quinta-feira, 4 de maio de 2017

Maratona BTT - Trilhos da Figueira

  Foi no passado dia 30 de Abril que rumei até perto de Beja, mais propriamente Figueira dos Cavaleiros, para mais uma maratona.
  Assim de um repentemente (lol), com um feriado no dia seguinte para recompor, desenrasquei uma prova para mais uma incursão btt em além-terra.
   O Alentejo sempre à mão de semear e mantendo-se fértil em acontecimentos desta natureza, foi novamente o escolhido.




   "Não há provas perfeitas"
   Esta foi a frase proferida pelo speaker já com todos os atletas a postos na zona de partida.
   De facto, o dono do microfone tentava prevenir e desculpar a organização para algo que não seria mais do que aquilo que o terreno da zona teria para oferecer.
   A distância de 65km e uma altimetria rasteirinha faziam antecipar que as dificuldades seriam poucas e que a prova seria a rolar em bom ritmo.
  Assim foi. Nada das habituais paredes, muros ou o que lhe queiram chamar, mas em contrapartida também não vieram de lá os singles ou descidas mais entusiasmantes.
  A paisagem também pouco tinha para oferecer mas foi agradável.
  As surpresas estavam guardadas para outros predicados.
  A areia foi uma delas. Se ao principio vai-se levando, passados uns bons km a coisa começa a fustigar a alma dos participantes, e não fosse ser uma prova de baixa intensidade fisica, e poderia mesmo levar ao desespero de alguns.
   A areia é mesmo um elemento que causa desgaste, principalmente psicológico. É um mal-amado neste mundo do btt.
   A cada paragem, quer fosse no posto de controle, de abastecimento ou de agua, era notoria a preocupação dos elementos da organização, saberem deste tema, sendo que eles próprios avançavam logo com a pergunta "e a areia?".
  Aliás, a simpatia geral de todos os que estiveram em funções, foi sem dúvida o ponto mais marcante e positivo de todo o evento. O esforço para agradar foi notório. A forma em como tentaram oferecer o melhor que tinham para dar também.
  Infelizmente, ao que tudo indica, a zona não tem mesmo mais para brindar quem lá vai.
 
   Ainda uma ressalva para uma molha das antigas como à muito não levava, que me fez arder os olhos e nao ver o caminho durante largo periodo, quase a pensar que estaria já fora do trilho (marcações muito pobrezinhas é algo a melhorar), pois na separação aos 44km, nunca mais vi ninguém até ao fim.

   O almoço estava muito bom. O ponto de abastecimento q.b.
 
   A minha forma continua muito em baixo, mas isso em dia de festa não importa nada. É preciso é disfrutar e chegar inteiro ao fim.
  A cabeça começa a pensar se nao estará na hora de investir numa montada mais confortável. A ver vamos.
 
  
 

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