segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ressuscitar um dia depois

 26 julho 2026
 Ciclismo

  Foi visivelmente cansado que cheguei a casa no sábado. 
  Sentir o organismo a dizer "hoje não dá mais" é algo que tem que se escutar. Até porque mesmo que não se escute, não dava mesmo para dar mais.
  Não há assim nada específico que possa explicar isto senão duas noites de sono pouco e mal dormidas.   
  Não a da véspera mas nos dois dias imediatamente anteriores.
  Assim neste cenário, foi uma tarde para recuperar com descanso, hidratação e alimentação sem nada de especial (um cozido ao almoço abriu as hostelidades, custando-me resistir à tentação do tinto. Mas resisti).

   No domingo previa dificuldades e um recolher a casa talvez mais cedo, se estivesse de facto a ser demasiadamente penoso e até porque, lá está, há que dar ouvidos ao corpo.
   Curiosamente senti-me renovado. Um acordar normal, com as pernas ainda ligeiramente entorpecidas, mas nas pedaladas a coisa foi-se dando.
   Não sei se pelo ritmo mais tranquilo no primeiro terço da volta, se pelo cozido, se pela companhia, mas senti em bom estar e pedalar.
   Às vezes é assim, morto num dia, ressuscitado para novo no outro. E às vezes não há ciência que explique tudo.
   Para despiste, tenho que testar outro cozido de véspera

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