domingo, 14 de outubro de 2018

Depois da tempestade

   Anunciavam ventos fortes e rajadas na véspera. Uma espécie de furacão que vinha dos Açores, que depois virou tempestade tropical e depois virou... para norte.
  Ainda assim chegaram cá umas brisas e que ficaram para o pequeno-almoço.
 Mal dormido e de parcas forças, ainda assim resolvi pedalar.
 Na estrada muito pouca gente e os poucos que encontrei em mesmo sentido, não "quiseram" formar manifestação contra o vento.
  O traçado foi inventado à la carte e no final até ficou agradável.
  Ainda assim, não deixou de ser uma manhã difícil.

  

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

São voltas e voltas

sem parar... ou quase!

 Elas têm havido por aí.
Mais disto, mais daquilo, menos disto, menos daquilo.
E os pensamentos vão-se como o suor e as dores de cada volta. Coisas para escrever que passam pela cabeça e não vêm ao "papel" logo no próprio dia, nunca mais vêm de todo.

E o que fica no final? registos numéricos.
No feriado foi uma daquelas manhãs de pouca gente na estrada. E eu devia ter sido mais um dos ausentes.
Armado em garganeiro de quem planeou pedalar na sexta e no domingo, vi a barriga das pernas ficar cheia ainda bem cedo.
Cedo sim começaram as dores e não passaram a manhã toda. Sem ser nada drástico mas ou a cabeça não queria, ou as pernas não acordaram, ou as pernas não queriam ou a cabeça não acordou.
Foi ir ao Espichel (a estrada continua em obras!!) e voltar.
 Domingo, já não houve moral...

 Mais importante é que se pedale a cada vez que for possivel.



domingo, 26 de agosto de 2018

Em terra seca, qualquer rega é uma benção

    Podia ser um provérbio... mas não é! Mas podia ser.... mas não é!
    Se for proferido com certa rapidez e timidez na última palavra e\ou um certo sotaque nasalado (bençã), até rima.

   E depois do título de livro, este é mais uma gota de suor que evapora da pele para cravar neste registo a sua marca, de onde não sairá.

  E é por estes dias que por estas terras se fazem os dias passarem lentos e das manhãs de longos treinos se fazem "passeios" curtos ao final da tarde.
  Sem qualquer calendário a cumprir (pego na bicicleta quando apetece) curiosamente têm ocorrido de dois em dois dias.
  Para lá, para cá, mistura e volta a dar.
  Com um calor que adorna a pele, regue-se o corpo por dentro, a vinho e vida, por fora, a banhos de água doce temperada pelo sol abrasador.
   Hidratação completa.

    As voltas estão no Strava (mas só de acesso privado). São só números, que importa lá isso?
    E sempre com lastro extra no bolso


 
   

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Um homem e a sua sombra

 Titulo de livro? não faço a mínima ideia.
 Quem sabe seja um dia meu. Para já é meu titulo deste post.
 Vejo agora que existe "Um homem perseguindo a sua sombra" da saga Millenium. Também faria todo o sentido este título.
  Porquê? porque foi precisamente quando vi a minha sombra durante a volta de hoje que este processo criativo baixou em mim (criativo??), algo que já ia para uns meses que não batia a esta porta.
  E na realidade, nesse momento, com o astro-rei pelas costas, era precisamente a sombra que ia rebocando o par eu mais a minha bicicleta. A sombra estava sempre um passo na frente.
  Foi este momento, uma paisagem seca castanha sem fim, o aroma quente do final de uma tarde na planicie de um dia quente, uma estrada negra cujo negro era acentuado pelo branco imaculado dos traçados que definem os seus limites e faixas, entre outros sinais, pintados no chão, que o processo criativo permitiu esta criação.
  "Uma estrada só minha" foi outro dos títulos que borbulhou por entre o meu cabelo preso dentro de um capacete e o próprio capacete seguro à minha cabeça por uma fivela ajustada por debaixo do meu queixo, onde uma gota de suor se alojou e baloiçava para um lado e para o outro consoante a minha perna direita ou esquerda baixava o pedal em força.
  A gota baloiçava e mais acima, dentro da minha cabeça que segurava um capacete de onde pendia uma fivela presa por debaixo do meu queixo onde a gota baloiçava, baloiçavam estes dois títulos.
  Nada nem ninguém. Uma estrada só minha onde pedalava eu, um homem, e a minha própria sombra.

 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

100k (e uns trocos) - grupo

29\07\2018

 Apanhado logo à saida da cidade por um "velho" companheiro das pedaladas, levou-me com ele à reunião do seu grupo actual.

  Pouco mais há a dizer. Foi pedalar e sofrer.
  Para quem (ainda?) não tem o ritmo, o esforço é meramente para acompanhar a matilha.


Relive '110k'


       

domingo, 8 de julho de 2018

Mais 100k (agora a subir)

08 de Julho de 2018

O regresso às subidas... em dose dupla.
Assinalar a quantidade de gente em bicicleta que vi hoje na estrada. Impressionante. Já faz muitos domingos que não via tanta gente assim.
Grupos pequenos, grandes, individuos a solo, bttistas e até para os lados do alto da serra andavam uns quantos.
Compreendo cada vez mais que os automobilistas não andem satisfeitos. Papar um grupo ainda vá, dois já é coise, daí em diante é para pôr os nervos de qualquer condutor em franja. Mesmo sendo domingo.

 É cada vez mais recomendável que se tomem medidas próprias e para ambos lados da balança, ou qualquer dia acontece uma desgraça daquelas das grandes.

 Voltando à minha volta (passe a redondância) propriamente dita, decidi que teria de tentar as subidas para ver como as mazelas se aguentariam.
  Por isso, vai por aqui e por ali e sobe ao alto, desce, faz uma passagem por Setúbal e vira à serra novamente.
  Em Setúbal parado para abastecer aguazinha porque o calor apertava e 1,5L estavam acabados.

   A segunda passagem começou sofrega mas quando meti na cabeça que era hora de esquecer as dores e arregaçar as mangas, acabou por se fazer bem. Mas ainda sem aquele vigor de pedalada que gosto.

   E agora aquela parte dos axe tégs que se usam no facebook mas que gosto mais de usar aqui a titulo de frases com história
    #não guardes para amanhã o vento que podes apanhar hoje - uma alusão ao facto de ter o vento pelas costas e aproveitar para acelerar e não descansar ao seu sabor;
    #se tens o pé de lado, pedala com o pé de lado - segundo uma leitura recente que até mim veio por meio da preocupação com o joelho, onde diz que se deve manter a natural forma de estar dos pézinhos;
  #ratada e bigode - aqueles individuos que dão tudo para te apanhar e depois morrem ali mais adiante.


   Os dados da volta hoje ficam em registo de outra forma:

Relive '100k'


       

domingo, 10 de junho de 2018

100 k

 Ciclismo

 A fisioterapia continua e por isso há que manter a cabeça no lugar.
 Por esse motivo, escusei-me de grupar por aí e segui a solo.

 As semanas agora são diferentes e quando chega ao domingo de manhã, as pernas acusam alguma fadiga, causando sempre em mim muita apreensão.
 Não há grande remédio por agora, senão adaptar-me. Pode ser que com o tempo a coisa se componha.

  Em modo "cautelar", fiz-me ao plano G, ou seja, volta plana mas sem gregários na frente.
  Após os primeiros 40k o cansaço muscular deu tréguas. Foi quanto bastasse para carregar um pouco no pedal. Só um pouco.

  O Garmin hoje "morreu" antes de mim.
   Bicicleta + pernas = amigos inseparáveis

 
  Aconteceram mais um punhado de coisas que agora não me lembro e tal mas que eram engraçadas de contar. Azar.
 
   A ficar com a sensação que hoje poderia pedalar o dia todo. Fixe!