domingo, 23 de março de 2025

XV Maratona BTT Já T'Agarro

 



       Aí estava a vontade de realizar mais uma prova em BTT e testar a revisão à Sup que andava com um barulho irritante faz tempo (amortecedor), e a precisar de um pneu novo na frente que desse mais estabilidade e controlo.
      Inicialmente trazia marcado na agenda o regresso á prova mitica de Sto André, a Rota do Casqueiro, mas o número insignificante de participantes na maratona (muito menor ainda que na meia-maratona e todos juntos quase nao faziam sequer quorum para uma), tirou-me da ideia realizar a deslocação para lá do rio, por tão pouco. De lamentar uma prova outrora tão badalada e com tanta qualidade...
      A lamentar também, mais uma vez, que após uma espreitadela no calendário, constatava na mesma data, esta maratona na Branca-Coruche. O erro de quem organiza provas persiste: nas mesmas regiões e não só, provas na mesma data quando já são tão poucos os participantes, não é bom para ninguém.
    
      Bem mais perto e com um pouco mais de participantes, não hesitei.
      Mas devia ter hesitado e devia ter até utilizado uma palavra bem parecida e bem mais adequada: devia ter evitado.
      Nada contra a prova senão o facto de que ter chovido a semana que a antecede, deixou as suas marcas no terreno arenoso. Areia sim mas virada em autênticos pantanos de lama alguns deles intransponiveis a pedalar, e a poças de agua impossiveis de evitar.
     A maratona dos 70 km era em regime gps, ou seja, auto-guiada. À partida não seria um problema mas um garmin pequeno como o meu, não ajudava muito e a ajudar fica este reparo à organização:
   - apesar de auto-guiado, houve uma ou outra zona que estava sinalizada (e ainda bem) com um traço no chão ou uma fita (as tradicionais brancas e vermelhas), ambas sinaléticas cortando o caminho e evitando que o participante se enganasse. Uma mais-valia portanto. 
     Contudo em algumas zonas bem mais passiveis de dar engano, nada! Isto não é bem contar com o ovo no cú da galinha porque, obviamente se não há marcações, não há, mas se afinal até há uma ou outra, porque não nas zonas mesmo periclitantes. Deu azo a que eu e um ou outro (que eu testemunhei) tenha andado aos papeis.
    - outro reparo, o balneário. Com poucos participantes, penso que a organização quis agilizar e evitar usar algo maior que estava inicialmente previsto, se não estou em erro. A substituição recaiu sobre um pequeno cubicúlo onde 3 ou 4 se apertavam para caber. E senão mais ainda acentuando que a água quente já não estava quente.

aqui rolando numa zona bem seca

      Mas bem bem pior que tudo isso, foi mesmo o estado de forma aqui do atleta. 
      Desde o km um ou dois vá, para não parecer exagerado, que tive aquele sentimento de "isto hoje não está bem". 
      Partindo na frente, após um atraso na hora de uns 10 min, com os restantes 30 e poucos participantes da Maratona, cedo perdi o comboio dos duros. Cedo senti dores nas pernas.
      Nada de pânicos enquanto ainda se aquecem as pernas e o corpo debaixo de uma manhã fria mas com tendência para amenizar, mas os km passavam e as dores continuavam.
      Cedo fiquei sozinho e não tardou a ser apanhado pelos meia-maratonistas da luta dos lugares de topo, após as e-bikes já terem passado como se eu tivesse parado.
      Na divisão de percursos ainda hesitei mas continuava a acreditar que isto ainda ia lá. Não foi!
      E o que foi foi um autêntico calvário até ao final, daqueles que são os piores dias de quem anda nisto. As forças simplesmente não estavam lá.
     Tratava de me alimentar e hidratar condignamente, geria o ritmo e buscava as boas sensações principalmente nas rectas e nas pequenas descidas, mas tudo era em vão.
      Para agravar, as enormes poças de àgua, os lamaçais e o terreno pesado em algumas zonas, ainda obrigavam a esforço adicional, para o qual eu não tinha forças. 
      Enganar-me três vezes no percurso, sendo que duas delas ainda fiz boas incursões além-terra de ninguém, também não estava a ajudar. 
       A cabeças estava a perder a paciência e o descernimento e muito a custo e muito a consciencialização consegui manter o tino. Trocar o querer pelo ter de ser, sempre a pensar no fim, no desistir, no onde ir buscar forças para terminar. Um tormento!
       Estes são os dias que ninguém quer e que quando batem à nossa porta, obrigam-nos a ir ao fundo da nossa existência buscar resiliência para terminar. Mas não é fácil, não é mesmo nada fácil. Aliás, é mesmo muito duro!
     Terminando a coisa, atormentado, atordoado e resignado, fui-me a banhos, a almoço e viola no saco, ou bicicleta no carro, e siga com o rabinho entre as pernas para casa, já com mais uma chuva para apanhar pelo caminho.

   Classificação da prova (1 a 5)

   Organização pré-prova: 5 tudo impecável com disponibilização de toda a info via apedalar.pt e no site do Facebook, com graficos, distâncias e track e toda demais info, a tempo e horas.
   Secretariado: 5  - estavam organizados, não havia grande fila.   
  Percurso: 3 - o que a região tinha para oferecer bem sei. Plano sem subidas ou descidas acentuadas. Mas a lama que em dias de secura é areia e nem uma nem outra são do agrado do atleta e do material. Uma ou outra tolera-se e faz parte. Aqui foi em demasia. Anunciados 70 km foram 67. 
Apoio e assistência: PA´s bem fornecidos e staff muito simpático e prestável. 5 estrelas.
  Marcações: 3 - a auto-guiada opção mas com lampejos de marcação, podia ter tido atenção aos pontos críticos.
Banhos: 2.5 -  bem me pareceu que foi uma situação desenrascada de ultima hora. Não convenceu. Pequena e água fria.  
Almoço: 4 - uma sopa de feijão deliciosa e depois uma carne assada. A carne grelhada é sempre mais agradável, mas o que havia estava bem, bebidas à vontade, fruta e sobremesa e café.
Dificuldade Técnica: 3 - sem zonas técnicas ou perigosas ou exigentes. Apenas na lama e na água havia que sacar da destreza e redobrar atenções.
Dificuldade Física: pessoalmente não sou o ideal para falar sobre este tema, dadas as minhas circunstâncias pessoais, mas pelo desenho do terreno, não me parece que provocasse os ditos grandes empenos.
Preço: 4,5 - ajustado para a oferta, muito dentro do que se espera. E ainda com direito a umas lembrancitas na algibeira. 
Classificação Geral: 3,5 - os parabéns à organização que não tem culpa da chuva que se fez sentir nos dias anteriores, e notórios os esforços para apresentarem uma maratona de qualidade. E a nivel de organização correu tudo bem. Fica-me a curiosidade para, num dia bom, experimentar outra vez a ver se a lama é areia circulável.. ou não.

    E afinal houve explicação para o dia mau, mas isso vem no post seguinte.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Semana sim, semana sim

 25/02/2025
 Ciclismo

  Não tem falhado.
  A meteo tem estado favorável. Uma semana mais fresca, outra mais solarenga. Sempre a pedalar.
  Pelo meio, houve umas incursões em grupos como o TGV e tal, com andamentos fortes e vigorosos.
  Este último domingo, reduzidos a 3, houve um acusar de desgastge, também talvez provocado pela constipação que andou por aqui recentemente.
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  Com a Sup na oficina para revisão, dou uma espreitadela às maratonas de BTT. É um desalento novamente ver tão poucos inscritos. Uma delas, a famosa Rota do Casqueiro que abarcava tanta gente, reduzida a pouco mais de 100 participantes à hora de fecho das inscrições. É de lamentar. REsta estes poucos e crentes teimosos que vão mantendo o espirito persistente de as realizar.
  Pode ser que um dia as modas virem novamente.
  

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

2025 já bomba!

  Ciclismo
  16/01/2025

   Começou obviamente com um pequeno passeio a cumprir a tradição, subindo ao alto da serra, em equipa.
   Depois veio uma volta arisca no domingo com a presença de duas máquinas de topo a colocarem um ritmo intenso no treino.
   Entretanto aperta o frio e apertam as gripes, constipações e sei lá que mais. Escapei-me até não poder mais, mas não arreei do selim.

   Mais um domingo se seguiu com um treino em versão competitiva a colocar a fasquia mais elevada e no final dos 115 km, estava ligeiramente moido mas bem.
   Começa a dançar na cabeça o btt. Há que fazer manutenção ao cavalo de corrida e depois logo se verá.

   Mata os bichos e deixa que venha 2025! 
   "Bamos"!!

domingo, 5 de janeiro de 2025

Resumo de 2024

   Aí está algo que nunca m deu para fazer (que me lembre), mas que no final até tem a sua graça e permitiria olhar de um ano para outro, as principais graças e desgraças.

total km: 4.972
Os habituais treinos domingueiros, mais as provas e pouco mais, deram neste número. Nada comparado com o de alguns dos meus parceiros que ascendem acima de 10.000 km.

Provas e coisas
troia sagres
3 maratonas BTT
setubal-elvas
estagio serra estrela 3 dias
Douro Granfondo
 Foi um ano com o revitalizar de um desafio outrora (mal) realizado, setubal-elvas, o regresso a provas de btt após quase um ano de interregno, e um desejo antigo de pedalar nas paisagens e estradas do Douro com o Granfondo em Peso da Régua.
  Não ficou assim nada por fazer e em regra geral senti-me sempre com uma boa disponibilidade física e sensações, especialmente no segundo semestre, com enfase no último trimestre do ano.
  Olhando para trás, poderia ter feito mais uma ou outra maratona de btt e saltando já para as resoluções de 2025, poderá passar mesmo por aí: participar mais nesta modalidade.
   Já no ciclismo, não trago nenhuma prova debaixo de olho. Perto das datas, se apetecer, logo analisarei. No programa, reeditar o troia-sagres é praticamente obrigatório e talvez o setubal-elvas.




   Se 2024 foi um bom ano (com um azarito no Douro), que 2025 seja pelo menos igual.
   

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Dia de Natal

 25/12/2024
 
  Umas pedaladas curtas em equipa para cumprir (mais tentar implementar) a tradição de ir beber um moscatel para celebrar a data.
  Fomos seis com boa disposição e umas pedaladas firmes.

  



  Ora falta um bom domingo e depois o balanço do ano que acaba e as resoluções do ano que começa.
  Saúde e Feliz Natal.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Quando o tanque está cheio...

 18/12/2024

 Quando o tanque está cheio, nem há ressaca de algo como o Tróia-Sagres e apetece mais, e apetece tudo, e tudo o que venha pela frente.




  Este é um sentimento não raro mas nem sempre alcançável (e por vezes dificil de alcançar e misteriosamente alcançável pois nem sempre os fundamentos do treino apoiados pelas evidências ciêntificas são garantia de resultados desta natureza), mas quando ele bate, é maravilhoso o seu paladar.
  Contudo, já se sabe que depois da bonança vem a tempestade sim , neste caso é invertido). O balão esvazia mais tarde ou mais cedo, normalmente mais cedo do que o desejado.
  Faz parte da vida, faz parte da fisiologia.
  Importante é saber, respeitar e reequilibrar os planos para minimizar os efeitos indesejados e logo, logo tudo volta à normalidade.

   

domingo, 15 de dezembro de 2024

Tróia - Sagres 2024

 14 dezembro 2024
  Cilismo

  O dia mais bonito do ciclismo nacional (assim mo deixem apelidar).

  Mais um ano em que é notório que não estão as 5.000 pessoas que um dia alguém tentou contabilizar assim por alto.
   Nota-se à chegada quando a fila da bilheteira do barco de Setubal para Tróia, estendia-se para lá do edificio da GNR, no barco que não enche e este ano até desconheço se houve o barco adicional das 06h15 da manhã, na estrada outrora repleta de pirilampos vermelhos a piscar, nos enormes bandos de ciclistas a passarem ou a serem passados ao longo dos primeiros e últimos quilómetros de todo o percurso.
  Tenho muitas saudades de partir de noite e ver o nascer do sol, mas o barco das 07h30 agora é o da afluência e a minha escolha recai nele.
  A semana esteve sempre muito fria mas sem chuva. Esta estava prevista para o dia anterior e para o próprio dia. Felizmente não apareceu e o frio também deu tréguas o que me fez ter de alterar a indomentária já depois de partir.

  Os primeiros km fiz com um grupo em bom andamento e boas sensações e até Mil Fontes foi um tirinho.
  Depois parti daí a solo e raramente encontrei alguém.
   Não estava vento por aí além mas há sempre aquele soprar que se sente quando não está de norte. Após uma breve paragem para necessidades, o retomar ao selim trouxe o momento mais desconfortável, aquela parte em que mais se sofre, a besta negra. Pode vir mais cedo ou mais tarde mas ela há-de vir, é garantido.




  Sou então apanhado por um grupo animado de Sintra e as boas sensações regressaram. 
  Perdi-os numa subida mas algum tempo depois voltaram a apanhar-me e segui junto até final.
   Foi uma boa jornada com muito prazer de ciclismo.
   Apesar do pouco romancismo deste relato, ele esteve sempre presente, e mais não descrevo porque reli o de anos anteriores e só me iria repetir.
   
   No Facebook ficaram mais umas palavrinhas e em mim muita vontade de ir outra vez.



No final, em Sagres, tirar uma foto com a Super Bock é um pouco contranatura :-) mas conta acima de tudo o que diz na garrafa: "retornável".
Retornar todos os anos.