior. Não é importante. É só mesmo uma curiosidade.
relatos caseiros e feitos à mão sobre maratonas, raids, passeios, provas e outras voltas em BTT, Ciclismo e tudo mais.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
GP Arrábida - Proaventuras Team
13\10\2012
Ciclismo
Um grupo composto por 8 elementos reuniu-se pelas 09:00h junto ao estabelecimento comercial do patrocinador da volta.
Depois de chazinhos e torradas, cafés e bolinhos, foto paunlera para mostrar o orgulho de talegos, o grupo pôs-se em marcha.
As conversas duraram até que o fôlego o permitisse, ou seja, até à subida do solitário. Aí perdemos dois elementos, um por blow engine e outro por solidariedade.
Depois da subida ao Convento o pelotão reuniu-se no inicio da descida das antenas para se agrupar no seu fim onde viria a perder mais um elemento.
O resto da volta foi feito ao rebolão e aos esticões, características próprias de amadores a tentarem rolar em solidariedade de esforço. Não funcionou mas também não matou ninguém.
O strava aqui (nova aplicação para os picadinhos)
O garmin aqui
Ciclismo
Um grupo composto por 8 elementos reuniu-se pelas 09:00h junto ao estabelecimento comercial do patrocinador da volta.
Depois de chazinhos e torradas, cafés e bolinhos, foto paunlera para mostrar o orgulho de talegos, o grupo pôs-se em marcha.
As conversas duraram até que o fôlego o permitisse, ou seja, até à subida do solitário. Aí perdemos dois elementos, um por blow engine e outro por solidariedade.
Depois da subida ao Convento o pelotão reuniu-se no inicio da descida das antenas para se agrupar no seu fim onde viria a perder mais um elemento.
O resto da volta foi feito ao rebolão e aos esticões, características próprias de amadores a tentarem rolar em solidariedade de esforço. Não funcionou mas também não matou ninguém.
O strava aqui (nova aplicação para os picadinhos)
O garmin aqui
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Doença Grave
- E então Sr. Dr.? já sabe algo sobre o meu estado?
- Sim, sei.
- Sempre descobriram então alguma coisa?
- Sim meu caro, sim.
- E então...?
- Bem, você sofre de Vicialeira.
- Vicialeira Sr. Dr.?
- Sim, Vicialeira.
- E o que é isso afinal Sr. Dr.?
- É um sindrome interno que se instala no cérebro e se propaga pelo corpo todo. Começa por uma pequena sensação que pode ser logo forte em alguns casos, e aos poucos e poucos espalha-se por todos os orgãos, pele, vasos sanguineos, pulmões, coração, etc. É complicado explicar mas penso que já dá para ter uma ideia.
- Ahhh sim... acho.
- Pois. Não é detectável em análises sanguineas, nem elctrocardiogramas, nem em raio-x, nem tac´s, nem sequer em ressonância magnética tão pouco. Mas os seus sintomas são claros.
- Diga-me doutor, é grave??
- Muito!
- E tem cura Sr. Dr.?
- Não.
- Então e o que posso eu fazer??
- Bem, vai ser preciso muito da sua convicção e força, reagendamento e planeamento da sua vida pois daqui em diante ela não mais será como era. A família e os amigos, bem como os colegas de trabalho e todos os que o rodeiam terão de ser muito cooperantes e compreensivos também. Não comparecer em festas, eventos sociais de quando em vez é certo.
- Compreendo Sr. Dr...
- Espero sinceramente que, caso não haja nenhum infortúnio, que a Vicialeira o deixe ser feliz até bem ao fim da sua vida. Você será muito feliz. Como se sentiu nos últimos anos?
- Muito feliz Sr. Dr.
- Pois. É sinal de que ela já aí andava!
- Ah, a sério?
- Sim.
- E terei que seguir algum tratamento?
- Vou desde já receitar-lho. Leva aqui este receituário. Quero que faça o quanto lhe apeteça. Ciclismo, btt, aulas de cycling, em grupo, sozinho. Faça como queira, mas pela sua saúde pedale homem, pedale.
- Sim Sr. Dr. Fá-lo-ei escrupulosamente!!
In Wikipédia: "Vicialeira - doença do foro desportivo que ataca o ser humano tornando-o obtusamente viciado em pedalar. Manifesta-se de muitas formas das mais discretas até às mais exuberantes como por exemplo alguém que não consegue parar de falar no assunto ou que está sempre a comprar bicicletas, peças e acessórios. Pouco mais se sabe sobre a Vicialeira mas os últimos estudos publicados por uma Universidade do Michiggam remetem a origem da sindrome para ..."
Dedicado ao mais bravo de todos os gaitos.
- Sim, sei.
- Sempre descobriram então alguma coisa?
- Sim meu caro, sim.
- E então...?
- Bem, você sofre de Vicialeira.
- Vicialeira Sr. Dr.?
- Sim, Vicialeira.
- E o que é isso afinal Sr. Dr.?
- É um sindrome interno que se instala no cérebro e se propaga pelo corpo todo. Começa por uma pequena sensação que pode ser logo forte em alguns casos, e aos poucos e poucos espalha-se por todos os orgãos, pele, vasos sanguineos, pulmões, coração, etc. É complicado explicar mas penso que já dá para ter uma ideia.
- Ahhh sim... acho.
- Pois. Não é detectável em análises sanguineas, nem elctrocardiogramas, nem em raio-x, nem tac´s, nem sequer em ressonância magnética tão pouco. Mas os seus sintomas são claros.
- Diga-me doutor, é grave??
- Muito!
- E tem cura Sr. Dr.?
- Não.
- Então e o que posso eu fazer??
- Bem, vai ser preciso muito da sua convicção e força, reagendamento e planeamento da sua vida pois daqui em diante ela não mais será como era. A família e os amigos, bem como os colegas de trabalho e todos os que o rodeiam terão de ser muito cooperantes e compreensivos também. Não comparecer em festas, eventos sociais de quando em vez é certo.
- Compreendo Sr. Dr...
- Espero sinceramente que, caso não haja nenhum infortúnio, que a Vicialeira o deixe ser feliz até bem ao fim da sua vida. Você será muito feliz. Como se sentiu nos últimos anos?
- Muito feliz Sr. Dr.
- Pois. É sinal de que ela já aí andava!
- Ah, a sério?
- Sim.
- E terei que seguir algum tratamento?
- Vou desde já receitar-lho. Leva aqui este receituário. Quero que faça o quanto lhe apeteça. Ciclismo, btt, aulas de cycling, em grupo, sozinho. Faça como queira, mas pela sua saúde pedale homem, pedale.
- Sim Sr. Dr. Fá-lo-ei escrupulosamente!!
In Wikipédia: "Vicialeira - doença do foro desportivo que ataca o ser humano tornando-o obtusamente viciado em pedalar. Manifesta-se de muitas formas das mais discretas até às mais exuberantes como por exemplo alguém que não consegue parar de falar no assunto ou que está sempre a comprar bicicletas, peças e acessórios. Pouco mais se sabe sobre a Vicialeira mas os últimos estudos publicados por uma Universidade do Michiggam remetem a origem da sindrome para ..."
Dedicado ao mais bravo de todos os gaitos.
sábado, 29 de setembro de 2012
Exame escrito
Sabado, 29\09\2012
Ciclismo
Setubal-Vendas Azeitão-Qta Anjo-Pinhal Novo-Setubal-Mitrena-Alto da Guerra-Setubal
Exame escrito:
1- Qual o nome do track que vai e volta ao Cabo Espichel que queria fazer e que colocou no garmin?
R: planando baixo
2 - Verificou de véspera a temperatura climatérica?
R: vi só que não ia chover
3 - Verificou a velocidade do vento?
R: vi só que ia chover
4 - Verificou a bateria do mp3?
R: não
5 - Identifique e descreva os vários tipos de ciclistas
R: há os Pantani que são os carecas e pedalam bués
há os rangos que são normalmente de tronco muito largo quase ou mesmo pró gordo, metem os ombros para cima e arqueiam os braços
há os metricossexuais que têm a bicicleta a condizer com a roupa e os sapatos e o capacete, tudo da mesma marca
há os carcaças que são os velhos todos secos e que têm bicicletas vintage muito bem estimadas
há os nestinhos que são uns curiosos que aparecem de t-shirt, tennis de futebol, pedalam com os pés dez prás duas e alguns sem capacete
há os bicharocos que são os que pedalam pa cacete e passam pum gajo que até parece que estamos parados
há os picadinhos que passasm pum gajo a matarem-se todos e depois um gajo tem de os passar ou que um gajo passa por eles e eles não descansam enquanto nao voltarem a ultrapassar
há os mete-nojo que nao falam nem olham pa ninguem (muitas vezes são inseridos na categoria bicharocos e principalmente metricossexuais
há os nénadas como eu e que são a larga maioria.
Nota:
Não Satisfaz --+-
O aluno errou nas 4 primeiras perguntas revelando estar bastante mal preparado. Apesar de ter acertado na 5, o que evitou o Não Satisfaz Bastante ---, a matéria base e vital encontrava-se nas anteriores. A não inserção de uma fotografia ou várias também revela total desinteresse na resolução deste teste.
Ciclismo
Setubal-Vendas Azeitão-Qta Anjo-Pinhal Novo-Setubal-Mitrena-Alto da Guerra-Setubal
Exame escrito:
1- Qual o nome do track que vai e volta ao Cabo Espichel que queria fazer e que colocou no garmin?
R: planando baixo
2 - Verificou de véspera a temperatura climatérica?
R: vi só que não ia chover
3 - Verificou a velocidade do vento?
R: vi só que ia chover
4 - Verificou a bateria do mp3?
R: não
5 - Identifique e descreva os vários tipos de ciclistas
R: há os Pantani que são os carecas e pedalam bués
há os rangos que são normalmente de tronco muito largo quase ou mesmo pró gordo, metem os ombros para cima e arqueiam os braços
há os metricossexuais que têm a bicicleta a condizer com a roupa e os sapatos e o capacete, tudo da mesma marca
há os carcaças que são os velhos todos secos e que têm bicicletas vintage muito bem estimadas
há os nestinhos que são uns curiosos que aparecem de t-shirt, tennis de futebol, pedalam com os pés dez prás duas e alguns sem capacete
há os bicharocos que são os que pedalam pa cacete e passam pum gajo que até parece que estamos parados
há os picadinhos que passasm pum gajo a matarem-se todos e depois um gajo tem de os passar ou que um gajo passa por eles e eles não descansam enquanto nao voltarem a ultrapassar
há os mete-nojo que nao falam nem olham pa ninguem (muitas vezes são inseridos na categoria bicharocos e principalmente metricossexuais
há os nénadas como eu e que são a larga maioria.
Nota:
Não Satisfaz --+-
O aluno errou nas 4 primeiras perguntas revelando estar bastante mal preparado. Apesar de ter acertado na 5, o que evitou o Não Satisfaz Bastante ---, a matéria base e vital encontrava-se nas anteriores. A não inserção de uma fotografia ou várias também revela total desinteresse na resolução deste teste.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Idos de Setembro
25 de Setembro de 2012
Carrega no play. Abre a tua mente. Abre o teu coração. Escuta. Escuta um pouco mais. Respira fundo. Abre a tua mente totalmente, toda a tua mente. Expira lentamente, mais lentamente. Escuta um pouco mais.
Lê simultaneamente, docemente.
Sigo sempre aquele fio preto, tal rio que corre por debaixo de mim. Não me leva a nenhum lado e leva-me a toda a parte. Mas se chego a alguma parte é porque ele corre em mim. Ou corro eu nele? Eu preciso tanto dele. Ele não precisa de mim.
Sigo sempre aquele fio preto, tal rio que corre em mim. Sigo sempre sem saber para onde vou e por onde vou. Sigo sempre sem saber se volto. O regresso é incerto e é certo que é incerto. Muitos vão e já não voltam. Eu volto.
Mas se volta não volta não volto, sei que aquele fio preto, tal rio que corre por debaixo de mim, que corre em mim bem dentro de mim, levou-me decerto ao incerto. Não volto. Não me importo!
Este pequeno texto é dedicado a todos os ciclistas que morreram e morrem na estrada. A paixão de fazer aquilo que é uma paixão perdoa-nos a morte.
Carrega no play. Abre a tua mente. Abre o teu coração. Escuta. Escuta um pouco mais. Respira fundo. Abre a tua mente totalmente, toda a tua mente. Expira lentamente, mais lentamente. Escuta um pouco mais.
Lê simultaneamente, docemente.
Sigo sempre aquele fio preto, tal rio que corre por debaixo de mim. Não me leva a nenhum lado e leva-me a toda a parte. Mas se chego a alguma parte é porque ele corre em mim. Ou corro eu nele? Eu preciso tanto dele. Ele não precisa de mim.
Sigo sempre aquele fio preto, tal rio que corre em mim. Sigo sempre sem saber para onde vou e por onde vou. Sigo sempre sem saber se volto. O regresso é incerto e é certo que é incerto. Muitos vão e já não voltam. Eu volto.
Mas se volta não volta não volto, sei que aquele fio preto, tal rio que corre por debaixo de mim, que corre em mim bem dentro de mim, levou-me decerto ao incerto. Não volto. Não me importo!
Este pequeno texto é dedicado a todos os ciclistas que morreram e morrem na estrada. A paixão de fazer aquilo que é uma paixão perdoa-nos a morte.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Corrida contra o Sol
Estado puro. Não corro contra o tempo. Não tenho conometro. Nem sequer relógio. Reparo na sombra que cresce ao meu lado e desenha os contornos do meu corpo nas sebes que ladeiam o meu caminho. Segue fiel como sempre, como nunca me há-de abandonar. A estrada inclina e tenho tempo para observar. Do lado oposto o Sol desafia-me para um duelo olhos nos olhos. Avisto-o ao longe e vejo-o esgueirar-se cobardemente no horizonte meu enquanto a noite anoitece sorrateiramente. Perde. No meu horizonte não tem mais espaço. A serra acolhe no seu ventre o mar. Tenho pouco tempo para regressar. O tempo não parou mas eu queria que parasse sem que eu parasse, sem que a Bebel parasse. Estado puro. Corro contra o Sol. Ele ganhou.
http://connect.garmin.com/
domingo, 9 de setembro de 2012
Férias "é" férias
Ahhh não há nada tão bonito como pedir um Favaito!
Nahh, nada disso:não há nada tão bonito como escrever no singular plural. Nem sei como não incluiram esta medida no novo adormecimento ortográfico. Um grande lacuna, sem dúvida.
"é dois cafés, fáfavor" ou "é os jogadores que jogam" são frases que merecem toda a admiração construtiva e fazem tanto parte do nosso quotidiano que é mesmo um crime não considerá-las correctas.
Bem, mas férias é férias o que quer dizer que só para a semana é que ligo o contador e começo a actividade física.
E o Contador lá ganhou a Vuelta. É contadores a montes..
Nahh, nada disso:não há nada tão bonito como escrever no singular plural. Nem sei como não incluiram esta medida no novo adormecimento ortográfico. Um grande lacuna, sem dúvida.
"é dois cafés, fáfavor" ou "é os jogadores que jogam" são frases que merecem toda a admiração construtiva e fazem tanto parte do nosso quotidiano que é mesmo um crime não considerá-las correctas.
Bem, mas férias é férias o que quer dizer que só para a semana é que ligo o contador e começo a actividade física.
E o Contador lá ganhou a Vuelta. É contadores a montes..
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