21\05\2018
Ciclismo de estrada
Apago imediatamente o que escrevi.
O que era? mais umas lamurias sobre a falta de tempo e etc e tal. Não vale a pena tornar-me repetitivo.
Além do mais, não me lembro já das coisas bonitas que me vieram À cabeça na volta da semana passada, tão bonitas quanto a paisagem do troço escolhido.
De facto, S. Brás de Alportel foi algo de agridoce.
100k revestidos a 2.000m acumulado, traziam dúvidas quanto à condição física do espécime, dúvidas essas que persistiram desde a véspera até ao preciso momento de iniciar o treino.
Mas a manhã estava boa, as subidas sabiam tão bem quanto as descidas, e nem essa característica do traçado e nem o facto de não ter gps activo e ter de dividir as atenções entre a estrada, a paisagem envolvente da Serra do Caldeirão, com um papelinho escrito com as direcções que fizera por s.o.s., eram suficientes para criar o famoso efeito quebra-pernas que o sobe e desce constante proporciona.
Por isso continuava. De quando em vez surgia uma povoação, uma aldeia ou mal um aglomerado de casas para quebrar a rotina da típica vegetação alentejo-algarviana.
Numa das encruzilhadas, fui enganado pelo quinto sentido e meio (as mulheres têm seis) e segui em direcção a Tavira.
Só me apercebi de tal erro quando cheguei....a Tavira.
Não havia remédio e teria mais um par de km par percorrer mas como a manhã estava saborosa, who cares?
Daí em diante vem a dor. Aquela maleita que de tempos a tempos teima em persistir. Veio e não desapareceu mais.
A estrada agora só subia e cada km parecia uma eternidade ao que a dor agravava a cada um mais percorrido.
Não foi fácil este último pedaço.
À parte disso, foi bom. Uns dias para descansar ao sol algarvio, uma dieta de grelhados no carvão regada a vinho tinto, adornados à beira-piscina...perfeito!
Continuo a estranhar os dados que o meu garmin confere em relação às altimetrias, comparados com os de outros.
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